«Os políticos não são donos da Língua!» [Maria José Abranches]

TshirtFVistaPrint«Porque é que sendo o PDR um partido novo, que se assume como democrático, se apressa a prestar vassalagem ao Acordo Ortográfico de 1990 (AO90), indefensável e nefasto do ponto de vista linguístico – como todos os especialistas ‘independentes’ têm afirmado e demonstrado e como todos os dias podemos verificar, pela verdadeira vandalização da nossa língua que está a promover?

Este AO90 – que foi negociado na sombra, sem nos consultar e sem ter em conta os pareceres dos especialistas, e que o poder político nos tem vindo a impor com toda a prepotência, silenciando a discussão e o debate e recusando atender à forte resistência dos cidadãos – é um crime contra a língua materna dos portugueses e é um crime contra a democracia que recuperámos com o 25 de Abril! Os políticos a quem damos os nossos votos não são ‘donos’ da língua de Portugal!»

[Comentário de Maria José Abranches no “site” de um partido político.]

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Editora “Leya” traduz livros portugueses para a “língua brasileira”

antena1Portugueses no Mundo

Teresa Carapuça: São Paulo, Brasil | 17 Mar, 2015

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_E os livros de autores portugueses… no Brasil… são editados sempre em Português em função do novo acordo ou ainda há autores que surgem com o acordo antigo… como é?

_Os livros são editados aqui no Brasil de acordo com… com a língua brasileira. Portanto, têm algumas alterações das [edições] de Portugal e a língua brasileira é ligeiramente diferente.

Extracto de entrevista telefónica da “Antena 1” a uma representante da Editora Leya no Brasil. Programa “Portugueses no Mundo”, emissão de 17.03.15.

[Informação de Maria José Abranches, por “email”.]

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“Público” lança «edição Brasil» em Pt-Pt

«Todas as notícias são redigidas segundo o português escrito em Portugal e não adoptam o novo Acordo Ortográfico.»

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Nova parceria leva PÚBLICO a universo de 50 milhões de leitores

PÚBLICO
17/03/2015 – 11:08

No ano em que completa 25 anos, o jornal passa a ter uma edição online especial para o Brasil.

A partir desta terça-feira, 17 de Março, o PÚBLICO estará disponível para os leitores do UOL, a maior empresa brasileira de conteúdo, produtos e serviços de Internet do Brasil, com mais de 7400 milhões de páginas vistas por mês. A sua homepage recebe mais de 50 milhões de visitantes únicos por mês. Pioneiro na Internet brasileira, oferece um extenso conteúdo disponível em língua portuguesa, com mais de mil canais de jornalismo, informação, entretenimento e serviços.

A edição especial online do PÚBLICO para o Brasil terá uma selecção de artigos com particular interesse para os leitores brasileiros, mantendo a ortografia portuguesa. Actualmente, 7% a 10% do tráfego do site do PÚBLICO vem do Brasil. O objectivo da parcerIa com o UOL é aumentar o número de brasileiros que lêem o PÚBLICO. A edição brasileira será da responsabilidade dos jornalistas Hugo Torres, gestor de comunidades e redes sociais, em Lisboa, e Andréia Azevedo Soares, editora do P3, no Porto.

“O Brasil é uma das prioridades do PÚBLICO e este é um importante passo na nossa estratégia de expansão, um trabalho que começou há mais de um ano”, disse Simone Duarte, directora adjunta do jornal com o pelouro da internacionalização. “Em 2014 escolhemos o Brasil como principal tema editorial, enviámos dez jornalistas ao país, publicámos artigos e reportagens especiais de Março a Dezembro e tivemos Adriana Calcanhotto como directora por um dia na edição de aniversário. O mercado brasileiro é uma grande aposta.”

(…)

“Público”, 17 de Março de 2015

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É só “estresse”…

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«Aproveitar a vida ao máximo + visão sem estresse»

Zeiss (.pt)

http://www.zeiss.pt/vision-care/pt_pt/better-vision/melhor-visao-com-zeiss/sua-lente-individualizada-zeiss/lentes-oftalmicas-zeiss-para-utilizadores-de-dispositivos-digitais/aproveitar-a-vida-ao-maximo-visao-sem-estresse.html


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«Defendendo o estupro da Língua Portuguesa» [por Hiroshi Bogéa, 16.03.15]

bogea_acinoembaichoDefendendo o estupro da Língua Portuguesa

segunda-feira , 2015, 0:37

 

O omem disse que oje vai xover.

É assim que passaremos a escrever se forem aprovadas as mudanças sugeridas para uma nova reforma ortográfica da língua portuguesa, em debate no Senado da República desde o ano passado.

A proposta de mudança feita pelo professor Ernani Pimentel, dono de uma rede de cursos preparatórios, inclui também outras mudanças.

Por exemplo, palavras grafadas com “Ç”, “SS” e XC passariam a ser escritas com um “S”. A simplificação do idioma inclui a extinção do H no início das palavras, bem como do CH, que seria substituído por X.

Na noite de sábado, 14, eu assisti a um debate de Ernani Pimentel com outros protagonistas, na TV por assinatura, ratificando sua proposta, hoje apoiada por alguns congressistas.

Como está dito acima, Pimentel é dono de uma rede de cursinhos pré-vestibular.

Claro, o interesse dele é “reensinar” a língua portuguesa, dentro das novas regras, ampliando suas bancas de faturamento.

Muitos professores de português de todo o país têm se manifestado contra.

Alguns acham uma besteira sem tamanho o argumento de Pimentel de que a simplificação facilitaria o aprendizado.

A dificuldade de alfabetizar não diz respeito à grafia das palavras, mas sim ao método de ensino do professor.

O assessor do Museu da Língua Portuguesa e professor da USP, Ataliba de Castilho, no debate da televisão de sábado, disse  que “é preciso o professor ajudar o estudante a compreender as diferenças entre língua falada e escrita. Mudar as letras não muda esse processo.”

O professor Ernani Pimentel faz parte do grupo de trabalho técnico do Senado criado no ano passado para revisar o acordo ortográfico de 2009.

São ridículas, patéticas e merecem todo o desprezo da comunidade de linguistas do Brasil, essas tentativas de estupro de nossa Língua. .

O argumento de que as novas mudanças facilitariam o aprendizado não é válido.

Aprender a escrever em chinês é muito mais complicado do que aprender a escrever em português, e 94% dos chineses são alfabetizados.

A questão é alfabetizar e letrar a população. A ortografia pode ser qualquer uma.

Essas mudanças lembram  a história do cara que pede a secretária para redigir uma convocação de todos os empregados para uma reunião na sexta feira. A moça para de escrever e levanta sua dúvida :

                        – Chefe, sexta é com s ou com x?

E o chefe: – Transfere pra quinta.

E tudo disso diante do novo Acordo Ortográfico, assinado em 2008, e que entrará em vigor em 2016.

Até lá, vão tentar fazer mais mudanças na “última flor do Lácio, inculta e bela”, como diria Olavo Bilac.

[Transcrição integral (mantendo, obviamente, a ortografia brasileira do original) de “post”, da autoria de Hiroshi Bogéa, publicado no “site” Hiroshi Bogéa On line em 16.03.15. Alguns “links” foram adicionados por nós. A imagem foi descarregada do mesmo “site”.]

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