Cato “cato”, catas “catos” e um “autorretrato” com “diaframa”

cato_catos«Caixa cato – Se deixa morrer todas as plantas que tem em casa, até os catos, a H&M tem a solução»
jornal online “Observador“


Continue reading

Share

Link permanente para este artigo: https://ilcao.com/2015/05/16/cato-cato-catas-catos-e-um-autorretrato-com-diaframa/

«O abastardamento de uma Língua» [Miguel Sousa Tavares, “SICN”, 13.05.15]

Nesta brevíssima intervenção, num dos serviços noticiosos da SICN do passado dia 13, Miguel Sousa Tavares chama os bois (acordistas) pelos nomes. Sem nunca os referir expressamente, é claro, mas todos nós sabemos quem são os ungulados. E o que estão a tentar fazer.

«É um dia muito deprimente, como são todos os dias em que vemos a estupidez impor pela força o que não consegue impor pela razão. Mas é também um dia de traição à pátria. Porque a nossa Língua é a nossa pátria, como explicou o Pessoa, e ao que hoje assistimos (se é que o “acordo” entra hoje em vigor ou não, completamente), ao que hoje assistimos é o abastardamento de uma Língua que trabalhámos durante oito séculos, que é instrumento de trabalho para muitos portugueses, que é meio de comunicação entre muitas comunidades portuguesas e que, pela vontade de uns quantos loucos, pela arrogância de uns quantos se impôs a todos eles.»
Miguel Sousa Tavares

Nota: a publicidade é inserida no vídeo automaticamente a partir da origem, ou seja, pelo canal de TV “SIC Notícias“.

Share

Link permanente para este artigo: https://ilcao.com/2015/05/16/o-abastardamento-de-uma-lingua-miguel-sousa-tavares-sicn-13-05-15/

«Os apátridas da língua que nos governam» [Pacheco Pereira, “Público”, 16.05.15]

Publico-20150516

À memória do Vasco Graça Moura

Não sei se são válidos ou não os argumentos jurídicos que discutem a data da aplicação efectiva do Acordo Ortográfico [AO], se nestes dias, ou em 2016. Isso não me interessa em particular, a não ser para registar a pressa suspeita em o aplicar contra tudo e contra todos. Mas uma coisa eu sei ao certo: é que o desprezo concreto do bem que ele pretende regular, a língua portuguesa, é evidente nessa mistura sinistra de inércia, indiferença e imposição burocrática com que se pretende obrigar os portugueses a escrever de uma forma cada vez mais abastardada.

Na sua intenção original, o Acordo pretendia ser um acto de política externa, uma forma de manter algum controlo sobre o português escrito pelo mundo todo, como forma de garantir uma réstia de influência portuguesa num conjunto de países que, cada vez mais, se afastam da centralidade portuguesa, em particular o Brasil. Se é um “acordo” é suposto que seja com alguém. No entanto, desse ponto de vista, o AO é um grande falhanço diplomático, visto que está neste momento em vigor apenas em Portugal, com promessas do Brasil e Cabo Verde, esquecimento em Moçambique, Guiné Bissau, S. Tomé e Timor-Leste, e recusa activa em Angola. Nalguns casos há protelamentos sucessivos, implementações adiadas e uma geral indiferença e má vontade. Para além disso, nenhuma implementação do AO, vagamente parecida com a pressão burocrática que tem sido feita em Portugal, existe em nenhum país, a começar por aquele que parecia ser o seu principal beneficiado, o Brasil. Ratificado ele foi, aplicado, não.

Mas com o mal ou a sorte (mais a sorte que o mal) dos outros podemos nós bem, mas ele revela o absurdo do zelo português num AO falhado e que nos isolará ainda mais. Onde os estragos serão mais significativos é em Portugal, para os portugueses, e para a sua língua. É que o Acordo Ortográfico não é matéria científica de linguistas nem, do meu ponto de vista, deve ser discutido nessa base, porque se trata de um acto cultural que não é técnico, e como acto cultural em que o Estado participa, é um acto político e as suas consequências são identitárias. Não me parece aliás que colha o historicismo habitual, como o daqueles que lembram que farmácia já se escreveu “pharmácia”, porque as circunstâncias políticas e nacionais da actualidade estão muito longe de ser comparáveis com as dos Acordos anteriores.

Continue reading

Share

Link permanente para este artigo: https://ilcao.com/2015/05/16/os-apatridas-da-lingua-que-nos-governam-pacheco-pereira-publico-16-5-15/

Alto! Polícia ortográfica!

GNR_AO_FB

Imagem publicada na página “Os Conselhos do Dr. Gland Broschfreuden” (Facebook).

 

Share

Link permanente para este artigo: https://ilcao.com/2015/05/16/alto-policia-ortografica/

O mágico Luis de Matos, um activista de sempre na luta contra o AO90

Luis de Matos mantém-se firme na luta contra o AO90. Num “post” de hoje, 15.05.15 (às 0:30 h), na rede social Facebook, cita um texto que publicou em 2011 no seu “site” e que se mantém absolutamente actual.

LuisdematosFB150515

 

luisdematos_logoUma ILC é uma figura prevista no regulamento da Assembleia da República mediante a qual um grupo de cidadãos pode submeter um Projecto de Lei à votação em plenário. Por outro lado, AO é, para alguns, a sigla pela qual se conhece o “Acordo Ortográfico” e, para outros, as iniciais de adjectivos como “Anormal” e “Obtuso”, que bem descrevem o referido e suposto acordo.

Na história do nosso país, nunca nenhum grupo de cidadãos alheios a quaisquer partidos, organizações, ordens ou tendências políticas, fez uso da prerrogativa legislativa a que tem direito. No caso presente, esta ILC visa revogar a resolução que implementa o Acordo Ortográfico em Portugal. A suspensão do AO pretende criar condições para que efectivamente se averigúe a necessidade de um acordo ou, no mínimo, para que se corrijam as graves deficiências que unanimemente se lhe reconhecem.

Continue reading

Share

Link permanente para este artigo: https://ilcao.com/2015/05/15/o-magico-luis-de-matos-um-activista-de-sempre-na-luta-contra-o-ao90/