Não queremos o Acordo Ortográfico!

Não queremos e podemos!

A página da causa, aqui no FB, já conta com mais de 1.200 apoiantes e continua a crescer, a cada hora que passa.

Entretanto a petição online (link) já ultrapassou os 100.000 subscritores, facto para o qual chamou Vasco Graça Moura mais uma vez a atenção, em crónica publicada no Diário de Notícias (link).

Apesar de ainda numa fase embrionária, pelo menos em termos de difusão a nível nacional, já todos nos apercebemos de que o Facebook é uma poderosa ferramenta de mobilização, como se confere e vê pela vertiginosa adesão à nossa causa – que é bem real, ainda que expressa por meios virtuais.

Além de servir para dar conta aos subscritores da causa do seu andamento e actualizações, esta mensagem serve também como apelo para que não parem de angariar novas adesões; mais uns quantos convites directos deverão bastar para manter, se não mesmo aumentar, esta corrente que se pretende imparável.

Para todos vós, aqueles que não desistem de lutar por uma causa que muitos davam por perdida, vai uma saudação especial, reconhecida, emocionada até.

O Português correcto agradece.

(JPG)

Esta foi a mensagem que acabei de enviar a todos os subscritores da causa FB “Não queremos o Acordo Ortográfico!”.

A causa fundamenta-se numa frase simples:

“O Português levou 8 séculos a construir, não será por decreto que o irão destruir.”

A causa apoia-se em três posições ainda mais simples:

1. Contra a entrada em vigor do AO, nem em 2010 nem em 2100.
2. Contra a traição à Pátria (a Língua Portuguesa) que o AO representa.
3. Contra a colonização cultural (e económica) brasileira.

Não há nada que hesitar quando se trata de defender as nossas convicções mais profundas. Não há nada a temer quando aquilo que está em causa é o que de mais fundamental nos define, enquanto povo e enquanto nação. Não há nada que recuar perante coisa alguma, por mais solidamente inexpugnável que essa coisa pareça, porque a vontade é sempre mais forte, mais espessa e mais alta do que a mais gigantesca das paredes.

E ainda não está tudo irremediavelmente perdido. E ainda é possível remediar a monumental asneira que uma irrisória minoria pretende impor à maioria dos portugueses, aqueles que pensam pela própria cabeça.

Ainda é tempo, porque o tempo ainda não acabou.

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Certidão de óbito em vivo

Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009
Lusofonia: Acordo Ortográfico entrará em vigor a 1 de Janeiro de 2010 em Portugal

O ministro da Cultura, quer que o Acordo Ortográfico, “o mais tardar em 1 de Janeiro de 2010”, seja aplicado “a nível oficial e em todos os meios de comunicação social”. Em entrevista à Lusa, Pinto Ribeiro reafirmou a importância do Acordo Ortográfico para a estratégia que o seu ministério pretende implementar. Reconhecendo a importância da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o ministro quer “assegurar que, concertadamente com os outros países, se avance no processo de ratificação do último adicional do Acordo Ortográfico, para conseguirmos ter uma escrita unitária do português”. Ainda segundo o ministro, “há muitos sítios onde as autoridades se recusam a ensinar português porque não sabem se o hão-de fazer na versão escrita brasileira ou europeia. Ora, “tudo isso fica resolvido através do acordo ortográfico”, acredita. Assim, uma arma fundamental é a produção de um corrector de texto, aplicável a várias plataformas informáticas, que integra as novas regras da escrita em Português e que, segundo Pinto Ribeiro, deverá estar disponível até ao final deste mês. O ministro pretende ver o português como “língua de trabalho em todas as organizações internacionais”. Neste sentido, “estamos, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), a reformular o Instituto Camões para que seja desenvolvido este trabalho de expansão da língua” e que passará pela digitalização de conteúdos. “Com o apoio da Comissão Europeia, estamos a trabalhar nesse sentido, como também estamos a traduzir autores portugueses para outras línguas”, refere. Quanto aos críticos do Acordo Ortográfico, o ministro entende que “todas as pessoas são livres de escrever como quiserem”. Mas pretende que “integrem a nova forma” e, por ele, “quanto mais cedo melhor”. Não deixa, no entanto, de deixar uma palavra aos que “trabalham com a língua quotidianamente – os grandes escritores, os poetas”.
Estes poderão escrever português como entenderem. Apesar do acordo ortográfico ter criado divisões entre artistas e escritores Portugueses, o Movimento Pensar Real ~ Pensar Portugal, congratula-se que o Ministério da Cultura, se empenhe na urgente reunião de esforços com a Comissão Europeia: na tradução de Obras de autores Portugueses em outras línguas.

http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=385225&visual=26&tema=5
Publicada por Ricardo D’Abranches em 7:36

http://real-abranches.blogspot.com/2009/01/lusofonia-acordo-ortografico-entrara-em.html

Recebido por e-mail.

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Honrar a camisola

Desacordo Ortográfico
desacordo.wikidot.com

Imagem de yellowfruit.spreadshirt.net.
Estas “camisolas” estão à venda online.

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Wikidot: uma aldeia virtual à séria

desacordo.wikidot.com
Procurava-se uma plataforma independente, de preferência grátis, que incluísse Fórum e “upload” de ficheiros, com um espaço para alojamento razoável e mais uns quantos requisitos, nomeadamente a nível de segurança.

A Wikidot é tudo isso, com 300 Mb de alojamento (realmente) gratuito, sem truques nem alçapões.

É nesta plataforma inovadora que estamos a construir um novo site, no endereço http://desacordo.wikidot.com.

Trata-se de uma espécie de aldeia virtual onde, parafraseando Goscinny, moram os últimos irredutíveis Lusitanos que resistem sempre e sempre ao invasor, quando toda a Lusitânia ameaça ser ocupada pelos matarruanos pró Acordo Ortográfico. E prometemos não tornar nada fácil a vida dos matarruanos que cercam a nossa aldeia nos campos fortificados de Traidorum, Paleiorum e Imbecilorum.

A nossa poção mágica é a Língua Portuguesa, a genuína (bem, com um bocadinho de alecrim), e por isso nos sentimos invencíveis, sempre com imensas ganas de dar pancada nos matarruanos acordistas, esses tontinhos.

“Tudo sobre, todos contra” (o maldito A.O.) é o lema, e se calhar não é preciso dizer mais nada.

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O porteiro ortográfico

A notícia é de hoje e tem este título: “Brasil vai ser o primeiro a aplicar o acordo ortográfico”. Na fotografia, vê-se Lula da Silva assinando, de casaco abotoado e com os óculos no bolso, algo que parece ser um papel. O curioso, além do copo de água que acompanha a suposta assinatura, é o facto de o Presidente brasileiro ter sido “flagrado” enquanto assinava o cabeçalho do tal papel.

Mas enfim, isso agora não interessa nada. Se o inenarrável site do Diário de Notícias não fosse a desgraceira pegada que é, bastaria fazer recorta&cola; assim, nada feito, há que transcrever e descrever.

Transcrevamos, pois.

Lá a notícia da assinatura propriamente dita é o mesmo, também não interessa para nada, mas há uma colateral que merece atenção. Verdadeiro documento. Um mimo.

Wikipedia muda

Esta promulgação do acordo ortográfico pelo Governo brasileiro levou a Wikipedia, uma enciclopédia de consulta livre pela Internet, a adoptar as novas regras já a partir de Janeiro de 2009. A principal intenção é reduzir as diferenças entre os dois países, disse à agência Lusa Manuel de Sousa, relações públicas da Wikipedia lusófona.

“Reduzir as diferenças ortográficas entre Portugal e o Brasil é uma forma de trazer mais paz à Wikipedia e concentrar mais esforços nos aspectos que são mais importantes, como a elaboração de mais artigos, a melhoria dos artigos existentes e não essas questões formais”, sublinhou. [Foi ele quem sublinhou estas patacoadas todas, eu cá apenas sublinhei, pacificamente, a palavra “paz”. N.d.A.]

A implementação das novas regras será feita em duas fases. “A partir de 1 de Outubro, as normas do acordo ortográfico passam a ser aceites. A partir de 1 de Janeiro do próximo ano, as normas do acordo ortográfico de 1990 passam a ser preferenciais em todas as páginas oficiais da Wikipedia em Língua Portuguesa passam a ser escritas” [sic, N.d.A.], explicou Manuel de Sousa.

DN de hoje, 01.10.08 (sem link porque não há lá disso)

Tentando manter a calma. O melhor, nestes casos, é contar até 100. Ahrhum. Um… dois… três… quatro… cinco… seis… sete…

Mas o que vem a ser isto? Mas quem é este caramelo?

… trinta e oito… trinta e nove… quarenta…

Será mesmo que tem havido guerra na Wikipedia, por causa da ortografia, e eu é que não dei por nada?

… sessenta e seis… sessenta e sete… sessenta e oito… sessenta e nove…

“Preferencial”? O que raio é “preferencial”? Vai haver filtragem ortográfica? A partir de não sei das quantas, aquilo tem porteiro linguístico, olhe, faz favor, o senhor tem cartão de cliente? Ah, pois, é que se não, tenha paciência, aqui o estabelecimento é só para quem tem cartão. Há uma tasca ali à esquina, se quiser.

… noventa e cinco… noventa e seis… noventa e sete… novent…

Mas isto é uma declaração formal de discriminação! A partir de agora, quem se recusar a escrever em “brasileirês”, é escorraçado da Wikipedia! É proscrito! Porra, é tratado como pura merda, como se estivesse à porta de uma discoteca, a discutir com um qualquer porteiro tão imbecil ou ainda mais atrasado mental do que é costume.

Mas como se atreve o gajo? Mas quem é o gajo, raios? Será avariado da pinha? Terá sido gralha do jornal? Pode lá ser! Ai eu já não posso escrever na Wikipedia? Ai é? Queria ver isso, ó caramelo, estás a ouvir?

… cento e doze… cento e treze… cento e catorze… cento e quinze…

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