Voluntariado (3)

Não sendo possível fazê-lo individualmente, aqui fica a 3ª relação (ver as anteriores AQUI), à laia de homenagem ao esforço de todos e de cada um, de algumas das subscrições recolhidas por voluntários. Nesta relação – bem como nas anteriores – não se incluem, como é evidente, as de proveniência sob total anonimato de quem as recolheu e enviou.

Por questões de reserva de privacidade e de protecção da identidade, os nomes são referidos apenas pelas respectivas iniciais e localidade da recolha, indicando-se o total de assinaturas conseguidas por cada qual.


M.R.M., Arraiolos, 18
R. Ldª, Guimarães, 46
M.J.F., Lisboa, 10
P.S.S., Guimarães, 42
J.S.N., Figueira da Foz, 21
M.A.M., Durrães, 21
D.F., Pombal, 12
R.M.C., Viseu, 41
F.A.P., Costa da Caparica, 37
H.R., Lisboa, 9
B. (clube), Porto, 17
M.J.A., Lagos, 52
A.T.G., Sintra, 72
M.C.V., Lagos, 25
M.J.M, Lisboa, 33
M.F.M., Lisboa, 98
A.I.T., Oeiras, 14
J.C.P., Fundão, 14
R.B.B., Lisboa, 11
A.D.F., Lisboa, 9
N.R.C., Portimão, 14
S.V., Lisboa, 18
A.M.C., Lagos, 40

Bravo!

A Língua Portuguesa agradece.

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A aldeia de Astérix [jornal Público]

Os leitores, o PÚBLICO e o acordo ortográfico

Esta ainda não é a aldeia de Astérix

click para ver ampliação da página original digitalizada Não sei o que pensa a generalidade dos leitores acerca da decisão tomada pelo PÚBLICO de se manter fiel às normas da ortografia tradicional. Só posso presumi-lo, sem rigor estatístico, a partir da correspondência que me é dirigida. A verdade é que não me chegam reclamações contra essa opção editorial, mas recebo, com alguma frequência, manifestações de apoio à orientação adoptada – vindas sobretudo de leitores que querem saber se o seu jornal se propõe continuar a resistir à mudança ortográfica já consumada em vários e influentes órgãos de comunicação social.

Na direcção do PÚBLICO é igualmente “empírico” – pois “nunca foi feito qualquer inquérito” – o conhecimento das preferências dos leitores sobre a adesão ou não às regras do acordo ortográfico (conhecido por AO 90) que já se encontra em vigor, embora ainda longe de uma aplicação generalizada. “Mas é sintomático” – sublinha o director adjunto Nuno Pacheco – “que todas as cartas ou mensagens que recebemos sejam contra o AO 90 e não a seu favor“. Tal como é sintomático que apenas dois cronistas (Vital Moreira e Rui Tavares) tenham feito questão de escrever segundo as novas regras (o que aceitámos, referindo isso mesmo; podíamos ter recusado, mas não o fizemos porque prezamos acima de tudo a liberdade)”.

A reforçar esta percepção de que as simpatias dos leitores se inclinarão mais para a manutenção da ortografia tradicional, a mais recente tomada de posição do jornal contra o AO 90 (“Um acordo inútil”, editorial do passado dia 4) deu origem a uma torrente de muitas dezenas de mensagens de apoio, que vão da simples congratulação (“É bom poder ainda ler as notícias em português correcto” – Mafalda Amado; “Fico feliz por saber que alguém dos media não assina o novo acordo ortográfico” – Ana Maria Gonçalves) à sugestão de intervenção política (“Proporia, dentro da legislatura que se vai iniciar, uma tão rápida quanto possível revisão do acordo” – Armando Benfeito). Na sequência desse editorial, e de uma crónica de Nuno Pacheco, que a 6 de Junho criticava a primazia dada à fonética pelos defensores do acordo, o tema regressou durante uns dias ao espaço das Cartas à Directora (com um leitor a criticar os argumentos utilizados pelo PÚBLICO e outros a subscrevê-los) e ao debate nas páginas de opinião.

Na qualidade de provedor do leitor, não vejo motivo para discordar da resistência da direcção do PÚBLICO à mudança ortográfica. Mas cabe-me procurar respostas às interrogações dos leitores que manifestam inquietação pela sustentabilidade futura dessa posição, quando se aproxima – se não houver alterações de calendário – a adopção das – novas regras no ensino e nos documentos oficiais.

É o caso, entre outros, do leitor Rui Valente, que já em Março passado escrevia: “Com a adesão da RTP à televisão em ‘dirêto’, estamos cada vez mais cercados por este disparate nacional que dá pelo nome de AO 90. Sendo que a política do PÚBLICO face ao acordo, expressa em editorial, é a de que este não será aplicado enquanto tal for possível, receio que também o PÚBLICO possa, um dia, entender que já não é possível’ continuar a escrever como escreve. Imagine-se um cenário (longínquo, esperamos) em que já toda a comunicação social aderiu ao acordo, a nova norma é ensinada nas escolas, toda a comunicação oficial é feita pelas novas regras e as agências publicitárias (e respectivos outdoors nas ruas) cumprem também o AO 90. Não seria de estranhar que, num cenário assim, o PÚBLICO, para evitar o arrastar da coexistência entre duas grafias, reconsiderasse a sua posição”. Sugeria este leitor que, “antes de chegarmos a esse cenário”, o jornal encarasse a possibilidade de “assumir uma posição combativa”, fazendo sua, ou pelo menos divulgando-a, a causa dos que se opõem ao AO 90, apoiando nomeadamente «um movimento [em curso] para lançar uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos na Assembleia da República, com vista à revogação do actual acordo”.

click para ver ampliação da página original digitalizada Recentemente, o mesmo leitor lançou um novo desafio: “Gostaria de ver o ‘meu’ jornal renovar o propósito enunciado” em Dezembro de 2009 (quando o PÚBLICO revelou que não iria adoptar a nova grafia), “mas gostaria ainda mais de o ver ir mais longe, proclamando uma recusa simples, mas liminar, inequívoca e sem prazo do AO 90″. Tendo o compromisso inicial sido reafirmado na edição de 4 de Junho – em que se sugeria mesmo o “corajoso abandono” do acordo -, quis saber se a direcção editorial considerava sustentável manter essa posição face à prevista generalização da nova ortografia e, nomeadamente, à sua anunciada introdução nas escolas no próximo ano lectivo.

Recebi uma resposta clara. “Sim. Porque achamos que ainda é possível inviabilizar o acordo” – afirma Nuno Pacheco, para quem “a forma como tal adesão se fez (contornando o texto inicial do próprio acordo, que obrigava ‘à ratificação de todos os Estados’ para avançar, o que não sucedeu) mostra bem como o processo foi sobretudo político e não linguístico/científico”. “Os muitos argumentos denunciando as suas incongruências bastarão” – acredita – “para reavaliá-lo”.

Solicitado a explicitar melhor o sentido da posição anteriormente divulgada (“no espaço noticioso, o jornal mantém como regra não acatar tal acordo enquanto tal for legalmente possível”), escreve o director adjunto do PÚBLICO: “O ‘legalmente possível’ refere-se à ameaça, velada, de que o AO 90 terá forma de lei dentro de três anos, coisa que não lembrou a ninguém, nunca, em matéria de ortografia, mas que os defensores do AO brandem, à falta de argumentos consistentes (…). É o argumento da autoridade contra o argumento da razão. Haverá multas? Processos judiciais? Não se sabe. Daí o ‘legalmente possível’, embora a nossa determinação seja mantê-lo para sempre, porque achamos que só isso faz sentido”.

Quanto à posição mais “combativa” sugerida por Rui Valente, o mesmo responsável editorial manifesta reservas: “O PÚBLICO perderá crédito se, neste campo, se substituir à sociedade civil, assumindo qualquer proselitismo na matéria e tornando-se uma espécie de ‘jornal de combate’ antiacordo. Mas do ponto de vista editorial bater-se-á por isso, claro, no espaço de opinião, abrindo as suas páginas ao debate necessário. E às iniciativas que forem tendo lugar na sociedade civil, onde o caso deverá resolver-se.

Fica assim mais clara a doutrina do jornal nesta matéria, e aparentemente a contento dos leitores que têm manifestado apreensão face a um eventual recuo na “determinação” anunciada. Poderá dizer-se que as incógnitas de natureza legal referidas por Nuno Pacheco deixam ainda a sombra de uma dúvida, e que essa é uma dúvida inevitável. E também não me parece possível predizer o que acontecerá se, em vez da inviabilização do AO 90 desejada pela direcção do PÚBLICO – ou de uma larga frente de “objecção de consciência” à sua efectiva aplicação -, se vier a assistir, a prazo, à adopção generalizada da nova ortografia na educação, na edição, na comunicação, dando lugar a um cenário tipo “aldeia de Astérix”, como o antecipado por Rui Valente quando escreve: “A isto se resume o meu desafio ao PÚBLICO: se a minha língua não pode ser preservada no meu país, que o seja ao menos num jornal do meu país”.

Num tal cenário, seria avisado conhecer com o rigor possível o que pensa a generalidade dos leitores do PÚBLICO. O que é mais uma razão para manter o debate vivo nas páginas do jornal.

José Queirós, Provedor do Leitor

[Esta é uma transcrição integral do artigo do Provedor do Leitor, José Queirós, publicado hoje, 26 de Junho de 2011, no jornal Público. Os destaques a bold e sublinhados são de nossa responsabilidade.]

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Pela suspensão imediata do Acordo Ortográfico [Público, 25/06/2011]

Pela suspensão imediata do Acordo Ortográfico

[transcrição de um artigo do jornal Público de 25.06.11]


Senhor Primeiro-Ministro

Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros

Senhor Ministro da Educação, do Ensino Superior e da Ciência

1. O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (AO) foi aprovado em 1990 pelo Parlamento e ratificado pelo Presidente da República em 91, sendo mera adaptação do Acordo de 86, abandonado por força da reacção da opinião pública portuguesa. Ao contrário do AO de 86, que teve divulgação nos meios de comunicação portugueses, a redacção e tramitação do AO de 90 ocorreram discretamente, longe do olhar e escrutínio público dos portugueses.

2. Enquanto reforma ortográfica, o AO é um desastre: não assenta em nenhum consenso alargado, não foi objecto de discussão pública, não resulta do trabalho de especialistas competentes (a julgar pelas imprecisões, erros e inconsistências que contém e pelos problemas que cria) e vem minar, pela introdução generalizada e irrestrita de facultatividades ortográficas, a própria noção de ortografia. Tudo isto foi devidamente apontado por intelectuais e linguistas portugueses ao longo dos últimos 20 anos em pareceres, artigos e livros ignorados pelas entidades responsáveis. O único parecer favorável (assinado em 2005 por um dos co-autores do AO!) é o da Academia das Ciências, instituição que patrocinou a criação do acordo.

3. Os vícios do AO enquanto instrumento jurídico configuram mentiras gritantes vertidas em lei. No preâmbulo diz-se que “o texto do Acordo que ora se aprova resulta de um aprofundado debate nos países signatários”; deste debate não há vestígio nem se conhece menção. A Nota Explicativa do AO refere estudos prévios dos quais não há registo, apresenta argumentos sem sustentação científica sobre o impacto do AO no vocabulário português (baseados numa lista desconhecida de 110 000 palavras e ignorando a importância de termos complexos, formas flexionadas de nomes e verbos e índice de frequência das palavras) e “explica” de forma confusa os aspectos mais controversos da reforma, p. ex. a consagração, como expediente de “unificação ortográfica”, de divergências luso-brasileiras inultrapassáveis com o estatuto de grafias facultativas. Algumas dessas divergências existiam antes do AO (“fato” ~ “facto”, “ação” ~ “acção”, “cômodo” ~ “cómodo”, “prêmio” ~ “prémio”, “averígua” ~ “averigua”, etc.); outras são criadas pelo próprio AO (“decepção” ~ “deceção”, “espectador” ~ “espetador”, “falamos ~ “falámos”, “Filosofia” ~ “filosofia”, “cor-de-rosa” ~ “cor de laranja”, etc.). Pelo AO a palavra “decepcionámos” (e outras similares) passaria a escrever-se correctamente em todos os países lusófonos de quatro maneiras diferentes (“decepcionámos”, “dececionámos”, “decepcionamos”, “dececionamos”). O termo “Electrotecnia e Electrónica” (designação de curso, disciplina e área do saber) poderia ser escrito de 32 maneiras diferentes, sem que o AO ofereça qualquer critério normativo. Sendo um tratado entre oito estados soberanos que reivindicam uma matriz cultural partilhada, o AO deveria ter concitado aceitação plena de (e em) todos os países signatários. Tal não aconteceu, o que, 21 anos após a sua assinatura, é prova dos problemas por ele criados.

4. Da VI Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros da CPLP de 2010 resultou a Resolução sobre o Plano de Ação de Brasília para a Promoção, a Difusão e a Projeção da Língua Portuguesa, com a seguinte recomendação (III.5): “Nos pontos em que o Acordo admite grafias facultativas, é recomendável que a opção por uma delas, a ser feita pelos órgãos nacionais competentes, siga a tradição ortográfica vigente em cada Estado Membro, a qual deve ser reconhecida e considerada válida em todos os sistemas educativos.” Esta recomendação destitui, por si só, o AO de qualquer fundamento: como se pode defender simultaneamente um acordo que pretende unificar as tradições ortográficas vigentes nos Estados signatários através de facultatividades gráficas, e, ao mesmo tempo, propor-se que o problema das grafias facultativas se resolva pelo reconhecimento oficial de tradições ortográficas divergentes, logo, não unificadas?

5. Ninguém conhece as consequências reais do AO na sociedade portuguesa, pois nenhum estudo de avaliação de impacto foi feito e ninguém sabe estimar os custos da sua aplicação – que não serão só de ordem financeira – pois não há estudos de avaliação custo/benefício. Se os grandes projectos de Estado exigem a realização de estudos preparatórios – recorde-se que o aeroporto da Ota foi, após 30 anos de indecisão, abandonado por causa de um estudo técnico -, como se pode exigir menos relativamente à língua portuguesa escrita? A Lei de Bases de Protecção do Património Cultural inclui no conceito e âmbito do património cultural a língua portuguesa, nestes termos: “enquanto fundamento da soberania nacional, é um elemento essencial do património cultural português.” (art.º 2.º, n.º 2). É menos importante a estabilidade de um “fundamento da soberania nacional” do que um aeroporto?

6. Que o Estado português se proponha adoptar o AO sem um vocabulário normativo que não seja o vocabulário ortográfico comum da língua portuguesa estipulado pelo art.º 2.º do AO (violando assim um tratado que assinou e ratificou) revela apenas a ligeireza com que esta matéria tem sido tratada e a incontrolada flexibilidade da aplicação prática do AO. Afinal, nenhum tratado internacional pode ficar sujeito a interpretações locais ou aplicações de carácter regional ou nacional.

7. O domínio da ortografia, sabe-se hoje, faz parte intrínseca da competência linguística dos falantes; não é simples “roupagem gráfica” da língua. E, como é reconhecido não só por académicos mas por instituições internacionais como, p. ex., a OCDE no relatório PISA 2003, a literacia – pedra angular da aquisição de todos os saberes formais e de todo e qualquer processo de aprendizagem escolar – pressupõe (em termos linguísticos estritos) o domínio de uma ortografia codificada estável, para além de um vasto conhecimento vocabular, gramatical e fonético.

8. O AO não serve o fim a que se destina – a unificação ortográfica da língua portuguesa – e assenta no pressuposto falacioso de que a unificação ortográfica supriria as diferenças já antigas entre português europeu e português do Brasil, de ordem fonológica, lexical e sintáctica. Mesmo que a unificação a 100% fosse possível (e o AO reconhece que não é), escrever de igual forma dos dois lados do Atlântico não assegura a compreensão mútua daquilo que é (cada vez mais) diferente e divergente.

9. Por atentar contra a estabilidade ortográfica em Portugal e integridade da língua portuguesa, o AO atenta contra o progresso e desenvolvimento do povo português em época particularmente difícil da sua História.

10. O AO é um erro monstruoso que VV. EE. têm o poder de corrigir, suspendendo a sua aplicação.


[transcrição de um artigo do jornal Público de 25.06.11]

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Falta de expressão

de: Jornal Expressão jornalexpressao@esaag.pt
para: Elizabeth P G

data: 22 de junho de 2011 05:29
assunto: Re: EXPRESSÃO APLICA ACORDO ORTOGRÁFICO

Cara amiga:

como coordenador do EXPRESSÃO, fico muito satisfeito pela sua participação e pela sua reacção a um tema tratado no nosso jornal escolar. Ficamos à espera de mais contribuições com a mesma frontalidade com que está a fazê-lo agora a propósito da aplicação do Acordo no nosso jornal. Quanto à opinião dos alunos, o que o estudo que publicamos provou foi que os alunos são capazes de emitir opinião sobre algo que desconhecem, o que não abona muito a favor da sua posição. Como sentem que a aplicação do acordo lhes vai criar alguns “problemas”, optam pelo que lhes dá mais jeito. Compreende-se. Sobre a decisão de pôr em prática o Acordo no nosso jornal, seguimos na esteira de outros jornais que já o fizeram, incluindo o jornal regional em que o jornal aparece como suplemento. E as leis são para se aplicar, mesmo quando não se está de acordo com elas.

Quanto à substância do Acordo, que é o que está em questão, do ponto de vista pessoal não posso estar mais contra o que a cara leitora refere:
1)A língua não está parada. Aceitaria escrever como escreviam os republicanos de 1910? Veja só as capas dos jornais desse tempo, que fica arrepiada. E sabia que quanto ao hífen a situação da grafia actual (a antiga) é completamente anárquica?
2)A grafia tem de adaptar-se à pronúncia (a escrita é fonética): sempre foi esse o princípio, não fazendo sentido manterem-se grafias muito distanciadas da pronúncia. Aliás as crianças actuais vão ter mais facilidade de aprender a escrever sem erros com a nova grafia. E os que já começaram a aprender terão 3 anos para se adaptar. Não vai ser difícil (com uma ou outra dificuldade).
3)Temos de ser práticos e deixar-nos de lamúrias. O debate sobre este Acordo (de 1990) já foi feito há 20 anos e várias outras vezes. Os acordos, por serem acordos, não contentam as partes a 100%.. E nenhuma parte ficou satisfeita a 100%. Apesar de tudo é um acordo satisfatório porque vai no caminho certo: criar uma grafia única e uma língua única e facilitar a aprendizagem dos novos alunos. Ou então que se assumam as diferentes línguas nacionais como línguas independentes. A quem é que isso interessa?

Muito obrigado pela sua colaboração.

Cumprimentos

Joaquim Igreja
(coordenador do EXPRESSÃO)

Esta transcrição foi publicada com a autorização expressa de Elizabeth P. Gabas, brasileira, médica, apoiante da ILC, e trata-se da resposta do jornal “Expressão” ao protesto por ela enviado à ESAAG (transcrito em baixo) a propósito da “adoção” do “acordo ortográfico” por aquele jornal escolar.

(email enviado ao jornal Expressão)

Maioria dos alunos 1) está contra o acordo mas 2) desconhece as suas normas…

Não lhes parece dois bons motivos para que esse absurdo DESACORDO não venha jamais a ser aplicado???

Nunca, em tempo algum os portugueses escreverão e/ou falarão como os brasileiros e vice-versa!!!

Sabem por quê???

Porquê 500 anos os separam, a Língua é viva e seguiu vertentes diferentes, mas é a mesma Língua!!!

Cada povo com um oceano ao meio a uní-los, que continue a expressar-se a seu modo!!!

Porquê isso nunca foi motivo para que não se entendessem!!!

Deixem as pobres cabecitas dos alunos, esquentarem-se por conta de problemas mais sérios e não por esse pretenso Acordo…

Tanto é, que jamais sairá do papel, por tantos erros e falhas, grotescamente elaborado como um rascunho de um filme confuso, de um diretor maluco.

No Brasil já está a ser chamado de “Samba do Crioulo Doido” e ninguém lhe está dando a menor importância: “não vai pegar” é o que se diz…

E Portugal a perder o sono para mudar a Língua que é sua…é um absurdo, alguém que veio de longe, entrar em sua casa e dizer como irão viver daqui pra frente…é tão revoltante que deve estar fazendo Fernando Pessoa, revirar-se no túmulo…

Pra não falar de Camões e de tantos outros que levaram séculos a construí-la…e de todos nós, povos que bem ou mal, têm se expressado através dela…e que a amam, pois trata-se da ***NOSSA LÍNGUA PORTUGUESA***!!!

Sobre este assunto, ver “thread” (sequência) no Facebook, em 11.06.11.

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«O Acordo Ortográfico e a Literatura no Espaço Lusófono, por Vasco Graça Moura»

data e autoria:[19-06-2011] | Vítor Coelho da Silva

Vai ter lugar na próxima quinta-feira, dia 30 de Junho, pelas 18.00 horas, no Centro Nacional de Cultura (Galeria Fernando Pessoa), a conferência “O Acordo Ortográfico e a Literatura no Espaço Lusófono”. O conferencista convidado é Vasco Graça Moura e a iniciativa insere-se no “Balanço Literário da Década no Mundo Lusófono” que o site PNETliteratura e o CNC têm vindo a patrocinar desde o início do Outono do ano passado.

Ler mais em: http://www.cnc.pt/Noticias.aspx?ID=868

Esta é uma reprodução integral de notícia publicada no site PNETcrónicas. Em conformidade com a lei e com os termos de uso daquele site dão-se aqui por cabal e integralmente citadas tanto a autoria como a fonte como ainda o local de publicação, destinando-se esta reprodução exclusivamente à divulgação do evento noticiado, que reputamos de evidente interesse público.

Ainda assim, e apesar de cumpridos, parece-nos, todos os requisitos legais para a presente publicação, retiraremos de imediato este “post” caso alguém autorizado no-lo solicite com a devida fundamentação.

Não é possível citar a autoria e/ou a fonte da foto do conferencista, já que a mesma se encontra reproduzida em dezenas de sites e blogs.

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