FALAR BRASILEIRO
DE NOVO, O MERCADO DAS LÍNGUASJá escrevi por aqui que o Brasil, como Estado, não investe na propagação do português brasileiro no mundo. Estive há pouco tempo na Colômbia e pude ver concretamente essa falta de política linguística que, é claro, constitui uma politica linguística. O Ibraco (Instituto Cultural Brasil-Colômbia) tem nada menos do que 5.000 estudantes, na grande maioria universitários desejosos de prosseguir uma carreira acadêmica nas nossas instituições de ensino superior. Diante desses números, qualquer governo inteligente trataria de patrocinar a formação de tantos futuros profissionais. Esse patrocínio teria de se traduzir na dotação de verbas importantes para os muitos centros de ensino do português brasileiro no exterior, sobretudo na América Latina: construção de prédios próprios, formação continuada das professoras e dos professores, bolsas de estudo para os melhores estudantes, envio de docentes brasileiros bem formados para os centros culturais no exterior, incentivo a eventos culturais (exposições de artes, concertos musicais, mostra de cinema etc.). Quanto disso tem sido feito pelo governo brasileiro? Praticamente nada.
Uma das principais críticas que se tem feito ao governo de Dilma Rousseff em comparação ao de Lula é o fechamento do Brasil para o resto do mundo. Lula, como importante personagem da política mundial, fez o Brasil se abrir, expandiu a rede das relações internacionais do país, fez o mundo falar da gente. No governo Dilma, essa rede foi recolhida, o Brasil tem se fechado sobre si mesmo, como se a relação com o mundo não tivesse a importância que tem. E as questões de política linguística vão a reboque desse isolamento.
A França tem um Ministério da Francofonia, cujo “braço armado” é a Aliança Francesa. A Grã-Bretanha tem o British Council, com filiais em todo o mundo. A Espanha aciona seu Instituto Cervantes, e até mesmo Portugal, longe de ser um país rico, principalmente nos dias que correm, tem seu Instituto Camões. Houve uma tentativa de se criar o Instituto Machado de Assis, mas disputas incompreensíveis entre o Ministério da Educação e o Itamaraty (como se não fossem ambos organismos de um mesmo governo) frustraram o projeto.
Jun 08 2013
«Falar Brasileiro» [Marcos Bagno, revista “Caros Amigos” (Brasil), Abril 2013]
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Jun 07 2013
Audição de Isabel Pires de Lima [GT AO90, 06.06.13]
Depoimento da Doutora Isabel Pires de Lima, ex-Ministra da Cultura, ex-Deputada, professora catedrática da FLUP, em audição no Grupo de Trabalho parlamentar sobre o AO90, no dia 06.06.13.
Vídeo produzido por ARTV, Canal Parlamento, alojado no endereço
http://srvvideo2.parlamento.pt/videos-canal/XII/SL2/02_com/08_cecc/20130606cecc.wmv
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Jun 07 2013
OpenCart em Português (Pt-Pt) [um trabalho de Jorge Lavinha]
Tradução OpenCart v1.5.5.1
OpenCart é um sistema de E-Commerce Open Source desenvolvido principalmente na linguagem PHP licenciado nos termos da GNU General Public License, é uma solução gratuita, de código aberto para publicação e gestão de loja virtual, focado na facilidade de instalação e utilização.
Para todos os que gostam e apreciam bom Português podem descarregar o pacote de tradução do OpenCart v1.5.5.1 pt_PT.
[Transcrição literal. Botão para “download” do programa na página citada.]
Um trabalho de Artur Jorge Lavinha, activista da ILC AO90.
[Ver outros programas em Português-padrão (e também correctores ortográficos) AQUI.]
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Jun 04 2013
«O aborto ortográfico» [João Pereira Coutinho, “Folha de S. Paulo”, 04.06.13]
O acordo ortográfico é conhecido em Portugal como o aborto ortográfico. Difícil discordar dos meus compatriotas. Basta olhar em volta. Imprensa. Televisões. Documentos oficiais. Correspondência privada.
Antes do acordo, havia um razoável consenso sobre a forma de escrever português. Depois do acordo, surgiram três “escolas” de pensamento.
Existem aqueles que respeitam o novo acordo. Existem aqueles que não respeitam o novo acordo e permanecem fiéis à antiga ortografia.
E depois existem aqueles que estão de acordo com o acordo e em desacordo com o acordo, escrevendo a mesma palavra de duas formas distintas, consoante o estado de espírito –e às vezes na mesma página.
Disse três “escolas”? Peço desculpa. Pensando melhor, existem quatro. Nos últimos tempos, tenho notado que também existem portugueses que escrevem de acordo com um acordo imaginário, que obviamente só existe na cabeça deles.
Felizmente, não estou sozinho nestas observações: Pedro Correia acaba de publicar em Portugal “Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico” (Guerra & Paz, 159 págs). Atenção, editores brasileiros: o livro é imperdível.
E é imperdível porque Pedro Correia narra, com estilo intocável e humor que baste, como foi possível parir semelhante aberração.
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Jun 04 2013
«Os Tribunais e o AO90» [Expresso, 04.06.13]
Os Tribunais e o Acordo Ortográfico
Adelina Barradas de Oliveira | 12:32 Terça, 4 de Junho de 2013
“A observância do novo acordo ortográfico tem suscitado polémica em vários sectores da sociedade.
A matéria estende-se igualmente ao mundo do judiciário, no qual há juízes, procuradores e advogados que já adoptaram as novas regras, mas outros subsistem em manter-se nas anteriores.
Independentemente dos argumentos a favor ou contra o novo acordo, importa esclarecer que o mesmo só entra plenamente em vigor na ordem jurídica portuguesa a partir de 1 de Janeiro de 2016.
Actualmente, verifica-se apenas um período de transição que decorre desde 13 de Maio de 2009 até 31 de Dezembro de 2015, conforme estabelece a Resolução da Assembleia da República, n.º 35/2008.
Durante este período de transição, o Governo através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, de 25 de Janeiro, impôs a observância do novo acordo ortográfico para a Administração Pública (organismos e entidades tutelados pelo Governo).
Contudo, quer os demais órgãos de soberania (Tribunais incluídos), que não se encontram sob a tutela orgânica e funcional do Governo, quer as demais entidades privadas e cidadãos, não estão vinculados àquela Resolução, que apenas tem natureza obrigatória para os citados organismos tutelados pelo Governo.
Só a partir de 1 de Janeiro de 2016, se não houver entretanto qualquer alteração legislativa, todos os órgãos do Estado (Tribunais incluídos), bem como todas as entidades privadas e os cidadãos ficarão obrigadas a adaptar a grafia para o novo acordo.”
Joel Timóteo Ramos Pereira
( Juiz de Direito)
[Transcrição integral de artigo publicado em 04.06.13 no “site” do semanário Expresso (reproduzindo “post” do “blog” ‘Ré Em Causa Própria‘). “Links” e destaques inseridos por nós.]
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