Mai 05 2017

O Acordo Ortográfico está em vigor

Em artigo recente publicado num site sobre Língua Portuguesa, o linguista Fernando Venâncio começa por zurzir quem acha que a Ortografia é “memória”, “património” ou, pior ainda, “intocável” e passa a quase totalidade do texto a apresentar-nos o que, em sua opinião, seria “um acordo como deve ser” — expressão que dá titulo ao artigo.

Pessoalmente, senti-me quase morto no meu apego ao desenho das palavras e no meu convívio com a memória de todos quantos produziram literatura desde, pelo menos, 1911. Mas o que mais me custa perceber, neste texto e noutros similares, é a estranha relação dos linguistas com o seu objecto de estudo. Por um lado, de tanto estudarem a Língua dir-se-ia que passam a considerá-la propriedade sua, esquecendo que outros, sejam escritores, poetas ou comuns mortais como eu, também a usam e têm uma palavra a dizer sobre o assunto. Por outro lado, o facto de a Língua ser “deles”, dos linguistas, não implica que sintam por ela uma proximidade por aí além — pelo menos no que à Ortografia diz respeito, consideram-na uma mera ferramenta, uma simples convenção que tanto faz ser assim como assado.

“Ó colega, passamos aqui os nomes dos meses a minúscula?”
“Ó colega, não vamos fazer uma birra por causa disso!”

cidadãos contra acordo ortográfico

É este saber ex cathedra que, ao fim e ao cabo, abriu caminho para o próprio AO90. Imagino Malaca Casteleiro a redigir a sua Nota Explicativa, em êxtase, com a nítida consciência de estar a talhar o seu lugar na História da Língua Portuguesa, na senda de Gonçalves Viana. E confesso que muito me admirou ver Fernando Venâncio, autor que sigo com atenção desde o brilhante e fundamental artigo na revista Ler, preparar-se para seguir esta via. Tive até necessidade de voltar a esse texto, relendo-o, agora com outros olhos. E, de facto, não há contradição. Já aí Fernando Venâncio dava a entender que o AO90 era mau mas um outro AO seria possível, desde que fosse bom. Devo ter-me bloqueado essa parte do texto…

Ora, bolas para isto. Não haverá, na Linguística, já não digo uma corrente ou uma tendência, mas ao menos um único linguista que defenda que se pare, pura e simplesmente? Que resista à tentação de “melhorar”, de “corrigir incoerências”, de “reduzir a necessidade de consultar o dicionário”? Se há coisa que o AO90 tem demonstrado é isto: as putativas “melhorias” que possam resultar dessas intervenções serão sempre cilindradas pelo que trazem de transtorno, de insegurança, de ruptura, de descontinuidade. De boas intenções está o inferno ortográfico cheio.

O objectivo é combater as incertezas que nos assaltam e nos levam ao dicionário? Comece-se, em primeiro lugar, por deixar em paz o próprio dicionário.

Mas deixemos de lado estas considerações, feitas a título pessoal. Enquanto promotor de uma Iniciativa Legislativa que visa a revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico, a minha opinião não conta para nada — cumpre-me apenas recordar-vos o seguinte: o Acordo Ortográfico de 1990 está em vigor.

Lamento dar-vos esta notícia assim de repente, mas é a verdade nua e crua: o AO90 continua válido, de facto (mas não de direito) — e portanto continua a fazer estragos.

Podíamos ser levados a pensar o contrário, tendo em conta que Fernando Venâncio está longe de ser o único a ceder à tentação de discorrer sobre “o que fazer depois do Acordo”. É grande a avalanche de “boas notícias” que dão como certo o AO nos Cuidados Intensivos, ligado à máquina.

Ora vejamos:

Deu entrada na AR (mais) uma Petição contra o AO — está só a “aguardar despacho”, só isso deve chegar para resolver o problema. Mas está também um Grupo de Trabalho da Comissão de Cultura (novamente) a entrevistar pessoas. E quando não são os entrevistados a dizer mal do AO são os próprios deputados/entrevistadores que o fazem.

A Academia de Ciências de Lisboa também tem em vista um Grupo Técnico de Revisão do Acordo, pois claro. E, para cúmulo, há dias até se noticiou que, apesar da aldrabice de bastarem três países para o AO entrar em vigor, os acordistas, mesmo assim, quase não conseguiam os mínimos. Só quatro países entregaram, até agora, o respectivo “instrumento de ratificação” junto do Estado português.

Pois é, pessoal, o AO90 está mesmo nas ruas da amargura.

Estará?

Eu sei que sonhar é fácil, e apetecível. Quem nos dera a todos estarmos já na fase de debater o que fazer depois de enterrado o AO.

Mas não estamos. No momento actual é até perigoso dar ouvidos a essa canção de embalar. O efeito imediato é o do congelamento da luta. Estamos todos fartos do AO, logo, se isto está no papo, para quê mexer mais uma palha?

Pessoal, acordem!

O AO90 não está morto e nada nos permite supor que o seu fim está próximo. Desde logo, a informação de que só quatro países “depositaram o instrumento de ratificação” é irrelevante. Portugal aprovou o Segundo Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico e, com esse gesto, submeteu-se à regra absurda de que bastam três países para validar uma norma ortográfica a ser aplicada por oito. Por outras palavras, Portugal comprometeu-se a aplicar o AO assim que três países o ratificassem, mesmo que Portugal não fosse um desses três países — como não foi: os três subscritores que valem por oito foram Brasil, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe.

Quanto às restantes movimentações em curso — petições, audiências na AR e, acima de tudo, debates sobre “o que fazer depois do Acordo” — podem ter o efeito pernicioso de prolongar, quando não mesmo validar, o “statu quo” actual: o Acordo Ortográfico está em vigor.

Acredito nisto: se há estratégia capaz de ter algum resultado concreto, é a da finalização desta ILC e a entrega das assinaturas respectivas no Parlamento.

Porquê? É muito simples: o referido Segundo Protocolo Modificativo — o tal que criou a regra de três países valerem por oito — foi aprovado pela Assembleia da República através de uma Resolução da Assembleia da República — a RAR 35/2008.

E qual é a premissa-chave da nossa ILC? A revogação da RAR 35/2008. É tão simples quanto isto…

Mas atenção — não queremos enganar ninguém — mesmo assim, as hipóteses são reduzidas. Mas sempre serão melhores do que as que resultam do actual estado de entorpecimento.

A receita é simples:
https://ilcao.com/subscricoes/subscrever/

Se ainda não assinou, assine.

Se já assinou, divulgue.

 

(Fotos: minha, Mata Nacional do Choupal (Coimbra) e Palmira (Síria) depois do Daesh, tirada da net)

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Abr 08 2017

A nossa memória colectiva

Nunca gostei de aniversários, a começar pelo meu próprio. Mas, na hora dos “parabéns”, há sempre uma voz amiga que me lembra: pior do que fazer anos é não os fazer…

Com a nossa ILC passa-se mais ou menos o mesmo. Cada ano de luta é mais um ano em que o “acordês” continua a (tentar) instalar-se, mais um ano em que o ensino público continua a ministrar às nossas crianças uma ortografia a-histórica, mais um ano em que a cegueira dos nossos governantes os impede de ver o óbvio: o Acordo Ortográfico é um embuste colossal que não serve para nada de bom.

Infelizmente, os defensores do acordo continuam a confundir, propositadamente, a evolução da Língua (um processo natural que ocorre todos os dias) com a evolução (?) da norma ortográfica em que essa Língua pode ser codificada.

Já disse isto nestas páginas, mas tenho de repetir: para o bem e para o mal, a reforma de 1911 procedeu, pela primeira vez, à FIXAÇÃO de uma norma ortográfica para o Português Europeu. Esta operação só tem de fazer-se uma vez. Fixada a norma, a única coisa que é preciso fazer é tratá-la bem, integrando com cuidado neologismos ou novas acepções para os lemas existentes. Não há melhor forma de preservar a nossa memória colectiva e a transmissão de pensamento entre gerações.

Vejamos um exemplo: em 1975 havia já tantos países a utilizar o papel A4 que a ISO (Organismo Internacional de Padronização) decidiu criar a norma que ainda hoje o regulamenta. Imagine-se o que seria se a ISO se divertisse a mudar, de vez em quando, uma norma que demorou anos a implementar e a fazer o seu caminho. Seria o cAOs…

É contra este cAOs que lutamos. E lembram alguns companheiros: passam hoje sete anos sobre o dia em que se recolheram as primeiras assinaturas em papel para esta Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o “acordo ortográfico”. É a primeira vez, desde que assumi a (tremenda) responsabilidade pela condução da ILC-AO, que se assinala esta data. E, tal como sucede com os meus próprios aniversários, não gosto de o fazer. Mas, tal como sucede quando eu próprio fico um ano mais velho, esta efeméride tem um lado bom — significa que ainda cá estamos. Faz hoje sete anos que lançámos uma frente de luta contra o AO90 que é, no fundo, tão velha quanto o próprio acordo — e que continua a fazer todo o sentido.

O “acordo” ainda não ganhou, nisto estamos todos de acordo. E, enquanto aqui estivermos, não ganhará nunca.

Portanto, muitos parabéns a todos nós — os que não esquecemos.

 

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Mar 15 2017

Uma ILC, seguramente

Brincando com o Google Analytics reparámos num dado curioso: se todas as pessoas que visitam a página de subscrição da ILC a subscrevessem de facto, esta estaria agora muito próxima de poder ser entregue na Assembleia da República.

É um exercício interessante imaginar, através de simples dados estatísticos, o comportamento e as motivações de quem visita o “sítio” da ILC. Podemos quase visualizar o percurso de quem chega e quer saber mais sobre a Iniciativa Legislativa de Cidadãos — a página de entrada, o “post” mais recente, novamente a página de entrada, a página de subscrição, uma vista de olhos pelas instruções de preenchimento… e ala que se faz tarde, lá se vai o putativo subscritor para outras paragens.

Esta cena, tantas vezes repetida, veio apressar ainda mais um objectivo que já tinhamos para o sítio oficial da ILC: fazer deste site um espaço virtual seguro.

O que quer isto dizer? Quando se visita um site normal a informação que para lá enviamos pode ser vista/capturada por terceiros. Mas quando o protocolo de comunicacao é seguro  — em https e não apenas em http — todos os dados trocados com esse mesmo site viajam encriptados. A chave para decifrar esses dados é conhecida apenas por quem envia e por quem recebe informação. Não se preocupe, não tem de fazer nada. O seu browser e o servidor de alojamento fazem tudo por si.

Sabemos que estamos a navegar num site seguro quando o respectivo endereço tem um pequeno cadeado ao lado do endereço electrónico (URL).

o "site" da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o "acordo ortográfico" de 1990 já com endereço seguroPara a ILC, o que é que isto interessa?

É certo que ao abrigo da Lei da Protecção de Dados, o nosso nome, data de nascimento e número de BI não são considerados dados sensíveis. Mas são, convenhamos, dados pessoais. Sentimos que é nossa obrigação protegê-los não apenas quando nos são confiados mas também durante o percurso que esses dados fazem para chegar até nós. Não se percebe que um site como, por exemplo, o Petição Pública não disponha deste tipo de ligação segura.

A preocupação das pessoas com os seus dados — justificada, diga-se — fica bem patente quando vemos que há subscritores que aproveitam a caixa de comentários para nos enviar o recado: dados enviados apenas para subscrição da ILC.

Claro que, para nós, estes recados não fazem sentido. Para que outros fins iríamos nós utilizar os dados que nos confiaram? A ILC é uma iniciativa cívica, não é uma agência de vendas por catálogo.

Mas, do ponto de vista da ciber-segurança, esses subscritores têm razão. Podemos nós assegurar a confidencialidade dos dados que nos enviaram? Não só podemos, como queremos, e a isso estamos obrigados por Lei.

E… enquanto os dados estão “em trânsito”? Bem… agora também podemos.

Se visitou a página de subscrição no passado e não assinou porque não viu lá o cadeadozinho, esta é a altura ideal para lá voltar.

Subscrição electrónica

Uma boa semana para todos.

 

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Fev 22 2017

Uma simples ILC

Disse o que tinha a dizer sobre a recente Petição contra o Acordo Ortográfico e pensei que não seria preciso voltar a esse assunto.

Acontece que há desenvolvimentos recentes que, inclusive, me fizeram sorrir — e seria uma pena não os partilhar convosco.

A minha opinião sobre a Petição é conhecida: parece-me que abrir constantemente novas frentes de batalha e nunca levar nenhuma até ao fim é a melhor estratégia para deixar tudo na mesma.

Em especial quando a “nova frente de batalha” já é velha: já foi usada e já deu provas de não ter qualquer efeito. Desta vez será diferente? Tenho muitas dúvidas — e a História, infelizmente, dá-me razão.

Por maioria de razão, parece-me que também não fazem sentido os apelos à “união de esforços” vindos de quem, em primeira instância e objectivamente, divide.

Claro que espero, como sempre, estar redondamente enganado. Mas, se não estiver — se esta petição for mais uma para “agradecer aos peticionários e arquivar” ou para “recomendar ao Governo que” — então cá estaremos, também como sempre, para o que der e vier.

Dito isto, o que aconteceu? O que tem esta nova petição de especial? Antes de mais, quando digo “nova petição” posso até estar enganado. Neste momento estão oito petições contra o Acordo Ortográfico no site Petição Pública — quem é adepto da “união de esforços” encontrará ali certamente um bom petisco.

Pode acontecer, portanto, que esta não seja já a Petição mais recente. Há que precisar — estou a falar da Petição que passou recentemente a ser divulgada nestes termos:

«POR AMOR À LÍNGUA PORTUGUESA ASSINEM ESTA PETIÇÃO e DIVULGUEM pelos vossos contactos.
Faltam-nos apenas 1.521 assinaturas para atingirmos as 20.000 e podermos entregar a Petição na Assembleia da República, com efeito político/simbólico de uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos.»

Com efeito político/simbólico de uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos?!?!?!

Ora isto é que é verdadeiramente espantoso!!! Que significa isto? :^)

Será que a Petição vai ser apresentada assim na Assembleia da República?

Os promotores da Petição sabem, seguramente, que está uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos REAL a decorrer. Arriscam-se, no mínimo, a que um deputado — acordista, bem entendido — lhes pergunte:

“Mas… se era uma ILC que queriam porque não fizeram uma? Ou, mais fácil ainda, porque não “uniram esforços” com a que já existe?”

Seriam perguntas embaraçosas mas seriam, ainda assim, um mal menor. O que pode ser realmente embaraçoso é a habitual “recomendação ao Governo” ser, desta vez, a da constituição de uma “Comissão de Aperfeiçoamento” do AO.

Enfim… continuemos para bingo, meus queridos amigos. É certo que, perante uma Petição apresentada nestes termos, tão prenhe de sentidos e de simbolismo, até me sinto empalidecer. Somos apenas uma simples ILC, modesta e chã, e temos como único e singelo objectivo a revogação de uma mera Resolução da Assembleia da República.

Mas, como costuma dizer-se, quem dá o que tem, a mais não é obrigado. :^)

https://ilcao.com/subscricoes/subscrever/

Bom fim-de-semana para todos.

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Fev 06 2017

1500

o 2.º site da ILC-AO
 
Como talvez já tenha reparado, o sítio oficial da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico tem um novo aspecto gráfico.

Contudo, as maiores alterações são as que não estão à vista.

De facto, as mudanças mais significativas ultrapassam a simples cosmética. Desde logo, mudámos o local onde o “site” está fisicamente alojado. Para quem gosta destas curiosidades, mudámo-nos dos Estados Unidos para o Reino Unido.

Como podem imaginar, não mudámos apenas por mudar. Mudámos para melhor. Por exemplo, os milhares de ficheiros que constituem este “sítio” estão agora num suporte físico (disco SSD), o que garante, à partida, melhores velocidades de acesso. Mas a própria estrutura de alojamento é diferente — deixámos o habitual alojamento partilhado, comum à esmagadora maioria dos “sites” de todo o mundo, e estamos agora num VPS (Virtual Private Server), com todas as vantagens inerentes: mais segurança, mais estabilidade, maior largura de banda ao nosso dispor e, em especial, maior resistência a ataques de hackers.

Uma palavra aos “hackers” que costumam atacar-nos: isto não é um desafio. Sabemos que nenhum “site” é 100% seguro. Se quiserem mandar-nos abaixo (outra vez, e apenas em sentido figurado, note-se, ou apenas na acepção técnica da expressão) será agora bem mais difícil; mas já sabemos que conseguirão, por isso, poupem-nos e poupem-se: não vão conseguir deitar-nos abaixo, jamais, em sentido literal. A principal vantagem da maior robustez neste novo alojamento não é a de evitar ataques ao “site”. Queremos, simplesmente, assegurar que várias pessoas possam aceder, em segurança e em simultâneo, à página de subscrição online.

Claro que, na tradição da velha máxima de Murphy, muita coisa correu mal neste processo de mudança de um lado para o outro. A migração de um domínio já de si é uma tarefa complexa. Num site como o da ILCAO, com várias bases de dados em pleno funcionamento (formulário de subscrição, gestão de arquivos, envio automático de e-mails, blog WordPress, comentários, utilizadores, estatísticas) as coisas complicam-se enormemente.

Houve alguns erros da nossa parte, como pelos vistos é inevitável nestas operações, mas houve também enormes equívocos (digamos assim) da parte do novo “host”, por mecanização excessiva de tarefas que, para eles, são — ou deviam ser, já que se trata de  profissionais do ramo — simples e rotineiras: por pouco não tínhamos os visitantes do nosso domínio www.ilcao.com a ir parar a um site que prometia “coisas grátis”…

Depois de tudo pronto, lá decorreu o habitual processo de “propagação”, através do qual os “servidores de nomes” de todo o mundo aprendem a nova localização do “site”. Para quem tentou contactar-nos (ou subscrever a ILC) nessa fase, as nossas desculpas por qualquer falha que possa ter ocorrido.

Completada esta complexa empreitada, cá estamos nós, prontos, mais do que nunca, para continuar a luta.

Uma pequena nota final, que não é assim tão pequena nem é técnica: este é o artigo 1500.º (milésimo quingentésimo!)  publicado pela Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Não sei se o João Pedro Graça terá imaginado, quando publicou o primeiro artigo, em Setembro de 2008, que esta praga do AO90 ainda continuaria a enojar-nos a todos em 2017, mil e quinhentos artigos depois.

Convém deixar claro que, com a mesma determinação com que ele escreveu grande parte dos primeiros 1.500, cá estaremos para escrever mais 1.500, se preciso for.

 
 
o 1.º site da ILC-AO

 

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