«À mesa do IDL com Vasco Graça Moura» [I.D.L., 11.06.12]

À mesa do IDL com Vasco Graça Moura

Vasco Graça Moura é o convidado especial do almoço-palestra que o IDL promove na próxima Segunda-feira, dia 11 de Junho, ocasião em que falará sobre o (des)acordo ortográfico.

O almoço-palestra à mesa do IDL é organizado em parceria com o CES-Centre for European Studies e tem como propósito reunir mensalmente todos as pessoas interessadas em debater os assuntos políticos da actualidade.

[Transcrição de notícia no site IDL.]

CONVITE À mesa do IDL com Vasco Graça Moura.jpg
[Imagem de Pedro P. Bastos.]


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[Notícia via blog “Cachimbo de Magritte”.]

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«Aventuras herbáceas e erros de podar» [Nuno Pacheco, “Público”]

O defeito deve ser da gesta marítima, mas a verdade é que Portugal decididamente não se dá bem com aventuras herbáceas. Os ingleses, sim. Jardinagem é com eles. Qualquer coisa onde se mencione garden ou grass tem de ser bem feita. Eles sabem e dão muita importância ao assunto. Na América é diferente. Hal Ashby (no filme Being There, baseado na novela homónima de Jerzy Kosinski) até pôs Peter Sellers a fazer de um jardineiro alienado pela televisão que, perdido no mundo, acaba por ser adoptado como uma espécie de oráculo na alta-roda, deixando boquiabertos políticos e empresários, ou até mesmo o Presidente, com banalidades hortícolas do género “é preciso esperar para colher”, vistas como conselhos de grande importância para economistas ou políticos.

Mas, voltando a Portugal, herbáceas não é connosco. Nos relvados é o que se vê: muito suor, muitos nervos e resultados tantas vezes parcos e desinteressantes; quanto a jardins ou relvas, é o que se tem visto: o cabo dos trabalhos. Até mesmo as ervas aromáticas se vêem ameaçadas pelo avanço de tantas ervas daninhas. Isso não nos impede, no entanto, de praticar a arte da poda (ou seja, do corte ou desbaste de árvores, plantas ou vinhas) em muito do que nos passa pela mão. Às vezes até em segredos de Estado. Coisas de espiões, claro, das quais nem o Vaticano parece estar livre.

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A ILC na Feira do Livro de Coimbra: palestra sobre o AO90

Palestra “O Novo (des)Acordo Ortográfico” integrada na programação da Feira do Livro de Coimbra, em 29 de Maio de 2012.

Apresentação e moderação de Hermínia Castro.

[A captação de som nesta gravação foi afectada pelo ruído de uma fonte (de água) nas proximidades. As nossas desculpas pelo facto, mas mesmo assim julgamos que se entende perfeitamente o que é dito pelos oradores.]

Intervenção de Fernando Paulo Baptista, filólogo.

Intervenção de Paulo Jorge Assunção, jurista.

[Ver programa completo da Feira do Livro de Coimbra (em formato “.pdf”).]

[Os “vídeoclips” deste “post” são da autoria de Rui Valente.]

[Algumas fotografias tiradas durante a palestra.]

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«Um espartilho absurdo» [Ana Isabel Buescu]

Saúdo a posição dos estudantes; no meio de tanta apatia, é um grande sinal esta demonstração de cidadania contra este “Acordo”. É urgente desmascarar o “A”O, que significa

– precedência de critérios de natureza política e económica, nomeadamente interesses dos grandes grupos multinacionais de informática, sobre os critérios científicos (15 pareceres científicos são muito críticos, apenas um, do A. do “Acordo”, é elogioso);
– acto de indevido poder político, de resquícios coloniais, ao ser um acordo proposto e assinado por 2 países à revelia de todos os outros que, usando a Língua Portuguesa, alcançaram a independência política e não foram convidados a pronunciar-se sobre o assunto;
– imposição de natureza política sobre a língua, totalmente inaceitável;
– falta de consciência histórica, ao não considerar que as línguas são organismos vivos, com específicas derivas legítimas, e que por isso, quer o Português Europeu quer o Português do Brasil e todos os outros dos PALOPs não podem ser “acorrentados” a um espartilho absurdo, sem efeitos práticos e inaceitável;
– destruição da norma ortográfica, através de um sem número de facultatividades que minam a coerência linguística e anulam o efeito de “unificação” pretensamente perseguido;
– consequente instauração do caos ortográfico, como está aliás à vista nos meios de comunicação e nas posições pessoais;
– falência de um dos argumentos decisivos dos defensores de tal “Acordo”, ou seja, o argumento da unificação ortográfica;
– má-fé e falência do argumento de que um AO “facilitaria a comunicação e o fortalecimento do Português nas instâncias internacionais”. Não há incompreensão, através da língua, portuguesa, entre falantes portugueses, brasileiros e outros países de língua oficial portuguesa. A analogia internacional de casos semelhantes vale aqui: nunca um tal acordo foi necessário quer para o inglês, quer para o espanhol, quer para o francês. Com o português, estas são as 4 línguas que, através da expansão colonial, passaram para outros continentes;
– perda de identidade histórico-linguística, ao serem levadas a um nível residual, do ponto de vista ortográfico, as ligações ao Latim, ligações que distinguem a generalidade das línguas cultas europeias;
– desaparecimento do português europeu das instâncias políticas e culturais internacionais;
– desaparecimento do português europeu dos leitorados e Universidades estrangeiras com ensino de Português:
– desaparecimento do português europeu de instrumentos de comunicação como a Wikipédia ou a BBC (v. respectivo site), onde já só surge, entre as várias línguas, o “Brazilian”. O “Portuguese” desapareceu.

E por favor, quem estiver de acordo com o acima dito, DISPONHA DE UNS MINUTOS, DE UMA IDA AO CORREIO, E ASSINE A ILC!!!!

[Transcrição de comentário de Ana Isabel Buescu a “post” neste mesmo “site”.]

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A ILC na Feira do Livro de Coimbra: “Alma Azul”

A Editora “Alma Azul” está presente na Feira do Livro de Coimbra e disponibilizou-se para recolher subscrições da ILC no seu “stand”.

Ali (também) poderá subscrever e entregar – se ainda não o fez – o seu documento de apoio a esta iniciativa cívica.

ALMA AZUL
Rua Cidade de Halle, Lote 12/15, 2.ºC
3000-107 Coimbra

alma-azul@alma-azul.pt

linguatoda@alma-azul.pt

[contactos]

[Ver programa completo da Feira do Livro de Coimbra (em formato “.pdf”).]

[As fotografias deste “post” são da autoria de Rui Valente.]

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