Conferência de Vasco Graça Moura (CNC, 30.06.11)

Conferência de Vasco Graça Moura na Galeria Fernando Pessoa (Centro Nacional de Cultura), em 30 de Junho de 2011, sobre o “acordo ortográfico”.

“Playlist” dos videoclips já aqui publicados. Esta sequência fica definitivamente na página “Vídeo”.

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Vasco Graça Moura – CNC, Lisboa, 30.06.11 (6)

Conferência proferida por Vasco Graça Moura a respeito do “acordo ortográfico”, em 30 de Junho de 2011, na Galeria Fernando Pessoa (do Centro Nacional de Cultura), em Lisboa.

Nesta parte da gravação uma estrangeira (italiana?) interroga-se, aliás brilhantemente, sobre o futuro da Língua Portuguesa como “língua segunda” ou, de modo geral, para todas aquelas pessoas que, não sendo nem portuguesas nem dos PALOP nem brasileiras, usam, trabalham ou simplesmente amam o Português-padrão como ele é.

Gravação vídeo por José Ferrão.

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Vasco Graça Moura – CNC, Lisboa, 30.06.11 (5)

Conferência proferida por Vasco Graça Moura a respeito do “acordo ortográfico”, em 30 de Junho de 2011, na Galeria Fernando Pessoa (do Centro Nacional de Cultura), em Lisboa.

Esta parte da gravação contém alguns (outros) trechos da dissertação do orador sobre o “acordo ortográfico” (im)propriamente dito.

Gravação vídeo por José Ferrão.

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Vasco Graça Moura – CNC, Lisboa, 30.06.11 (4)

Conferência proferida por Vasco Graça Moura a respeito do “acordo ortográfico”, em 30 de Junho de 2011, na Galeria Fernando Pessoa (do Centro Nacional de Cultura), em Lisboa.

Nesta parte da gravação alguém questiona sobre o impacto do AO90 no Ensino. Graça Moura responde a essa e a outras perguntas anteriores da assistência.

Gravação vídeo por José Ferrão.

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«Quanto custa, alguém explica?» [Público, editorial]

O preço de um atentado clandestino

O Acordo Ortográfico mexe na nossa identidade e nos nossos bolsos. Quanto custa, alguém é capaz de explicar?

Em 2010, o PSD divulgou um documento intitulado Cortar na Despesa, onde, feita a síntese de 15 mil propostas inscritas no seu site com o objectivo de diminuir as despesas do Estado, incluía esta frase (pág. 16): “Outra proposta relevante foi a rejeição do Acordo Ortográfico, de modo a evitar os custos que a sua aplicação imporá ao sector editorial.”

Custos? Que custos? Na verdade ninguém sabe nem, pelos vistos, quer saber. Quando se pergunta, a resposta é: não há estudos. Ou seja, Portugal, o país onde se encomendam estudos por tudo e por nada, não foi capaz de, ate hoje, pedir um estudo credível sobre o assunto. Mesmo com a crise, mesmo com a troika, mesmo com as tais poupanças que o PSD encomendou e que, agora no poder, repensa…

O mais curioso é que não faltam no Governo antigos opositores do AO 90, agora amarrados a uma decisão que parece inabalável, porque escrita no seu próprio programa (pág. 122): “O Governo acompanhará a adopção do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa garantindo que a sua crescente universalização constitua uma oportunidade para colocar a Língua no centro da agenda política, tanto interna como externamente.”

Vem tarde. Externamente, a língua portuguesa já foi reduzida a zero no infame caso das patentes, quando o então governo Sócrates assinou um decreto de adesão ao acordo de Londres, fazendo substituir, quase na totalidade, o português pelo inglês na validação em Portugal do registo europeu de patentes. Por ser hermético para a maioria, passou. José Ribeiro e Castro chamou-lhe, neste jornal, “um atentado clandestino contra a Língua Portuguesa”.

Pois bem: o AO 90 é, também ele, desde há muito, um atentado quase clandestino a que a maioria volta costas por julgar que se trata apenas de mexer numas letras. Não é. O AO 90 mexe na nossa identidade. E nos nossos bolsos.

Quanto custa, alguém explica?

[Transcrição integral (da parte que diz respeito ao AO90) do Editorial do jornal Público de 20.07.11. (texto online disponível só para assinantes do jornal)]]

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