“Adetos” “mais” não muito

«Boa noite.
Se quiserem, mais uma “entrada a pés juntos”…
»
Rui Moura
RTPadetos

«Boa tarde.
Envio-vos uma foto de uma notícia que estava a passar agora na SIC Notícias. Leiam o título e vejam onde se encontra o erro….
»
Rui Moura
SISmasmais

Ambas as imagens são da autoria de Rui Moura, que as enviou em anexo a mensagens para o “mural” da ILC no Facebook.

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Carta aberta ao P.R., à A.R. e ao P.-M. [por Dulce Rodrigues]

meuselonAO1CARTA-ABERTA

À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA E PRIMEIRO-MINISTRO

Em defesa da língua-mãe portuguesa – o português de Portugal

Estas minhas reflexões contra o chamado “Acordo Ortográfico” em nada põem em causa o meu respeito e consideração pelo povo brasileiro, pelo qual sinto admiração e afecto. Mas, não é por isso que aceito e estou de acordo com a uniformização irracional e utópica da língua portuguesa sob a bandeira e égide do Brasil – possivelmente o país da lusofonia onde se fala e escreve pior o português!

O português foi levado para o Brasil pelos Portugueses, não foram os Brasileiros que o introduziram em Portugal. A língua-mãe é o português de Portugal, não o português do Brasil. Nenhum país europeu que tenha espalhado a sua língua pelo mundo abdicaria alguma vez da sua soberania a nível do ensino da mesma. Só um povo subserviente como o povo português, perante tudo o que vem do estrangeiro, pode permitir tal acto!

O inglês também é diferente consoante é falado e escrito no Reino Unido ou nos Estados Unidos e noutros países de expressão inglesa, contudo, não deixa de ser o idioma do Reino Unido o mais usado como referência internacional, e é o inglês do Reino Unido que é ensinado no British Council. O inglês foi levado pelos Ingleses para os Estados Unidos, não o inverso. O Reino Unido é o depositário da língua-mãe inglesa, ao mesmo título que a França é a depositária da língua-mãe francesa, a Alemanha da língua alemã, não a Suíça ou a Áustria.

O português é uma língua latina. O latim, ao misturar-se com as línguas autóctones, evoluiu (na realidade, involuiu, pois a nível do latim houve uma degradação devida ao iletrismo dos soldados romanos que difundiram o latim pelos territórios conquistados e ao analfabetismo dos povos conquistados que o assimilaram) para dar línguas diferentes – as línguas românicas e, no caso específico que nos interessa, o português. Também a variante brasileira acabará inevitavelmente por evoluir para uma língua distinta da língua portuguesa. E isto, por mais acordos linguísticos que se estabeleçam. A chamada “evolução” de uma língua deve-se, na realidade, a um processo originado pelo iletrismo e pela ignorância.

Aristóteles chamou “gramma” à unidade básica da linguagem, na qual incluía a fonética e a escrita. A gramática é diferente, a fonética é diferente, a ortografia tem de ser, inevitavelmente, diferente nas duas variantes, portuguesa e brasileira. A escrita não pode ser desassociada da fonética, do mesmo modo que esta não pode ser isolada do pensamento. Uma transcrição em alfabeto fonético das variantes portuguesa e brasileira mostrar-nos-á facilmente a diferença.

Ou será que nós, Portugueses, vamos ser obrigados a mudar também a nossa fonética – do mesmo modo que nos querem obrigar a mudar a grafia – para ficarmos em sintonia com o Brasil e o seu “Acordo Ortográfico”?

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Actualizações no “site”: “dossiers” e páginas

logobadge1Actualizados os “dossiers” em formato PDF.

⇒ Cultura e Sociedade Civil
⇒ Educação e Ensino
⇒ Assuntos jurídicos e políticos

[Adicionado o ficheiro ZIP (comprimido) para “download” dos três dossiers:
https://ilcao.com/imagens/dossiers-ILCAO90-2a.zip]

Nota: foram entregues exemplares destes “dossiers” em papel na audiência com o GT AO90 (em 31.01.13) e posteriormente enviados os originais em formato digital para os serviços parlamentares.

Actualizadas também algumas páginas do “site”.

⇒ Galeria
⇒ Não ao “acordo”
⇒ Português PT
⇒ Sobre este site
⇒ Documentos

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«Ainda as facultatividades do AO90» [José Paulo Vaz, “a folha” (UE)]

logo_UE1. A base IV do Acordo Ortográfico de 1990(1) (AO) consagra um regime ortográfico facultativo quanto a determinados vocábulos, ou tipo de vocábulos. É um dos pontos mais frágeis do AO e que, só por si, permite pôr em causa a orientação científica que presidiu à nova «norma» ortográfica da Língua Portuguesa. Desde logo porque demonstrativo de que o AO falha redondamente o primeiro dos objectivos que se propunha: a «unidade essencial da língua portuguesa». Objectivo, de resto, também desmentido pela circunstância de o Acordo não ter sido ratificado por todos os países signatários e por não se mostrar sequer cumprida a norma imperativa do artigo 2.º, o que torna, pelo menos, discutível, do ponto de vista jurídico, a sua entrada em vigor. Argumentos que certamente não convencem os fautores e defensores do Acordo: porque simplesmente os não convence nenhum. Num país que ainda há poucas décadas se compreendia como «império colonial», a «Lusofonia» — espaço de uma língua falada por mais de 200 milhões de falantes em quatro continentes, etc. — tornou-se num dogma ideológico que dificulta um debate racional.

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Audiência de MCV, VGM e NP no Grupo de Trabalho parlamentar sobre o AO90

Gravação da audiência concedida em 07.01.13 a Maria do Carmo Vieira, Vasco Graça Moura e Nuno Pacheco pelo Grupo de Trabalho parlamentar sobre o AO90, no âmbito da Comissão de Educação, Ciência e Cultura.

É com muito gosto que divulgamos aqui esta gravação, sendo também de aplaudir a decisão da ARTV de não apenas gravar em áudio como de filmar esta audiência em particular, disponibilizando-a ao público em menos de 24 horas.

[Este vídeo é uma reprodução (YT) do original alojado em © ARTV.]

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