Amigos

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Amigos,

enviei há dias um e-mail pessoal a um pequeno grupo de pessoas, subscritores da ILC, com os quais troquei algumas linhas aquando da sua subscrição. Podem lê-la no final deste texto.

Chegou agora a altura de falarmos com todos os restantes subscritores — ou, pelo menos, com aqueles de quem guardámos um contacto directo.

A mensagem que começará a circular a partir de agora terá o mesmo teor. Será uma mensagem de subscritor para subscritor. E, sendo certo que esta luta nos aproxima, começará também por esta pequena palavra:

 

Amigos,

Em Janeiro de 2015 escrevi-vos um texto tentando mobilizar-vos para a luta contra o Acordo Ortográfico.

Não tive muito sucesso porque, verdade seja dita, a situação não era muito animadora. A ILC tinha recolhido cerca de 15.000 assinaturas mas o afluxo de novas subscrições estava praticamente estagnado. A perspectiva de conseguirmos recolher as 20.000 assinaturas restantes era irrealista e pensei, sinceramente, que esta causa estava perdida.

Afinal, mais de um ano e meio depois, há razões para termos esperança.

Por um lado… passaram 20 meses, o que é mau porque cada dia que passa é mais um dia em que uma Ortografia coerente e estabilizada continua a ser substituída por um conjunto de normas sem nexo que desafiam o próprio conceito de Ortografia.

Mas, por outro lado, há boas notícias.

Como talvez já saibam, foram aprovadas três alterações à Lei 17/2003, que regulamenta as ILC:

1) deixa de ser necessária a introdução do Número de eleitor
2) o número de assinaturas para uma ILC baixa para 20.000
3) as assinaturas passam a poder recolher-se também por via electrónica.

É fácil perceber que, com estas regras, muita coisa muda.

A ILC passa de uma situação em que lhe faltavam 20.000 assinaturas EM PAPEL, para outra em que lhe faltam apenas 5.000 — que podem ser recolhidas tanto em papel como por via electrónica.

Esta alteração foi aprovada no passado dia 20 de Julho e aguardamos ainda a sua regulamentação — mas a ILC mobilizou-se de imediato. Num curto espaço de tempo

1) Renovámos o site da Iniciativa (www.ilcao.com)
2) Criámos um formulário para a recolha de subscrições online https://ilcao.com/?page_id=19213
3) Demos início à enorme tarefa de tratar informaticamente os milhares de dados das subscrições em papel (de modo a garantirmos que as novas subscrições online são efectivamente novas e não duplicados das já existentes).

Passados 20 meses, as razões para acabarmos com o Acordo Ortográfico permanecem válidas: do ponto de vista científico o AO é e será sempre um desastre. O caos ortográfico vigente, a perda de identidade e dos laços históricos com outras Línguas europeias está aí para o demonstrar.

Do ponto de vista político — o único que poderia, em teoria, justificar o Acordo — nem vale a pena falar: mais de metade dos países da CPLP não o usa (Angola e Moçambique nem sequer o ratificaram) e continuamos sem perceber o sentido de expressões como “valor geo-estratégico” ou “prestígio internacional” da Língua Portuguesa.

Amigos,

Em Janeiro de 2015 pensei estar a escrever-vos pela última vez. Afinal, cá estou eu, mais uma vez, a pedir a vossa intervenção.

Desta vez, já não é uma missão impossível — agora trata-se, apenas e só, de não morrermos na praia.

Peço-vos, não que assinem, porque já o fizeram, mas que divulguem o sítio de subscrição online — https://ilcao.com/?page_id=19213 — por todos os meios ao vosso alcance.

A Língua Portuguesa agradece.

Para qualquer dúvida, aqui estou ao V. dispor.

Rui Valente
rv@ilcao.com

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Luís de Matos não subscreveu a ILC

lm_shareOntem só houve tempo para um pequeno registo factual mas a partilha que Luís de Matos fez nas suas páginas — na oficial, seguida por mais de 230 mil pessoas, e na sua página pessoal — deve ser vista com alguma atenção. Como todos sabemos, o Luís de Matos é mestre de cerimónias, entertainer extraordinaire e um dos melhores mágicos do mundo. Mas é também um homem de causas e de convicções. Quem souber ler o seu sítio na Internet (www.luisdematos.com) encontra lá um pouco de tudo — o sonho e a magia, sim, mas também a reflexão e a análise sobre temas candentes da nossa sociedade. Um desses textos ilustra na perfeição esta faceta menos conhecida do Luís. Com o título “Uma Língua Única”, Luís de Matos confessa ter o sonho de uma Língua comum a todos os povos. Eu, sinceramente, não posso estar mais de acordo: desde logo, haveria certamente menos guerras neste pobre mundo.

Podem lê-lo aqui: http://luisdematos.com/_blog/Blog/post/Uma_l%C3%ADngua_única/

Com o texto que ontem publicou, Luís de Matos deixa claro que essa Língua, a existir, não poderá nunca ser uma Língua artificial, imposta por meia dúzia de pessoas sob o falso manto de uma universalidade vazia de sentido.

A universalidade consegue-se, não inventando um denominador comum artificial, mas sim procurando conhecer o Outro tal como ele é e dando-nos a conhecer a esse Outro tal como somos. Só assim teremos uma troca verdadeiramente enriquecedora para todas as partes envolvidas.

Por conseguinte, o AO não é e não será nunca essa ponte entre povos que pretendia ser. Soa a falso, não é de ninguém, não nos mostra ao Outro tal como somos.

Se persistirmos neste erro colossal, a troca entre Nós e os Outros ficará mais pobre. Os outros povos nada terão a aprender connosco e nós próprios esqueceremos boa parte da viagem que a Língua fez para chegar até nós — até ao momento em que a dissemos nossa.

Sendo um homem que defende aquilo em que acredita, Luís de Matos não subscreveu a ILC — porque já é subscritor da Iniciativa, desde a primeira hora. Mas achou por bem alertar toda a gente para o novo portal de subscrição. Como ele diz, e bem: “Ainda estamos a tempo de reverter a asneira!”.

E você, caro leitor — vai deixar a nossa Língua nas mãos de quem não a trata bem?

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«Contra o desastre» [Luis de Matos]

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luisdematos_chaos

Contra o desastre… ler, assinar e divulgar!
https://ilcao.com/?page_id=19213
As línguas alteram-se e evoluem, mas deverá ser por “decreto” de meia dúzia de iluminados com segundas intenções e dificuldades de visão?

O caos trazido pelo “Acordo Ortográfico” e as suas patéticas e aleatórias regras, a perda de identidade e dos laços históricos com outras Línguas europeias, o facto de mais de metade dos países da CPLP nem sequer o ter ratificado, e, ainda, o facto de rapidamente se ter percebido que se tratou de um plano provinciano para que alguns linguistas pudessem por fim, e à força, ficar de alguma forma ligados à história da nossa língua, faz com que ainda hoje ninguém realmente perceba qual foi o real objectivo do AO.

Parece evidente que já todos perceberam ser ZERO o “valor geo-estratégico” ou “prestígio internacional” trazidos pelo malfadado Acordo Ortográfico. Apenas o caos, a desordem e a confusão são, de facto, uma realidade.

A boa notícia é que ainda estamos a tempo de reverter a asneira!

Contra o desastre… ler, assinar e divulgar!
https://ilcao.com/?page_id=19213

Na imagem, pormenor do #LivroDosSegredos que, naturalmente, não respeita o “Acordo Ortográfico”…

Luis de Matos

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A militância em chinelos

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Activistas digitais, este artigo é para vocês. A ILC-AO publicou uma nova actualização na campanha “Não queremos o Acordo Ortográfico” na plataforma Causes.

Como? Campanha? Plataforma “Causes”? O que significa isto?

Vamos por partes.

A “Causes”, nasceu em 2007, no seio do Facebook, como uma plataforma de activismo social “em linha” — foi uma das primeiras aplicações criadas para aquela rede social. Hoje em dia, continua a apresentar-se como a maior plataforma de activismo online a nível mundial e continua a funcionar por “campanhas”. Qualquer pessoa pode, sem custos, criar um movimento associativo — uma campanha — e utilizar a “Causes” praticamente para tudo, desde a limpeza de uma praia até… à defesa de uma norma ortográfica como o Português Europeu.

Foi o que fizemos: nos bons velhos tempos em que a ligação entre Facebook e “Causes” era imediata, a campanha da ILC rapidamente reuniu mais de 120.000 seguidores naquela plataforma.

Infelizmente, hoje em dia, não sabemos se a “Causes” continua de facto a ser a maior plataforma virtual de activismo do mundo… ou se ainda funciona em pleno, sequer. Algures entre 2012 e 2014 parece ter ocorrido um divórcio entre o Facebook e a “Causes”. A ligação continua a existir (é possível aderir a uma causa com as credenciais do Facebook, por exemplo) mas a plataforma pareceu entrar em regressão — a própria interface tornou-se simplista e a interacção entre os gestores de uma Causa e os seus seguidores tornou-se ineficaz, para não dizer pior.

Mais que não fosse, por este pequeno “pormenor”: dantes, criar uma campanha na “Causes” dava direito, automaticamente, à criação de uma página dessa mesma campanha no Facebook. Dependendo das permissões pessoais de cada subscritor, quem aderisse a uma campanha na “Causes” podia ficar, ou não, automaticamente inscrito nessa página da campanha no Facebook.

Foi assim que surgiu a página “Não queremos o Acordo Ortográfico” no Facebook, trazendo para essa plataforma de contacto diário e imediato mais de 60.000 dos apoiantes da nossa ILC em “Causes”.

De repente, de um dia para o outro, o Facebook desactivou todas essas páginas de ligação com a plataforma “Causes”. A página da ILC continua lá, mas já não podemos mexer-lhe — nem sequer para actualizar a “Foto de Capa”, que remete ainda para o site antigo. De um dia para o outro perdemos uma ligação directa e imediata com mais de 60.000 militantes anti-AO. A presença da ILC no Facebook viu-se assim circunscrita aos “meros” 9.500 seguidores da sua página actual, criada após a “extinção” administrativa da original.

Bem, mas isto interessa para alguma coisa? Interessa sim, e muito — é uma questão de simples matemática. Se a ILC reuniu, até agora, cerca de 15.000 assinaturas, pode acontecer que todos os 9.500 seguidores da sua página “normal” já a tenham subscrito. Mas, tendo a página da ILC em “Causes” 60.000 seguidores, é impossível que todos eles a tenham subscrito.

Sempre me impressionou este fosso que existe entre o activismo no écran e a militância real. Como é possível alguém escrever, num computador, os mais inflamados textos contra isto ou a favor daquilo — mas não mexer uma palha fora desse âmbito virtual? Mistérios da vida em comunidade no Séc. XXI.

Mas há boas notícias para a militância de sofá. A ILC pode agora ser subscrita electronicamente — no sofá.

E a plataforma Causes continua a existir, mesmo fora do Facebook — sendo que, nesse caso, estamos a falar de todos os 120.000 aderentes a esta Causa e não apenas dos 60.000 que “gostavam” da página FB respectiva.

Foi o que fizemos. Através de um “update” na campanha da ILC, demos conta da redução do número de assinaturas necessário para a entrega da Iniciativa no Parlamento e, acima de tudo, da possibilidade de a ILC ser subscrita por via electrónica.

A Cidadania de chinelos, que tem tanto direito a existir como a do manifestante mais inflamado, pode agora fazer-se sentir, em toda a sua plenitude. “Basta mexer um dedo“.

 

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120.765 destinatários

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Caros membros da Causa “Não queremos o Acordo Ortográfico!”:

Como talvez seja já do V. conhecimento, a Assembleia da República aprovou, no passado dia 20 de Julho, alterações importantes à Lei 17/2003, que regula as Iniciativas Legislativas de Cidadãos:
1) Deixa de ser necessário o número de eleitor, passando a ser necessária a data de nascimento.
2) O número de assinaturas necessário para uma ILC baixa de 35.000 para 20.000.
3) Além da subscrição tradicional em papel, as assinaturas passam a poder ser recolhidas também por via electrónica.

Neste contexto, ficam a faltar-nos “apenas” 5.000 assinaturas para que consigamos o nosso objectivo de entregar a ILC no Parlamento.

Em face desta nova realidade, a ILC-AO mobilizou-se, criando um formulário que permite subscrever a Iniciativa sem necessidade de papel, envelopes ou selos do correio.

Basta ir a https://ilcao.com/?page_id=19213 e submeter os seus dados, utilizando para tal um endereço de e-mail válido.

Para conhecer em pormenor a história desta nova vida da ILC, sugerimos que visite o site www.ilcao.com e leia os artigos mais recentes, em especial o que tem por título, precisamente, “A nova vida da ILC” https://ilcao.com/?p=19052, bem como os que se lhe seguiram.

Ler, assinar, divulgar continua a ser o nosso lema. Já era possível “ler” e “divulgar” através da internet. A partir de agora, está mesmo tudo nas nossas mãos.

Atenciosamente,

Rui Valente


Esta foi a “carta” enviada em 16 de Outubro de 2016 aos 120.765 apoiantes da ILC-AO na plataforma “Causes”. Não sabemos quantos dos destinatários a terão recebido, até porque a dita plataforma parece estar com imensos problemas, mas o facto é que a mensagem foi enviada e esse envio foi por nós divulgado em diversos suportes… como agora, por aqui.

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