Portugueses de todo o mundo subscrevem a ILC (8)

Alguns selos de correio de subscrições da ILC recebidas, dos Portugueses espalhados pelo mundo, neste caso com exemplares de Portugal, Alemanha, Vaticano, Brasil, Estados Unidos da América e Canadá.

Ver “colecção” de selos postais da ILC.

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Luís Lobo subscreveu a ILC

Luís Lobo

Breves notas biográficas:

Nasceu em Coimbra em 1962.
Concluiu o curso do Magistério Primário em 1984.
Licenciado em 1.º ciclo do ensino Básico pela Escola Superior de Educação de Coimbra na variante de Expressões.
Eleito delegado sindical em 1984/85 no concelho da Pampilhosa da Serra.
Dirigente do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) desde 1986, veio a integrar os órgãos dirigentes da FENPROF a partir de 1988/89.
Actualmente é chefe de redacção das revistas da FENPROF (JF) e do SPRC (RCI).
É membro da direcção do SPRC e do Secretariado Nacional da FENPROF.
Integra o Secretariado da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública.
É dirigente desportivo da secção de patinagem da Associação Académica de Coimbra.

Luís Lobo subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Este é mais um perfil publicado na “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes da ILC pela revogação do “acordo ortográfico”.

Nota: esta publicação foi autorizada pelo subscritor, que nos remeteu, expressamente para o efeito, a respectiva nota biográfica.

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«Um caso de revisionismo de conveniência» [in jornal “Público”]

Um caso de revisionismo de conveniência

Por Helena Carvalhão Buescu, Ana Isabel Buescu, Jorge Buescu

Chegou ao nosso conhecimento que as dras. Edite Estrela, Almira Soares e Maria José Leitão utilizaram, em lugares diversos (em livro e mesmo através do Facebook), o nome de nossa Mãe, Maria Leonor Carvalhão Buescu, para, através de uma grosseira descontextualização e por isso deturpação, aproximar o sentido dos seus trabalhos científicos do que pretenderiam ser uma totalmente inviável legitimação do AO [Acordo Ortográfico] 90.

Convém repor a verdade, sobretudo quando ela altera e por isso mancha a reputação de quem, ao longo de toda a sua vida, foi uma generosa e infatigável defensora de princípios científicos que justificaram a sua crítica frontal ao AO, no âmbito das polémicas que sobre ele desde os anos 80 tiveram lugar.

Convém repor a verdade, sobretudo quando a pessoa em questão não está já entre nós para o poder fazer por ela mesma. Uma deturpação como esta, realizada por quem sabe quanto a crítica directa ao AO foi uma das posições definidoras de Maria Leonor Buescu, roça o abuso do direito ao bom-nome, que está constitucionalmente protegido, mesmo para aqueles que já faleceram, como é infelizmente o caso.

Entendamo-nos: os trabalhos científicos são públicos e podem naturalmente ser lidos e citados por quem os aprecia e reconhece neles qualidade. Nesse sentido, é evidente que poucas pessoas entre nós terão tido a legitimidade de se pronunciar sobre a ortografia, do ponto de vista histórico, como Maria Leonor Buescu, ela que entre outras coisas conheceu como poucos os nossos gramáticos do século XVI.

No entanto, a transposição adulterada do seu saber apenas manifesta que quem a cita não sabe o suficiente para a compreender, e apenas está interessado em abusar do seu nome. As observações de Maria Leonor Buescu descrevem uma situação histórica, do 1.º quartel do século XVI, em que os primeiros gramáticos e ortografistas foram confrontados com a necessidade de codificar o vernáculo de uma forma sistemática, o que ainda não tinha ocorrido até aí. Esse movimento, que ocorre em Portugal como em Espanha ou França, por exemplo, não pode ser comparado com o que aconteceu no final do século XX. Ou seja, as polémicas gramaticais de 1530 não são as mesmas de 1980 nem de 2012, e extrapolar de um período histórico para outro, com ligeireza e irresponsabilidade, apenas demonstra que quem o faz não sabe o suficiente para compreender o que está em jogo. É lamentável que estas deturpações surjam em letra de forma, aliás.

Mas o mais revoltante é que quem o faz é com má-fé, desvirtuando o pensamento e a rectidão de quem não pode já corrigir tais deturpações. Isto não podemos nós, seus Filhos e herdeiros intelectuais, permitir. Vimos pois por este meio condenar o abuso e o desvirtuamento do nome da nossa Mãe, no contexto da polémica sobre o AO, por quem gostaria de encontrar argumentos, que não tem, para o justificar.

É com orgulho que dizemos que Maria Leonor Buescu continuaria hoje, se fosse viva, a ter precisamente as mesmas posições que nos anos 80 e 90. Ou seja, continuaria a criticar de forma tenaz e inteligente, com o saber que ao longo dos anos construiu, o presente Acordo, que na sua óptica era uma peça cientificamente lamentável e socialmente injustificada.

Helena Carvalhão Buescu, Ana Isabel Buescu, Jorge Buescu

[Transcrição de texto da autoria conjunta de Helena Carvalhão Buescu, Ana Isabel Buescu e Jorge Buescu. Jornal “Público”, 06.03.12. Link disponível apenas para assinantes do jornal. Os “links” no texto foram adicionados por nós.]

Este assunto já antes foi destacado aqui mesmo, no site da ILC.
Ver https://ilcao.com/?p=4759

Nota: os conteúdos publicados na imprensa ou divulgados mediaticamente que de alguma forma digam respeito ao “acordo ortográfico” são, por regra e por inerência, transcritos no site da ILC já que a ela dizem respeito e são por definição de interesse público.

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De: “Lusofonias” Para: “ignorantes da Nação”

Isto é uma imagem (“screenshot”) de email recebido do endereço lusofonias@lusofonias.net (do site http://lusofonias.net/). Se algum “ignorante da Nação” quiser responder…

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«Ainda (e sempre) o AO» [Alberto Gonçalves, “DN”]

Quarta-feira, 28 de Fevereiro

– Ainda (e sempre) o AO

O senhor professor doutor (de Coimbra, Deus magnânimo e todo poderoso!) Carlos Reis, uma das sumidades enigmáticas que conspiraram o Acordo Ortográfico, protestou veementemente as recentes declarações do secretário de Estado da Cultura, segundo o qual cada cidadão é livre de seguir ou não as regras do dito Acordo, aliás susceptível a “ajustamentos” até 2015.

Assim de repente, o único ajustamento que me perece adequado seria a anulação de tamanha vergonha. Quanto ao livre-arbítrio, não preciso que o Francisco José Viegas, que de resto muito estimo, me conceda autorização para escrever a língua que aprendi e não a mistela apátrida agora implantada.

Naturalmente, o prof. Reis discorda, quer da liberdade, quer dos ajustamentos. O sábio acha absurdo que se profane o português de “forma unilateral e casuística”, excepto, claro, quando semelhante forma está do lado dele e o português em causa é a desgraça que ele ajudou a criar. Conheço poucos processos tão unilaterais quanto o AO, não só porque alguns dos países envolvidos se recusam a aplicá-lo, mas sobretudo porque se trata de uma invenção de emproados com demasiado tempo livre e de uma imposição política e postiça. Quanto à “casuística”, julgo que a palavra ainda designa o tratamento de um assunto através de subtilezas e artifícios, a definição perfeita dos meandros do AO, uma fraude erguida pelos autores a missão das suas vidas. Há vidas tristes, uma tristeza que deveríamos lamentar mas não expiar.

Alberto Gonçalves

[Transcrição parcial de crónica da autoria de Alberto Gonçalves no jornal “Diário de Notícias de 04.03.12.]

Nota: os conteúdos publicados na imprensa ou divulgados mediaticamente que de alguma forma digam respeito ao “acordo ortográfico” são, por regra e por inerência, transcritos no site da ILC já que a ela dizem respeito e são por definição de interesse público.

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