Mais um “Velho do Restelo”

Justiça lhe seja feita, o “site” do recenseamento — além de se manter escrito em português correcto — funciona mesmo bem [https://www.recenseamento.mai.gov.pt].

No dia em que fez 18 anos, Pedro Lopes Valente foi lá e meteu os dados do seu Cartão do Cidadão. E não é que o seu número de eleitor já lá estava?

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Nos tempos que correm, muitos tentam reduzir o exercício da cidadania à simples sucessão dos diversos actos eleitorais. Teria Pedro Valente de esperar pelas próximas eleições para fazer valer os seus direitos enquanto cidadão? Nada disso: no próprio dia em que fez dezoito anos subscreveu a ILC.

Não é o primeiro boletim que recebemos de um cidadão com esta idade, mas será certamente a subscrição mais rápida que já nos chegou às mãos.IMG_2302

Para seguir este exemplo basta descarregar o boletim de subscrição, preenchê-lo com os seus dados (incluindo o nº de eleitor constante no “site” do recenseamento eleitoral) e enviar o impresso para a morada que consta no próprio boletim.

[Notas: este “post” esteve inicialmente agendado para o próprio dia 31 de Julho de 2013, dia de anos do Pedro e data em que subscreveu a ILC. No entanto, decidiu-se adiar a sua publicação até que o GT AO produzisse resultados. As imagens do “site” do MAI e do boletim de subscrição são publicadas com a autorização do subscritor.]

 

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Onde assinar a ILC: Alma Azul – Galeria Sta. Clara, Coimbra

Galeria Sta. ClaraBem-vindos à margem esquerda do Mondego. A Galeria Santa Clara é um espaço de cultura, com exposições e boa música ambiente, e é também um dos melhores bares da cidade, muito tranquilo e com uma vista espectacular sobre Coimbra.

Como se vê pelas fotografias na respectiva página FB, esta é, provavelmente, a melhor esplanada da cidade. É neste espaço, junto ao incontornável “Portugal dos Pequenitos”, que funciona também a livraria da “Alma Azul“, uma editora da Coimbra feita para quem gosta de ler e de oferecer livros.Alma Azul livraria

Eis a receita para uma tarde bem passada: Passe pela livraria e recolha um boletim de subscrição da ILC. Suba até à esplanada e peça um chá com scones, com manteiga ou com doce, conforme o gosto. Preencha o boletim enquanto desfruta a paisagem sobre a cidade, com o Museu de Santa Clara-a-Velha em primeiro plano. Desça novamente à livraria e entregue o boletim. Se lhe apetecer ler, pergunte pelo Plano de Leitura para Férias. Verá que vale a pena.

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[A publicação deste “post”, redigido em Julho de 2013, foi adiada até que houvesse resultados do GT AO.]

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Ainda sobre “quantas assinaturas temos”, mais um esclarecimento

logobadge1Cumpre-nos esclarecer cabalmente uma questão que tem vindo a originar um sem-número de mal-entendidos e que tem, inclusivamente, vindo a ser utilizada para tentar denegrir esta iniciativa. Em Janeiro do ano passado, na primeira audiência do GT AO90, o Dr. Paulo Jorge Assunção, respondendo à pergunta da Senhora Deputada Rosa Arezes relativamente ao número de assinaturas já recolhidas pela nossa iniciativa, disse o seguinte:

“As assinaturas são muitas. Ocupam muito espaço, começa a ser difícil… Mas não as contámos. Estamos com a esperança de ter uma agradável surpresa quando as contarmos, a de exceder largamente aquilo que é necessário, mas sinceramente não as contámos ainda. Os caixotes vão-se somando.”

Como é sabido, e foi a opção tomada desde o primeiro momento e até agora pelos motivos já sobejamente explicados, esse número não é público. Não é verdade, contudo, que não seja conhecido pelos responsáveis pela iniciativa. As assinaturas vão sendo contadas, como é evidente, à medida que chegam. Nem se conceberia que fosse de outra forma. O Dr. Paulo Jorge Assunção, não querendo, certamente, ser indelicado para com a Senhora Deputada, optou por responder desta forma. É certo que as suas palavras transmitiram uma ideia que não corresponde à realidade. Tendo de improvisar, por vezes acontece (recordamos, de resto, que estava bastante adoentado nesse dia e foi só pela sua dedicação à Causa que fez o esforço de estar presente). Mas vimos, desta forma, e de uma vez por todas, desfazer esse engano. Compreendemos perfeitamente que as pessoas possam ter achado que essa resposta não foi adequada. Já não compreendemos tão bem é que essa questão tenha sido empolada para além do razoável, sobretudo por parte de pessoas que sabem perfeitamente que as assinaturas sempre foram contadas conforme nos vão chegando. Compreendemos também, evidentemente, a exasperação de todos aqueles que, como nós, gostariam que já tivesse sido atingido o número necessário de subscrições para a ILC poder ser entregue no Parlamento. Temos, contudo, alguma dificuldade em compreender que sejam propositada e sistematicamente lançadas dúvidas quanto à credibilidade desta iniciativa, nomeadamente por pessoas que dizem querer acabar com o AO90. Sugeríamos, portanto, que as energias gastas com este não-assunto fossem antes dirigidas ao combate contra o AO90. Seria infinitamente mais útil.

[A publicação deste “post”, redigido em Agosto de 2013, foi adiada até que houvesse resultados do GT AO. As únicas alterações  ao texto original consistiram na introdução do 1.º “link” da frase inicial e na referência ao mês de Janeiro.]

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Sob o manto diáfano da fantasia, a nudez forte da verdade (*)

EstatuaEQA julgar pelo teor das notícias mais recentes, temos de concluir não serem minimamente aceitáveis os cenários previsíveis que as intenções políticas já manifestadas implicam. Em qualquer dos casos, quanto aos três projectos de RAR sobre o AO90 já anunciados, aquilo que lamentavelmente se perfila no horizonte é – das duas, uma – ou que tudo fique na mesma, isto é, mantendo-se o “acordo ortográfico” em vigor (de facto mas não de direito), ou que, pior ainda, em sede de discussão e votação parlamentar se opte, maioritariamente, pela tese da “revisão” do dito “acordo”.

Mais de cinco meses depois de publicado o relatório do GT AO90, o que por fim agora surge, como resultado e consequência das dezenas de audições e audiências daquele “grupo de trabalho” parlamentar, são três projectos de resolução (RAR) que mutuamente se anulam, em termos de previsibilidade das respectivas votações. Temos por conseguinte resultados que, repita-se, em qualquer dos casos serão os opostos aos interesses da Causa anti-acordista em geral e, por inerência, aos da ILC AO que essa Causa corporiza e representa. Ao fim e ao cabo, não será certamente assim que se conseguirá atalhar o passo ao monstro ortográfico. Bem pelo contrário, aliás, visto que a tese da “revisão“, a vingar, representará (representaria) a consumação de uma espécie de “solução final” (Endlösung) para a liquidação sumária da ortografia da Língua Portuguesa.

Já se perdeu demasiado tempo com ilusões, promessas e hipóteses que se revelaram totalmente infundadas, sendo que o tempo, como sabemos, além de não voltar para trás é cada vez mais premente, cada vez mais urge fazer-se algo de concreto e de efectivo quanto a esta questão, pelo que, analisadas todas as alternativas, que afinal não existem, tendo em vista os cenários referidos, cumpre decidir: o que fazer agora? Recomeçar, retomar a luta ou pura e simplesmente desistir?

Pois bem, sucede que o verbo “desistir” não consta do nosso dicionário. Portanto, e precisamente por terem saído goradas todas as expectativas e por não haver de facto – como sempre dissemos e como a simples passagem do tempo se encarregou de confirmar – qualquer espécie de alternativa exequível e viável, aqui está de novo a ILC pela revogação da entrada em vigor do AO90, aqui estamos nós outros, os seus subscritores, activistas e voluntários, prontos para relançar esta iniciativa cívica, movidos apenas por aquilo que consideramos ser um imperativo de cidadania, todos juntos pela mesma Causa, de peito aberto e sem outras armas que não a nossa inabalável determinação, a vontade indomável de cumprir esse mesmo dever, de que não abdicámos, não abdicamos, não abdicaremos jamais.

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(*) Variação sobre a célebre, lapidar frase de Eça de Queirós em “A Relíquia”(1887).
[Imagem (de topo) do “blog” Olhares.]

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Bom Ano Novo!

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