Maria José Azevedo Santos subscreveu a ILC

Maria José Azevedo SantosNasceu, e estudou sempre, em Coimbra.

Professora Catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Directora do Arquivo da Universidade de Coimbra até 2011, é também Investigadora do Centro de História da Sociedade e da Cultura. Foi Presidente do Secretariado do Curso de Especialização em Ciências Documentais de 1994 – 1998. É Académica de Número da Academia Portuguesa da História, Sócia Fundadora da Sociedade Portuguesa de Estudos Medievais, sócia fundadora da fundação Inês de Castro, de Coimbra, membro do Conselho Nacional de Cultura e membro eleito do Comité International de Paléographie Latine, entre outras instituições nacionais e estrangeiras.

Tem dedicado boa parte da sua investigação e magistério à Paleografia, Diplomática e Codicologia medievais latinas e portuguesas. É autora de largas dezenas de livros e artigos dos quais se destacam: Vida e Morte de um mosteiro cisterciense (S. Paulo de Almaziva, actual S. Paulo de Frades, séc. XIII – XVI), ed. Colibri, 1999, 330 págs. “Estudos da Diplomática Portuguesa”, Colibri, Faculdade de Letras de Coimbra, 2001 (em co-autoria) pp.75-91; 167-190; 233-256; As comunicações na Idade Média, coordenação de Maria Helena da Cruz Coelho, ed. Fundação Portuguesa das Comunicações, Lisboa, 2002. Capítulo IV: A génese e a expedição de cartas – “Na volta do correio. A correspondência de D. Pedro, duque de Coimbra (1429-1448)”, FPC, Lisboa, 2002, pp. 191-218; Jantar e cear na corte de D. João III prefácio de Aníbal Pinto de Castro, ed. Centro de História da Sociedade e da Cultura e Câmara Municipal de Vila do Conde, Vila do Conde, Coimbra, 2002, 156 págs. Homenagem da Misericórdia de Coimbra a Armando Carneiro da Silva, Coordenação científica, ed. Santa Casa da Misericórdia de Coimbra e Palimage Editores, Coimbra/Viseu, 2003, 230 págs. Assina quem sabe e lê quem pode. Leitura, transcrição e estudo de um rol de moradias da Casa de D. Catarina de Áustria (1526). Prefácio de Carlos Sáez, ed. Imprensa da Universidade de Coimbra, 2004, 139 págs. A escrita em tempos de Inês de Castro, ed. Câmara de Montemor-o-Velho, 2005; D. Dinis, Quid Novi, Academia Portuguesa da História, 2010, 90 pág. mais ilustr; D. Pedro I, Quid Novi, Academia Portuguesa da História, 2010, 90 págs. mais ilustr.

Está ligada a várias instituições de solidariedade de Coimbra de que se destacam a Casa de Infância Elysio de Moura e Santa Casa da Misericórdia.

Desde Novembro de 2009 é Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra. A partir de Dezembro de 2010 assumiu o lugar de Vice-Presidente da Câmara Municipal de Coimbra.

Subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Este é mais um perfil publicado na “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes da nossa ILC.

Nota: esta publicação foi autorizada pela subscritora. Os dados utilizados são os que constam no site oficial da Câmara Municipal de Coimbra.

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“O tempo se encarregará de ridicularizar a génese e urgência do acordo.” [Rodrigo Guedes de Carvalho, TVmais, 16.07.2012]

Crónica de Rodrigo Guedes de Carvalho: Cuidado com a língua

Confesso um clássico cliché. Aproveito muito as férias para pôr em dia a leitura. Menos de jornais (ou não seriam férias), mais de revistas e da minha querida literatura, com os romances à cabeça. Os livros publicados recentemente juntam-se já à manada do chamado acordo ortográfico. Já o exprimi várias vezes, mas nada como ser confrontado com a coisa largas horas por dia para reafirmar: é uma parvoíce que era desnecessária. E não me venham, por favor, com o argumento estafado que as coisas são mesmo assim, senão ainda escreveríamos farmácia com ph. Importa relembrar que o acordo foi uma florzinha de enfeite para justificar um pouquinho da missão daquela entidade parda que se chama países de língua oficial portuguesa. E que, precisa e ironicamente, acabou com a língua portuguesa, traduzindo-a, ajeitando-a, moldando-a, torcendo-a, de modo a que os brasileiros não tenham “dificuldade” em ler. Basta pensar num qualquer exemplo, de palavras que se escreviam assim e agora se escrevem assado, para confirmar que muitas palavras portuguesas desapareceram, enquanto todas as expressões e grafias brasileiras permanecem inalteráveis. Acresce aquela que me parece ser a maior aberração do fenómeno. Foi assinado com pompa, e a circunstância de “ter entrado em vigor” não acabou, de todo, com as dúvidas. Ainda hoje, sábios da gramática e do léxico não sabem responder a muitas dúvidas. O que significa que se avançou para uma coisa sem lhe ter tirado todas as medidas. Quanto ao assunto, considero-me, há muito, arrumado na galeria dos que não aderirão, enquanto mo permitirem. E nada me satisfaz mais do que ver engrossar a minha tropa, o número dos que estão comigo, e falo de muitas das eminências maiores da escrita na nossa língua, que, aos poucos, vão defendendo o mesmo que eu. Sinto-me particularmente bem quando verifico que muitos deles e delas são das personalidades que mais admiro. O tempo se encarregará de ridicularizar a génese e urgência do acordo. Lembrei-me desta falta de foco nos reais problemas da língua porque reparo, a cada dia, que problemas muito maiores continuam sem solução, e atropelos constantes são cometidos por muito boa gente com responsabilidade, nomeadamente colegas meus da comunicação social, dos mais graúdos aos miúdos saídos recentemente da faculdade. Falo da confissão, ou admissão, mas também da espantosa mania de se confundir factos com ideias. Um exemplo? Bom, tenho à frente uma entrevista de “verão” com uma jornalista de televisão. Passe o pleonasmo, a ideia é que conheçamos as suas ideias sobre as coisas, o mundo, enfim, tudo isso. Por isso é ela a entrevistada, e não outra pessoa qualquer. Adiante. Logo na introdução, a revista escreve que “fulana diz que Portugal é um país de forte tradição marítima”. Espero que tenha detectado o galho, mas se assim não for, eu explico. Lembra-se? Confundir factos com ideias? Portugal é esse país com fortes tradições salgadas. Facto. Não por a entrevistada o dizer. Quando muito, o texto poderia referir que “fulana lembra que Portugal blá-blá e por isso, como portuguesa, gosta muito de pescar e fazer surfe e passear na praia, etc. O que quiserem. Erro igualmente comum é o de colocar pessoas a “confessar” coisas extraordinárias sobre si, como “confesso que sou um símbolo sexual”, ou “o líder político admite que será o melhor primeiro-ministro que este país já viu”. A questão é espantosamente simples, e aprendia-se nos bancos da primária. Não “confessamos que somos belos”, se confessamos é algo que ou não nos agrada ou alguém descobriu sobre nós. Admitimos, sim, ser um assassino em série ou ter desviado dinheiro. Quando confessamos, fazemo-lo contra uma ideia que tinham de nós. Confessar, ou admitir, é, regra geral, não ter outro remédio. Tudo o resto é mal aplicado, a não ser que se seja um poeta genial, como Neruda, e se jogue magistralmente com o equívoco, para fins estéticos: confesso que vivi.

[Transcrição integral da crónica de Rodrigo Guedes de Carvalho, TVmais, 16.07.2012]

[Nota: os conteúdos publicados na imprensa ou divulgados mediaticamente que de alguma forma digam respeito ao “acordo ortográfico” são, por regra e por inerência, transcritos no site da ILC já que a ela dizem respeito (quando dizem ou se dizem) e são por definição de interesse público (quando são ou se são).]

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“O Acordo é um crime contra a língua portuguesa.” [Vasco Graça Moura, Jornal i, 16.07.2012]

Perante o estado de avanço do Acordo Ortográfico, não reconhece que combatê-lo hoje em dia é uma luta quixotesca?

Eu acho que quixotesco é pretender aplicá-lo, porque envolve uma dose de irrealismo, fantasia e inviabilidade, só comparáveis com os do fidalgo da Mancha.

Porém, já está a ser aplicado por editoras e órgãos de comunicação, sem grandes dramas…

Está por uns e não está por outros. Os dramas são os dos professores, dos responsáveis pela educação, dos próprios alunos. E vão agravar-se.

Sendo obrigatória a aplicação do Acordo Ortográfico nos serviços do Estado desde Janeiro último, classifica a sua recusa em aplicá-lo no CCB como uma desobediência perante o Estado? Que reacções recebeu do governo a esse respeito?

O que é impossível não pode ser obrigatório. Era e é o caso. Não se tratou de desobediência, mas de inviabilidade verificada no caso concreto.

Voltando atrás: tem sido viável a diversos níveis. Porquê inviável?

Não, o que está a ser aplicado não é o acordo. É um vocabulário que não corresponde às exigências do próprio acordo e não foi elaborado de acordo com ele.

(…)

Afinal para si o que é que custa mais a engolir? O Acordo Ortográfico ou a colecção Berardo?

O Acordo é um crime contra a língua portuguesa. A colecção Berardo não é.

[Transcrição parcial de entrevista a Vasco Graça Moura, Jornal i, 16.07.2012]

[Nota: os conteúdos publicados na imprensa ou divulgados mediaticamente que de alguma forma digam respeito ao “acordo ortográfico” são, por regra e por inerência, transcritos no site da ILC já que a ela dizem respeito (quando dizem ou se dizem) e são por definição de interesse público (quando são ou se são).]

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Pedro Afonso subscreveu a ILC

22 anos. Estudante e dirigente associativo no Instituto Superior Técnico, Universidade Técnica de Lisboa.

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 (AO90) é um diploma que promete a unificação da Língua Portuguesa e o seu fortalecimento além fronteiras. Se por um lado peca por resultar de uma medida insensata, prepotente e antidemocrática do Estado Português, por outro, não satisfaz o fim para o qual foi criado.

Acreditar que é possível fundir o Português Europeu ao Português do Brasil é absurdo. É uma quimera. Um delírio. A diferença entre ambos não se resume às diferentes gráficas e fonéticas, onde o AO90 actua, mas também ao nível do vocabulário e sintaxe frásica. O espartilho do A090 jamais conseguirá aproximar estas duas variantes da Língua Portuguesa. Para se contextualizarem melhor com as diferenças a que me refiro, convido-vos a ler o seguinte estudo levado a cabo pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) que comprova a inutilidade do AO90: http://www.apel.pt/pageview.aspx?pageid=118&langid=1.

O AO90 gera o problema que promete solucionar. Até então, nunca foi sentida qualquer dificuldade pela coexistência de duas grafias oficiais de Língua Portuguesa. Contudo, desde a sua implementação, gerou-se o caos na ortografia, admitindo-se milhares de casos de dupla grafia à revelia de qualquer critério ou regra, justificados com argumentos despropositados e inconsistentes.

“Se o Acordo não serve, a quem serve o Acordo?”. A aplicação deste (des)acordo prende-se, exclusivamente, com interesses alheios aos Portugueses de natureza política e económica. A nossa Língua está a ser prostituída.

Entendo, e defendo, que a Língua é viva, mutável e moldável ao uso, espontâneo, dos seus falantes-escreventes. Infelizmente, esta evolução de natural não tem nada. É uma evolução artificial, imposta por decreto, que o uso e o hábito ainda não consagraram. A Língua é uma herança. Aceitar o AO90 é ceifar as raízes etimológicas da nossa Língua e, juntamente, toda a memória colectiva e a nossa Identidade.

O AO90 é criticado e renegado por grande parte da opinião pública portuguesa. Onde se  incluem nomes sonantes do mundo das Letras, entre eles: Pedro Mexia, Ricardo Araújo Pereira, Miguel Sousa Tavares, Vasco Graça Moura, Miguel Esteves Cardoso, José Gil, etc.

O AO90 não é inevitável! Uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) é o único modo de reverter esta situação. Assine o nosso impresso (https://ilcao.com/?page_id=1771) e distribua-o pelos seus familiares, amigos e colegas. Ainda não é tarde demais.

Subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Este é mais um perfil publicado na “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes da nossa ILC.

Nota: esta publicação foi autorizada pelo subscritor, que nos enviou, expressamente para o efeito, a respectiva nota biográfica, texto e fotografia.

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A ILC na CECC (Parlamento)

Estiveram presentes nesta audiência seis pessoas, todas elas subscritoras e apoiantes da ILC pela revogação da entrada em vigor do AO90:

Três deputados receberam esta delegação da ILC, em audiência presidida pelo Sr. Dr. Pedro Pimpão, representando a CECC.

Cada um dos subscritores da ILC teve a oportunidade de apresentar a sua perspectiva sobre o impacto extremamente negativo do AO90 e sobre a forma como todos nós, enquanto representantes da opinião generalizada da esmagadora maioria do povo português, continuaremos a lutar com denodo e persistência até que seja corrigido este erro colossal, pela revogação da entrada em vigor do AO90.

Aguardamos cópia do relatório desta audiência, a elaborar pela Comissão parlamentar, para que do dito possamos dar conhecimento público.

**Perfil de subscritor e apoiante a publicar em breve.

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