Teolinda Gersão subscreveu a ILC

Teolinda Gersão nasceu em Coimbra, estudou Germanística Romanística e Anglística nas Universidades de Coimbra, Tübingen e Berlim, foi Leitora de Português na Universidade Técnica de Berlim, assistente na Faculdade de Letras de Lisboa e depois de provas académicas professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa, onde ensinou Literatura Alemã e Literatura Comparada. A partir de 1995 passou a dedicar-se exclusivamente à literatura.

Além da permanência de três anos na Alemanha viveu dois anos em São Paulo, Brasil, e conheceu Moçambique, onde decorre o romance de 1997 A Árvore das Palavras.

Autora sobretudo de romances, publicou até agora duas novelas (Os Teclados e Os Anjos) e duas colectâneas de contos (Histórias de Ver e Andar e A Mulher que prendeu a Chuva).Três dos seus livros foram adaptados ao teatro e encenados em Portugal, Alemanha e Roménia.

Foi escritora-residente na Universidade de Berkeley em 2004.

O seu romance mais recente é A Cidade de Ulisses (2011).

Vive em Lisboa.

Subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Este é mais um perfil publicado na “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes da nossa ILC.

Nota: esta publicação foi autorizada pela subscritora, que nos indicou, expressamente para o efeito, a localização das respectivas nota biográfica e fotografia.

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Voluntariado (8)

Não sendo possível fazê-lo individualmente, aqui fica a 8.ª relação (ver as anteriores AQUI), à laia de homenagem ao esforço de todos e de cada um, de algumas das subscrições recolhidas por voluntários. Nesta relação – bem como nas anteriores – não se incluem, como é evidente, as de proveniência sob total anonimato de quem as recolheu e enviou. Caso tenha falhado alguma referência, é favor avisarem-nos por email.

Por questões de reserva de privacidade e de protecção da identidade, os nomes são referidos apenas pelas respectivas iniciais e localidade da recolha, indicando-se o total de assinaturas conseguidas por cada qual.


M.J.A.M., Coimbra, 54 (11+14+9+20)
D.C., Évora, 10
L.F., Moura, 13
I-L (firma), Porto, 20
C.A.B., Lisboa, 53
T. d’A. (firma), Porto, 15
A.P., Lund (Suécia), 8
M.J.B.S., Oeiras, 28
P.J.G., Cantanhede, 11
C.M.G, Roriz, 9
R.V., Coimbra, 10
A.S.T., Lisboa, 10
J.F., Aveiro, 17
A.T., Almada, 10
M.J.A., Lagos, 38
C.C., Aveiro, 10
A.S.T, Lisboa, 21
P.P., Amarante, 31 (14+10+7)
P.J.A., Carcavelos, 132
A.M.M., V. N. Famalicão, 18


Bravo!
A Língua Portuguesa agradece.

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Carta aberta aos governos de Angola e de Moçambique [por António de Macedo]

CARTA ABERTA AOS GOVERNOS DE ANGOLA E DE MOÇAMBIQUE

Sem menosprezo pelos restantes países da comunidade lusófona, dirijo-me especialmmente a Angola e a Moçambique porque foram os únicos países, até agora — que eu saiba —, cujos parlamentos (Assembleia Nacional de Angola e Assembleia da República de Moçambique) ainda não ratificaram o Acordo Ortográfico de 1990 (AO90).

Tive notícia que o conceituado escritor angolano José Eduardo Agualusa e o não menos conceituado escritor moçambicano Mia Couto decidiram aderir, recentemente, ao AO90. São decisões pessoais e sem dúvida respeitáveis que não me cabe comentar.

Em declarações proferidas em Braga, Agualusa teria dito que «o acordo não tem importância nenhuma, é irrelevante», porque «o que conta mais é o absurdo de haver duas ortografias» (Correio do Minho, 23 de Junho de 2012).

Por sua vez Mia Couto é favorável à ratificação do AO90 por parte de Moçambique porque «o país não podia ficar uma ilha e à margem da nova situação provocada pela vigência da ortografia aprovada pela maior parte dos países da CPLP» (Expresso, 8 de Junho de 2012).

Em que pese a estas intenções mais poéticas do que realistas, o duro facto é que o AO90 vem consagrar duas ortografias — pelo menos — bem diferenciadas: uma para Portugal e outra para o Brasil, com singular menoscabo pelas eventuais peculiaridades ortográficas dos restantes países da CPLP, que provavelmente terão de aderir ou a uma, ou a outra — a menos que surjam terceiras e quartas alternativas para os casos específicos de Angola, Moçambique, Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor…

Alinharei em seguida três grupos de palavras com a ortografia que lhes é consagrada, pelo AO90, quer para o Brasil, quer para Portugal:

No Brasil:

(1) objeto, exato, exceção, diretiva, adotar, ato, afetivo, atividade, ator, elétrico, direção, ótimo, seleção, coleção, etc.

(2) contato, fato, seção, prêmio, oxigênio, colônia, atômico, etc.

(3) acepção, abjecção, objectar, táctica, decepção, antisséptico, conjectura, anticonceptivo, insecto, retrospectiva, infectar, aspecto, perspectiva, recepção, percepção, receptivo, respectivo, etc.

Em Portugal:

(1) objeto, exato, exceção, diretiva, adotar, ato, afetivo, atividade, ator, elétrico, direção, ótimo, seleção, coleção, etc.

(2) contacto, facto, secção, prémio, oxigénio, colónia, atómico, etc.

(3) aceção, abjeção, objetar, tática, deceção, antissético, conjetura, anticoncetivo, inseto, retrospetiva, infetar, aspeto, perspetiva, receção, perceção, recetivo, respetivo, etc.

Chamo a atenção para as semelhanças e diferenças: são de facto dois modelos bastante distintos do AO90, a pensar exclusivamente no Brasil e em Portugal, como se mais nada existisse no espaço lusófono. Dois modelos perfeitamente enquadrados: um delineado para o Brasil, outro delineado para Portugal. E já nem discuto nem repiso a falácia da tão apregoada «uniformização» ortográfica.

Quando José Eduardo Agualusa (angolano) e Mia Couto (moçambicano) declaram a sua adesão ao AO90, será que sabem ao que é que estão a aderir? Ao modelo do AO90 para Portugal, ou ao modelo do AO90 para o Brasil?

Perante estes dois modelos vigentes do AO90 escusado será dizer que a atitude correcta seria a suspensão imediata do Acordo, atendendo aos «estrangulamentos» e «constrangimentos» denunciados na Declaração Final da VII Reunião dos Ministros da Educação da CPLP (30 de Março de 2012), na qual se reconhece a necessidade de se proceder a um «diagnóstico» relativo a esses mesmos constrangimentos e estrangulamentos inevitáveis na aplicação do AO90.

Em consequência, dirijo-me publicamente aos governantes de Angola e de Moçambique, e especialmente a estes dois pelas razões já invocadas, porque, caso venham a ratificar o AO90, vão ter de optar necessariamente por um dos dois modelos atrás referidos, com especial atenção às soluções que terão de encontrar na delicada área do ensino, a menos que se decidam por alguma forma de modelo misto, adequado a cada um dos países lusófonos, o que sem dúvida acarretaria mais confusos males do que bens.

Pergunto por que se não aproveita, mui sensata e simplesmente, a porta deixada aberta pelos próprios Ministros da Educação de todos os países da CPLP, e se suspende o Acordo até que os estudos do diagnóstico proposto estejam concluídos, deliberando-se então em conformidade?

António de Macedo

 

[Carta enviada pelo autor à ILC, por email, com autorização de publicação.]

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Carta ao M.E.C. [por Fernando Paulo Baptista]

Enviei a sua Excelência o Ministro da Educação e Ciência, Prof. Doutor Nuno Crato, a seguinte mensagem:

Senhor Ministro da Educação e Ciência,
Excelência:

Caro Prof. Doutor Nuno Crato,

Permita-me que comece por invocar e subscrever aquele que bem pode ser o “lema programático“ (orientador e condutor de toda a acção educativa e formativa, profiláctica e impeditiva…) inscrito na primeira página do seu e-Portal: «A maior dívida que um país pode gerar é a perpetuação da ignorância».

É inspirado neste pensamento que sinto o imperativo cidadão de lhe dever proporcionar, como expressão de sincera estima e respeito académico e intelectual (cuja origem remonta a um inesquecível diálogo/debate ocorrido há anos numa livraria de Viseu…), o seguinte contributo de fundo filológico e epistemológico, pedindo-lhe para que dele sejam retiradas as inerentes e coerentes consequências ético-pedagógicas, considerando que «o Acordo 0rtográfico que está a ser implantado no nosso sistema educativo tem, como tento demonstrar fundamentadamente, devastadoras implicações na aprendizagem das linguagens especializadas (científicas e sapienciais). Em jeito de preambular amostragem, transcrevo, desse meu contributo (que segue, na íntegra, anexado em versão pdf), o seguinte andamento discursivo assinalado a cor azul, pelo facto de o Professor Nuno Crato ser um distinto Académico que conhece, como poucos, o que significa a formação científica e cultural, proporcionada pelas melhores Universidades Americanas.

Na medida em que a História a todos nos julgará por actos e por omissões, fico a aguardar, cheio de esperança, formulando os votos das maiores venturas pessoais e governativas e afirmando a minha inteira disponibilidade para colaborar graciosamente com o Ministro no que for considerado útil para a construção, a partir do presente, de um futuro em que a “dívida da perpetuação da ignorância” seja afastada do horizonte do nosso querido Portugal:

Fernando Paulo Baptista

Contactos:

Fernando Paulo do Carmo Baptista

Inspector jubilado do Ministério da Educação de Portugal
Investigador convidado do Centro de Investigação em Educação
[CIEd] da Universidade do Minho,
Investigador da Associação Piaget Internacional [AsPI],
Consultor editorial da revista da Organização Mundial da Saúde
[«WHO – Bulletin»]
Membro do “Editorial Board” e colaborador
das seguintes revistas inter-universitárias:
– «The Journal of the Indiana Academy of the Social Sciences»
do Estado de Indiana – USA (cf.: http://www.iass1.org);
– «The interdisciplinaryjournal of Portuguese diaspora studies»
(IJPDS] (cf.: http://portuguese-diaspora-studies.com)
Membro honorário do Movimento Internacional
da Tele-medicina / Tele-saúde

Rua do Belo Horizonte, lote 6-B
3500-612 VISEU PORTUGAL
e-mail: fpbaptista@sapo.pt

Princípios epistemológico-linguísticos (e também metodológicos…) orientadores da missão consciencializadora para as gravíssimas consequências decorrentes da sinistra “guilhotina” liquidatária, esfingicamente instalada e escondida na Base IV do novo acordo ortográfico / 1990

O empenhamento nesta missão consciencializadora das gravíssimas consequências iliterácicas, a nível científico e cultural, que decorrem da aplicação da Base IV do actual acordo ortográfico, radicam na assunção dos seguintes princípios:

1º. Não há produção nem comunicação do conhecimento científico e dos conteúdos sófico-epistémicos e sapienciais que integram a noosfera, fora das potencialidades sémio-discursivas proporcionadas pelo binómio “linguagem verbal língua(s)”, o mesmo será dizer, pela “palavra”.

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«À imprensa nacional que se respeita!» [por Maria José Abranches]

Ex.mos Senhores Directores das publicações:

Público, Correio da Manhã, Jornal i, Sol, Jornal de Negócios, Revista Sábado, O Diabo, Gazeta da Beira, Jornal da Região

Sou visceralmente contra o Acordo Ortográfico de 1990, porque o conheço e repetidamente analisei, desde que foi publicado no Diário da República (23-8-1991), e porque tenho lido e ouvido muito do que sobre ele se publicou e disse, a favor e contra, desde então. Também sobre ele me tenho publicamente pronunciado em diversas ocasiões, numa luta que encetei em Abril de 2008. Os meus textos, alguns publicados na imprensa, encontram-se quase todos no meu nome (Maria José Abranches), no sítio da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico (https://ilcao.com/), que subscrevi e a que activamente aderi, assim que dela tive conhecimento por uma notícia do jornal “Público”.

Porque as publicações que V.ªs Exc.ªs dirigem se respeitam e nos respeitam, ao respeitarem a língua de Portugal, permito-me chamar a V.ª atenção para o meu último texto, “A Herança”, publicado no sítio acima referido em 10 de Junho último, pois ouso acreditar que o empenho e cuidado com que me documentei para o escrever poderão contribuir para uma visão mais global do muito que, para nós portugueses, está neste momento em causa (https://ilcao.com/?p=6272#comments).

Aproveito ainda a ocasião para formular algumas perguntas cuja resposta nos deveria interessar a todos, cabendo à comunicação social um papel determinante no sentido de forçar os políticos a definir-se, quebrando os “tabus” que estes, com maior ou menor subtileza, nos querem impor:

– Como se explica que, tendo havido tantas eleições desde 1990, o AO90 nunca tenha sido publicamente discutido no âmbito das campanhas eleitorais? Esta pergunta é ainda mais pertinente no que toca às últimas eleições, a partir de 2009: legislativas, autárquicas, presidenciais e de novo legislativas.

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