Rita Borges subscreveu a ILC

Rita Pereira Borges

Nasci em Outubro de 1979 em Lousada, distrito do Porto. Sou licenciada em Língua e Cultura Portuguesas pela Universidade da Beira Interior. Depois de ter tido alguns empregos não relacionados com o ensino, nomeadamente na rádio, em 2008 decidi empreender uma viagem até Zamora e aqui construí o projecto do ensino da Língua Portuguesa na Fundação Rei Afonso Henriques, com a certificação oficial em Língua Portuguesa. Desempenho as funções de professora, chefe de estudos e coordenadora do centro de exames.

Na palestra de apresentação da ILC na FRAH, em Zamora, no dia 2 de Fevereiro de 2012, Rita Borges disse: «nunca aplicarei o acordo ortográfico nas minhas aulas de Português.»

Subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Este é mais um perfil publicado na “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes da nossa ILC.

Nota: esta publicação foi autorizada pela subscritora, que nos remeteu, expressamente para o efeito, as respectivas nota biográfica e fotografia.

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Honte.


[“click” na imagem para ouvir (em nova “janela”)]
«La chronique inter avec Olivier Bonamici à Lisbonne: une importante réforme de l’ortographe»
Radio Canada, Montréal, Canadá, 28 de Fevereiro de 2012.

«Le créole brésilien remplace officiellement le portugais au Portugal», por Céline Tabou.
Jornal “Témoignages”, ilha Reunião (França), 9 de Março de 2012.
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Tiago Dores subscreveu a ILC

Tiago Dores nasceu em Lisboa em 1975 e licenciou-se em Economia pela Universidade Nova de Lisboa. Trabalhou dois anos em publicidade antes de se dedicar à escrita humorística.

Junta-se às Produções Fictícias em 2000 e em 2003 fundou, juntamente com Ricardo Araújo Pereira, José Diogo Quintela e Miguel Góis, o blog “Gato Fedorento” que deu origem a vários programas de televisão: as séries “Fonseca”, “Meireles” e “Barbosa” na SIC Radical (2004/05), “Lopes da Silva” e “Diz que é uma espécie de magazine” na RTP (2006/07) e “Zé Carlos” (2008) e “Gato Fedorento Esmiuça os Sufrágios” (2009) na SIC.

 

 

Tiago Dores subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Este é mais um perfil publicado na “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes da ILC pela revogação do “acordo ortográfico”.

Nota: esta publicação foi expressamente autorizada pelo subscritor, que nos enviou, para o efeito, a nota biográfica, a fotografia e a ligação para o youtube.

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A lógica do “porque sim” [jornal “Hoje Macau”]

QUARTA, 7

Interrogava-me eu há dias sobre o paradeiro dos defensores do impropriamente chamado Acordo Ortográfico (AO), que pareciam ter desaparecido para parte incerta. Dois deles apareceram enfim há dias na televisão. E para quê? Para criticar as sensatas declarações do secretário de Estado da Cultura, que admite alterações pontuais ao AO – aliás o mínimo admissível por parte de quem se mostra capaz de ouvir a opinião pública, largamente contrária ao referido “acordo”, e uma prova de lucidez por parte de quem foi o primeiro colunista da imprensa portuguesa a aplicar nos seus escritos a putativa norma, muito antes de supostamente o ser.

E o que diziam estes advogados do “acordo”? Simplesmente isto: agora não se deve mexer no dito – porque já está. Porque as criancinhas ficariam baralhadas (como se não andasse já tudo baralhado). Porque as editoras de manuais escolares gastariam muito dinheiro (como se isso não tivesse já ocorrido quando se viram forçadas a passar do português para o acordês). Em suma, porque sim.

Nenhuma tentativa de rebater as inúmeras objecções suscitadas por filólogos, lexicógrafos, professores universitários e escritores (de António Lobo Antunes a Manuel Alegre, passando por Miguel Esteves Cardoso, Baptista-Bastos, Manuel António Pina e Vasco Graça Moura, entre tantos outros). Nula capacidade de argumentação perante críticas sérias e severas ao AO, como as que foram há dias suscitadas pelo director da Faculdade de Letras de Lisboa, António Feijó, numa notável entrevista ao diário i encimada pela seguinte pergunta: “Porque é que o Estado há-de entrar nas consoantes mudas?”

A Faculdade de Letras de Lisboa é uma das instituições que recusam impor o AO, alertando pela voz do seu principal responsável – na sequência da recente tomada de posição pública de Graça Moura enquanto responsável do Centro Cultural de Belém – que o que está em jogo nesta questão da língua é, no fundo, uma questão de património comum que não deve ser lesado.

“As pessoas são culturalizadas e socializadas por imersão, através da escolarização, através do contacto, pela leitura, com um certo tipo de ortografia. E essa imersão cultural cria uma relação quase visceral com a ortografia. Porque é que tenho de sofrer subitamente a violência de ver tudo isto alterado?”, interroga-se o director da Faculdade de Letras. Apontando, certeiramente, o caso inglês. “Se virmos outras experiências como, por exemplo, o inglês entre os EUA e a Inglaterra, que tolera grafias diferentes, seria impensável para eles que a ortografia fosse homogeneizada. Nem num país nem noutro ninguém presume que pudesse ser objecto de um acordo. Porque isso violaria uma série de afinidades locais, pessoais, etc, transformando numa questão política o que não é político. O inglês nem sequer é a língua oficial dos EUA, porque a ideia de que o Estado possa definir uma língua oficial é repugnante a uma política liberal. Isto permite a diversidade linguística”, observa António Feijó.

Argumentos inteligentes e bem sustentados, que eu gostaria de ver rebatidos pelos escassos defensores do AO. Infelizmente, estão remetidos à lógica do “porque sim”.

Por Hoje Macau | 13 Mar 2012 |

[Transcrição de artigo publicado hoje, 13.03.12, no jornal Hoje Macau (“online”). Os links foram introduzidos por nós no texto.]
[Nota: este artigo é aqui reproduzido, com os devidos créditos e ligações, tendo em conta o seu manifesto interesse público.]

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Uma leitura funétika?

Debate Acordo Ortográfico

Edite Estrela e Maria José Leitão

Em texto publicado na edição do PÚBLICO do passado dia 6 e intitulado “Um caso de revisionismo de conveniência”, os drs. Helena Carvalhão Buescu, Ana Isabel Buescu e Jorge Buescu, na sua qualidade de “filhos e herdeiros intelectuais” de Maria Leonor Carvalhão Buescu, acusam as autoras de “Saber Usar a Nova Ortografia” de “abuso e desvirtuamento” do nome da insigne filóloga.

Para se “repor a verdade”, nada melhor do que transcrever o parágrafo que provocou a inusitada reacção: “Ao longo dos séculos, muitos foram os que realçaram a necessidade de regras, revistas periodicamente, no sentido da simplificação e da modernização da escrita. Já em 1536, Fernão de Oliveira, o primeiro gramático português, alertava para a necessidade de novos sinais gráficos para diferenciar a representação das vogais ‘grandes’ (abertas) das vogais ‘pequenas’ (fechadas). Outros gramáticos, como Duarte Nunes de Lião e João de Barros, dedicaram especial atenção aos problemas ortográficos, como bem salientou a autora de “Dois Ortografistas do Séc. XVI”. Maria Leonor Carvalhão Buescu destaca a ‘polémica gramatical’ associada à ortografia, em que ‘as opiniões divergem parcialmente e parcialmente se encontram’, considerando, no entanto, que há ‘como que uma unanimidade entre os ortografistas: a melhor grafia é aquela que se aproxima da pronúncia’ [negrito nosso]. Vão nesse sentido as alterações do novo acordo ortográfico.”

A citação insere-se numa visão diacrónica da questão ortográfica, com o único objectivo de demonstrar que, já no século XVI, os gramáticos reconheciam a necessidade de regras e consideravam preferível a escrita fonética. A citação das palavras de Maria Leonor Carvalhão Buescu é fiel ao texto. Deixamos a interpretação aos leitores. A conclusão relativa ao Acordo Ortográfico é nossa, como é evidente. Ir além disto é leitura abusiva e despropositada.

Ser a favor do Acordo Ortográfico de 1990 é um direito tão respeitável como ser contra. Para defender os nossos pontos de vista, não fazemos juízos de intenção nem recorremos a termos insultuosos, mas não aceitamos ser impunemente acusadas de desonestidade intelectual. Também nós temos um nome a defender como filólogas e autoras de vários livros dedicados à Língua Portuguesa. O direito ao bom-nome a todos abrange e protege e não apenas a alguns.

Edite Estrela
Maria José Leitão

[Transcrição integral de artigo de opinião da autoria de Edite Estrela e de Maria José Leitão publicado no jornal “Público” de hoje, 12.03.12. Link não disponível.]

Isto refere-se a esta mensagem.

Nota 1: aqui, no site da ILC, utiliza-se um corrector ortográfico chamado “olho de lince” para repor a escrita na sua forma correcta (a que está em vigor, porque nunca foi revogada), a única que aceitamos. Por isso o texto acima transcrito foi corrigido, já que o original continha erros ortográficos.

Nota 2: os conteúdos publicados na imprensa ou divulgados mediaticamente que de alguma forma digam respeito ao “acordo ortográfico” são, por regra e por inerência, transcritos no site da ILC já que a ela dizem respeito e são por definição de interesse público.

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