«Câmara da Covilhã não adopta Novo Acordo Ortográfico»

Nos termos do Aviso n.º 255/2010, de 13 de Setembro, publicado no Diário da República, 1ª série, de 17 de Setembro de 2010, o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa já se encontra em vigor na ordem jurídica desde 13 de Maio de 2009.

Contudo, a Resolução da Assembleia da República n.º 35/2008, de 29 de Julho, que aprovou o Acordo Ortográfico, prevê um prazo transitório de seis anos para a implementação da nova grafia, ou seja, decorre até 2015 um período de transição durante o qual ainda se pode utilizar a grafia actual.

Entretanto, largos sectores da sociedade portuguesa têm vindo a questionar o método e a substância deste Acordo, na vertente da sua relação com a realidade ortográfica presente e com a falta de consenso nacional sobre esta matéria, constatando-se deste modo, uma falta de unidade na expressão estética em língua portuguesa que, no caso em apreço, é portador de um correlativo desprestígio institucional.

Nestes termos, por despacho de hoje, 15 de Junho, o Presidente da Câmara da Covilhã determinou que em toda a correspondência oficial da Autarquia e das entidades agregadas, não seja adoptado o novo Acordo Ortográfico, nos termos do período transitório estabelecido, reponderando-se esta determinação no final daquele período, isto é, em 2015.

[Transcrição de entrada, com data de 15.06.12, do “site” da Câmara Municipal da Covilhã.]

[“Links” adicionados por nós.]

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Ana Bustorff subscreveu a ILC

Ana BustorffAna Bustorff (Miragaia, Porto, 1959) é uma actriz portuguesa de Teatro, Cinema e Televisão.

No final da década de 70 ingressou na Seiva Trupe, onde se forma como actriz.
Trabalhou com encenadores como Norberto Barroca, Mário Barradas, António Fonseca, Fernando Mora Ramos, Luís Varela, José Wallenstein, Miguel Guilherme, São José Lapa, Mónica Calle e Nuno Carinhas.

No cinema trabalhou com realizadores como Jorge Silva Melo (“Agosto”, 1987), Edgar Pêra (“Manual de Evasão”, 1994), Luís Galvão Telles (“Elles”, 1997), Joaquim Leitão (“Tentação”, 1997; “Inferno”, 1999), Leonel Vieira (“Zona J”, 1998), João Canijo (“Sapatos Pretos”, 1998), Marco Martins (“Alice”, 2005) e João Botelho (“O Fatalista”, 2005). Recebeu, por duas vezes, o Globo de Ouro para melhor actriz.

Ana Bustorff subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Este é mais um perfil publicado na “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes da ILC pela revogação do “acordo ortográfico”.

Nota: esta publicação foi expressamente autorizada pela subscritora, que reviu connosco os elementos constantes nesta mini-biografia. Foto de Ana Bustorff © Manuel Correia.

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«su “pronunciación” es cualquier cosa menos portuguesa» [Rocío Ramos] [CORRIGIDO!]

Actualização em 15.06.12 às 15:07 h: a situação já foi corrigida no site em causa. Parabéns a Rocío Ramos!

Ver “post” com a (excelente) conclusão deste assunto.


———- Forwarded message ———-
From: Rocío
Date: 2012/6/14
Subject: Guía (in)útil de pronunciación para periodistas – EUROCOPA 2012
To: consultas@fundeu.es

Buenas tardes,

No sé si esto es una consulta, una queja, o un lamento.

El caso es que he accedido a su Guía útil de pronunciación para periodistas en la Eurocopa 2012 y cual no habrá sido mi sorpresa al ver que Vds. no “pronuncian” en portugués de Portugal sino en portugués de Brasil.

Ignoro dónde se han documentado para elaborar esa guía y espero que en las demás lenguas esté correctamente indicado pero su “pronunciación” es cualquier cosa menos portuguesa. Y se lo digo yo que llevo 10 años estudiando portugués (5 años en la Escuela Oficial de Idiomas de mi ciudad y otros 5 de diferentes cursos tanto en España como en Portugal).

Les agradecería mucho (e imagino que el resto de estudiantes de Portugués así como los propios portugueses) que modifiquen la pronunciación de los nombres y palabras en portugués de su guía.

Si no tienen quien lo escriba correctamente, puedo facilitarles el contacto de algunos portugueses (profesores y traductores algunos de ellos) que, gratis, estoy segura que no tendrían inconveniente en hacerlo.

Un saludo,

Rocío Ramos Nieto

[alguns exemplos gravados no site referido]

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O PEN Clube Português e o “Acordo ortográfico”

ENCONTRO DO COMITÉ DE TRADUÇÃO E DIREITOS LINGUÍSTICOS do PEN INTERNACIONAL
em Barcelona, de 4 a 6 de Junho de 2012

Delegados dos Centros PEN de vários pontos do mundo reuniram-se na sessão de trabalho anual deste Comité que se tem vindo a afirmar como uma referência internacional na defesa dos direitos linguísticos.

Em vários blocos temáticos, foram abordadas questões linguísticas de identidade e património, relacionadas com macro e microculturas, problemas de tradução e a sua relação com os mercados editoriais. O respeito pela diversidade cultural e a luta pela preservação de línguas em extinção estiveram presentes como preocupações cimeiras. Uma língua representa um olhar sobre o mundo. Uma língua que se extingue, é um olhar que se perde, disse John Raulton Saul, Presidente do PEN Internacional.

(…)

O PEN Clube Português mereceu a atenção especial nos trabalhos deste Comité. Foi distribuída aos presentes a tomada de posição sobre o Acordo Ortográfico(AO), resultante do inquérito aos sócios, durante o mês de Maio. Seguiu-se um amplo e vivo debate, com inúmeros pedidos de esclarecimento e comparações oportunas com experiências de desrespeito e graves infracções aos direitos linguísticos, ocorridos noutros lugares e noutros contextos históricos.

Após tomarem conhecimento da dimensão altamente problemática que o AO de 1990 representa, os delegados do Comité de Tradução e Direitos Linguísticos (T&LRC) presentes manifestaram a sua preocupação e o seu incondicional apoio à sua remoção do ordenamento jurídico português.

O debate foi encerrado com a leitura de um texto do Presidente do Pen Internacional John Raulston Saul. O assunto continuará a ser debatido devido à reconhecida importância desta questão. Em breve, daremos mais notícias.

(…)
Lisboa, 9 de Junho de 2012

Maria do Sameiro Barroso (Vice-Presidente do PEN Clube Português e Delegada ao Encontro)

[Extractos do comunicado publicado pelo PEN Clube Português em 9 de Junho de 2012. Destaques e “links” inseridos por nós.]

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«Declaração de Amor à Língua Portuguesa» [Teolinda Gersão]

«E pronto, que se lixe, acabei a redacção – agora parece que se escreve redação. O meu pai diz que é um disparate, e que o Brasil não tem culpa nenhuma, não nos quer impor a sua norma nem tem sentimentos de superioridade em relação a nós, só porque é grande e nós somos pequenos. A culpa é toda nossa, diz o meu pai, somos muito burros e julgamos que se escrevermos ação e redação nos tornamos logo do tamanho do Brasil, como se nos puséssemos em cima de sapatos altos. Mas, como os sapatos não são nossos nem nos servem, andamos por aí aos trambolhões, a entortar os pés e a manquejar. E é bem feita, para não sermos burros.»

Teolinda Gersão faz uma declaração de amor à Língua portuguesa

Tempo de exames no secundário, os meus netos pedem-me ajuda para estudar português. Divertimo-nos imenso, confesso. E eu acabei por escrever a redacção que eles gostariam de escrever. As palavras são minhas, mas as ideias são todas deles.
11-06-2012

Redacção – Declaração de Amor à Língua Portuguesa

Vou chumbar a Língua Portuguesa, quase toda a turma vai chumbar, mas a gente está tão farta que já nem se importa. As aulas de português são um massacre. A professora? Coitada, até é simpática, o que a mandam ensinar é que não se aguenta. Por exemplo, isto: No ano passado, quando se dizia “ele está em casa”, ”em casa” era o complemento circunstancial de lugar. Agora é o predicativo do sujeito.”O Quim está na retrete” : “na retrete” é o predicativo do sujeito, tal e qual como se disséssemos “ela é bonita”. Bonita é uma característica dela, mas “na retrete” é característica dele? Meu Deus, a setôra também acha que não, mas passou a predicativo do sujeito, e agora o Quim que se dane, com a retrete colada ao rabo.

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