Nuno Miguel Guedes subscreveu a ILC

Nuno Miguel GuedesNuno Miguel Guedes é jornalista, guionista e argumentista. Foi o autor de um dos blogs portugueses mais conhecidos e populares de sempre, o Tradução Simultânea.

Sobre a ILC, respondeu assim ao nosso pedido de publicação do seu perfil de subscritor e apoiante: «Com certeza que me poderão incluir na galeria de subscritores. É para mim uma honra e um dever.»

Nuno Miguel Guedes nasceu em 1964. Licenciou-se em Comunicação Social e fez uma especialização profissional de multimedia em Turim.

É jornalista, guionista de televisão e letrista ocasional (Cindy Kat, Ana Moura, Tânia Oleiro, Miguel Brito Rebelo). Esteve no início d’O Independente («caderno Vida»), de onde sai em 1990 para fundar a revista K, com Miguel Esteves Cardoso, Carlos Quevedo et al. Tem colaborado com várias publicações (Jornal de Letras, Elle, Vogue espanhola, Epicur, Egoísta, suplemento ‘Nós’ do jornal i, suplemento DNA do Diário de Notícias, etc), sendo colaborador permanente da revista VISÃO (secção Cultura) desde o primeiro número.

Em televisão, adaptou vários formatos de entretenimento e foi responsável pelos guiões de programas em directo (Globos de Ouro – SIC, Missão: Ajudar, RTP). Foi editor de conteúdos do programa juvenil P.I.C.A (RTP2). Actualmente tem uma série documental em fase de aprovação.

Em rádio, trabalhou na Rádio Universidade Tejo, na RádioGeste e finalmente na Antena 1.

Criou o já extinto blogue Tradução Simultânea e faz parte dos colectivos 31 da Armada e Sinusite Crónica.

[Esta nota biográfica foi redigida pelo próprio.]

Subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Nota: esta publicação foi autorizada pelo subscritor.

[foto de http://www.myspace.com/nunomiguelguedes]

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«O reino da insensatez» [Vasco Graça Moura, DN]

Portugal vive em sério risco de bancarrota. A carga fiscal esmaga toda a gente. As pensões de reforma estão a ser gravemente afectadas. O Serviço Nacional de Saúde e a ADSE vão-se ressentir da crise em medida incalculável. O mesmo se diga do sistema de ensino e do funcionamento das escolas. O desemprego não pára de aumentar. O endividamento externo e as taxas de juro também não.

Todos os dias surgem novos problemas que parecem sem solução. É urgente dinamizar a economia, mas a inevitável palavra de ordem dos governantes é economizar o mais possível nas despesas do sector público e levar o sector privado a poupar o mais possível no tocante a hábitos de consumos incomportáveis…

Talvez já tenhamos todos perfeita consciência da série muito extensa e dramática de conflitualidades, de empobrecimentos, de custos, de asfixias financeiras, de apertos de cinto… Nada poderá ser como dantes e por muito tempo nem sequer se poderá viver numa mediania decente.

Nesse quadro de catástrofe anunciada, é preciso afirmar mais uma vez, alto e bom som, que esta não é a altura de aplicar em Portugal uma coisa obscena chamada Acordo Ortográfico!

Nem a economia, nem o desenvolvimento, nem a aprendizagem escolar, nem a qualificação, nem a formação profissional, nem o combate à crise, lucram seja o que for com ele. Pelo contrário.

Essa aplicação traria custos terríveis: as famílias teriam de gastar rios de dinheiro em novos livros, manuais, dicionários e outros materiais escolares; tanto professores como alunos sentiriam os maiores problemas de adaptação; os custos sociais, por exemplo, no tocante aos idosos e até a certos deficientes, seriam igualmente graves; os editores (e não apenas os do livro escolar) veriam os seus stocks inutilizados; quanto aos restantes custos económicos, o melhor é nem falar.
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Jorge Molder subscreveu a ILC

Fotógrafo português, Jorge Molder nasceu em 1947, em Lisboa. Estudou Filosofia na Universidade de Lisboa e começou a sua carreira como artista na década de 1970. A sua primeira exposição individual em 1977. Foi artista convidado da Bienal de Sõ paulo, em 1994, e representou Portugal na Bienal de Veneza em 1999. Participou na exposição Artempo em Veneza, 2007.

Jorge Molder é reconhecido pelas suas fotografias escuras e enigmáticas que envolvem uma interacção muitas vezes desorientadora para o observador. O seu trabalho levanta a questão de quem examina quem, se é o observador que olha o objecto ou vice-versa. Tudo isto produz uma sensação primeira da imagem como objecto e só depois como imagem. Não é somente a estranha utilização da luz e da escuridão que ajuda a desenvolver um efeito perturbador, mas também a escolha de usar a sua própria imagem como modelo, na maior parte das suas fotografias.

(…)

O trabalho de Jorge Molder pode ser encontrado em quase todas as mais importantes colecções portuguesas, como Caixa Geral de Depósitos (Lisboa), Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (Lisboa), e Centro de Arte Moderna José de Azeredo de Perdigão da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa) assim como em importantes colecções estrangeiras como Art Institute of Chicago, Artothèque de Grenoble (Grenoble), Everson Museum of Art (Syracuse, Nova Iorque), Fonds National d’Art Contemporain (Paris), Maison Européenne de la Photographie (Paris), Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia (Madrid), Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Brasil) e Museo Estremeño Iberoamericano de Arte Contemporáneo (Badajoz).

[Nota biográfica (parcial) transcrita do site Infopédia.]
Fotografia retirada do site Media Capital.]

Subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Nota: esta publicação foi autorizada pelo subscritor.

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Maria Filomena Molder subscreveu a ILC

Maria Filomena Molder

– Professora Catedrática do Departamento de Filosofia, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa.
– Membro do Instituto de Filosofia da Linguagem, U.N.L.
– Membro do Conselho Científico do Collège International de Philosophie, Paris.
– Coordenadora do Departamento de Filosofia, ano lectivo de 2006/2007.
– Membro do Conselho da Faculdade de Ciências Socias e Humanas, UNL

Doutoramento em 1992 sobre O Pensamento morfológico de Goethe.

Desde 1978, escreve sobre problemas de estética, enquanto problemas de conhecimento e de linguagem, para revistas de filosofia e de literatura, entre outras, Filosofia e Epistemologia, Prelo, Análise, Revista Ler, Sub-Rosa, A Phala, Internationale Zeitschrift für Philosophie, Philosophica, Revista Belém, Dedalus, Rue Descartes, Chroniques de Philosophie, La Part de l’Oeil. Desde 1980, participação em numerosos Colóquios e Congressos em Portugal e no estrangeiro. Desde 1984, escreve para catálogos e outras publicações sobre arte e artistas, portugueses e estrangeiros.

Principais publicações
Semear na Neve, Relógio d’Água, 1999, (prémio Pen-Club para o Ensaio 2000).
Matérias Sensíveis, Relógio d’Água, 1999.
A Imperfeição da Filosofia, Relógio d’Água, 2003.
O Absoluto que pertence à Terra, Edições Vendaval, 2005.
Símbolo, Analogia e Afinidade, Edições Vendaval, 2009.
O Químico e o Alquimista. Benjamin, leitor de Baudelaire, Relógio d’Água, 2011.

[Transcrição parcial de nota biográfica publicada no site do C.E.M. (Centro Em Movimento).]
[Fotografia retirada do site Storm Magazine.]

Subscreveu a ILC pela revogação do AO90 e participa activamente na organização de recolhas de assinaturas, tendo já enviado diversos impressos de 14 subscrições.

Nota: esta publicação foi autorizada pela pessoa visada.

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O jornal Público e o AO90 – perguntas e respostas

O que se segue é uma colagem em sequência das perguntas de José Queirós, Provedor do Leitor, à Direcção do jornal Público e das respostas de Nuno Pacheco, Director Adjunto. Deste “diálogo” resultou o artigo «Os leitores, o PÚBLICO e o acordo ortográfico – Esta ainda não é a aldeia de Astérix», da autoria do Provedor, publicado a 26 de Junho naquele jornal.



Provedor A direcção considera sustentável manter a prazo a posição de não adoptar o acordo ortográfico, tendo em conta, nomeadamente a prevista adopção das novas regras na escolarização oficial?
Director adjunto Sim. Porque achamos que ainda é possível inviabilizar o acordo. Ainda hoje, por exemplo, muita gente escreve “lobby” ou “dossier” em vez dos já aportuguesados lóbi ou dossiê (inscritos como “lei” nos Dicionários Houaiss e da Academia das Ciências) e ninguém levanta qualquer problema. Mas só é possível mudar alguma coisa desde que a sociedade civil se mobilize e desde que os políticos acolham os argumentos sensatos de quem tem denunciado, há muito, as incongruências e erros manifestos do AO 90. Recordo que foi só em 1915 que a Academia Brasileira de Letras aderiu à primeira reforma ortográfica que Portugal decretou (unilateralmente, em 1911) acabando por, quatro anos passados, em 1919, revogar essa mesma decisão. Ou seja: o Brasil aderiu e depois desligou-se. Nenhum mal veio ao mundo por causa disso. No caso presente, o do AO 90, a pressão para um acordo veio de Portugal, não do Brasil, ao contrário do que alguns pensam e defendem. O Brasil foi arrastado para a “reforma”, achou que era politicamente correcto aderir e cedeu no trema e nalgumas modificações menores (os hífens, por exemplo, que estão a ser interpretados das mais variadas maneiras, uns livros garantindo que se mantêm, outros que afinal deixam de se usar nas mesmíssimas palavras). A forma como tal adesão se fez (contornando o texto inicial do próprio acordo, que obrigava “à ratificação de todos os Estados” para avançar, o que não sucedeu) mostra bem como o processo foi sobretudo político e não linguístico/científico. E os muitos argumentos denunciando as suas incongruências bastarão para reavaliá-lo.

Provedor Em Outubro do ano passado, numa resposta que transcrevi na minha coluna a propósito de um caso específico, dizia a direcção que, “no espaço noticioso, o jornal mantém como regra não acatar tal acordo enquanto tal for legalmente possível”. O que deve entender-se exactamente por isso?
Director adjunto O “legalmente possível” refere-se à ameaça, velada, de que o AO 90 terá forma de lei dentro de três anos, coisa que não lembrou a ninguém, nunca, em matéria de ortografia, mas que os defensores do AO brandem, à falta de argumentos consistentes. “Está aprovado, é lei, cumpra-se e pronto”. É o argumento da autoridade contra o argumento da razão. Haverá multas? Processos judiciais? Não se sabe. Daí o “legalmente possível”, embora a nossa determinação seja mantê-lo para sempre, porque achamos que só isso faz sentido.

Provedor Deve concluir-se que, na ausência de legislação efectiva nesse sentido, o PÚBLICO admitiria a hipótese de não alterar as regras ortográficas que segue, mesmo que a adopção das novas normas se generalizasse nos documentos oficiais, nas escolas, na comunicação social e na edição?
Director adjunto Ao longo dos anos, mesmo no acordo anterior, foi lenta a adopção das novas regras. A ortografia não é o código penal. Ainda hoje há quem escreva Eça de Queirós ou Eça de Queiroz, ou outras palavras em que, por regra, o S foi substituindo o Z. Ninguém se incomoda. E há quem ainda acentue os advérbios de modo, quando os “sábios” resolveram um dia tirar-lhes a acentuação por inteiro. Por isso, não é desadequado nem condenável escrever em português correcto (não “correto”), mesmo que possa ser considerado “antigo”.

Provedor O PÚBLICO admite a hipótese (sugerida pelo leitor Rui Valente) de assumir abertamente a “causa” da oposição ao acordo, “batendo-se” pela sua eventual revogação (já sugerida no editorial de 04.06.11)?
Director adjunto O PÚBLICO perderá crédito se, neste campo, se substituir à sociedade civil, assumindo qualquer proselitismo na matéria e tornando-se uma espécie de “jornal de combate” anti-acordo. Mas do ponto de vista editorial bater-se-á por isso, claro, no espaço de opinião, abrindo as suas páginas ao debate necessário. E às iniciativas que forem tendo lugar na sociedade civil, onde o caso deverá resolver-se.

Provedor Existe algum conhecimento sobre as preferências dos leitores neste domínio?
Director adjunto O conhecimento é empírico, nunca foi feito qualquer inquérito. Mas é sintomático que todas as cartas ou mensagens que recebemos sejam contra o AO 90 e não a seu favor. Tal como é sintomático que apenas dois cronistas (Vital Moreira e Rui Tavares) tenham feito questão de escrever segundo as novas regras (o que aceitámos, referindo isso mesmo; podíamos ter recusado, mas não o fizemos porque prezamos acima de tudo a liberdade.). Uma pequena nota: quando editamos textos provenientes do Brasil não mexemos na ortografia nem na construção do texto. Ninguém precisa de artifícios para ler português, seja ele escrito na variante portuguesa europeia, na brasileira ou em qualquer outra. Ora como há tantas, e ainda bem, era desnecessária mais uma, híbrida, contraditória e inconsequente: a “variável” AO 90.

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