FAQ

26. «O “acordo ortográfico” está em vigor e já não há nada a fazer quanto a isso.» Isto é verdade? Afinal para que serve esta ILC?

Não, não é verdade. De todo. É verdade que o AO90 está em vigor mas não é verdade que não haja nada a fazer quanto a isso. A nossa ILC, se aprovada no Parlamento, servirá precisamente para revogar a dita entrada em vigor do “acordo”. Não existe nenhuma lei que não possa ser alterada, anulada ou revogada.

[Da página de perguntas frequentes (“FAQ”).]

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Miguel Graça Moura subscreveu a ILC

Miguel Graça Moura

Natural do Porto (1947), diplomou-se com os cursos superiores de Piano (1975) e de Composição (1981) no Conservatório de Música do Porto, e tornou-se professor de Composição neste Conservatório (1976-81). Paralelamente, cursou Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes do Porto (1974).

Foi autor e apresentador da série televisiva Pauta Livre (RTP, 1975-76).

Como compositor, estreou uma vintena de obras em Portugal e no estrangeiro, entre elas Mémoires para orquestra de cordas e o octeto Nada Se Sabe, Tudo Se Imagina sobre fragmentos de poesia de Fernando Pessoa, ambas encomendadas pelo Festival Internacional de Música Contemporânea “Musica” de Estrasburgo (1982 e 1984, respectivamente), e ainda Interrogations para piano, premiada no Festival de Nápoles “Novecento Musicale Europeo” (1986).

Foi assessor do ministro da Educação Roberto Carneiro (1987-91), tendo chefiado a comissão que então elaborou a primeira reforma do ensino artístico em Portugal pós-74.

Bolseiro do Ministério da Cultura, da Fundação Gulbenkian e do Governo Francês, estudou em Estrasburgo, Paris e Reims Direcção de Orquestra com Jean-Sébastien Béreau e Análise Musical com René Schmidt, tendo concluído ambos estes cursos (1984) com a classificação máxima (“premier prix”).

Foi Director Musical do Grupo “Música Viva” (1975-80), da Orquestra Universitária de Estrasburgo (1982-84), da Orquestra Sinfónica Universitária de Grenoble (1984-86), da Orquestra de Câmara “La Folia” (1987-92), da Orquestra Portuguesa da Juventude (1987-94) e da Orquestra Metropolitana de Lisboa (1992-2003), de que foi também fundador, tal como da Academia Nacional Superior de Orquestra, da Escola Metropolitana de Música de Lisboa, do Conservatório Metropolitano de Música de Lisboa e da Academia Metropolitana de Amadores de Música, todas integradas num modelo inovador e eficaz de gestão educativa e cultural (a Associação Música – Educação e Cultura).

Dirigiu quase todas as orquestras portuguesas e várias estrangeiras (nos seguintes países: Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Bulgária, Canadá, Cazaquistão, China, Coreia do Sul, Costa Rica, Cuba, Egipto, Eslováquia, Escócia, Estados Unidos, Filipinas, França, Hungria, Inglaterra, Itália, Japão, Macau, México, República Checa, República Dominicana, Roménia, Rússia, Singapura, Suécia, Suíça, Taiwan e Turquia).

Dirigiu solistas famosos como Maria João Pires, Augustin Dumay, Tatiana Nicolaeva, Pedro Burmester, Artur Pizarro, António Rosado, Gerardo Ribeiro, Ana Bela Chaves, Paulo Gaio Lima, Adylia Alieva, Lee-Chin Siow e muitos outros.

Membro, desde 2003, do júri do Concurso Internacional “Prokofiev” de Maestros de S. Petersburgo (Rússia).

Gravou uma vintena de discos, para as editoras EMI Classics, Philips Classics e RCA Classics, à frente das orquestras La Folia, Metropolitana de Lisboa, Sinfónica da Rádio de Berlim, Sinfónica da Rádio de Hannover e Sinfónica da Rádio Nacional Búlgara (Sófia).

Sobre o “acordo ortográfico”, o Maestro Miguel Graça Moura deixou a sua opinião expressa num comentário aqui mesmo, no site da ILC:

«Além de ilógico, com muitas irracionalidades e conduzindo a óbvias confusões, o Acordo Ortográfico parte de um pressuposto errado: o português de Portugal de o do Brasil são a mesma língua. (Já) não são. Todas as editoras o sabem, e os livros brasileiros têm de ser “vertidos” ou “adaptados” para português, e vice-versa. Por isso este acordo é estúpido e contraproducente: só servirá para ajudar as editoras brasileiras a tentarem “colonizar” linguisticamente Portugal.»

O Maestro Miguel Graça Moura subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Nota: esta publicação foi autorizada pelo subscritor, que nos enviou, para efeito, a respectiva nota biográfica.

[Foto copiada do blog Portuguese Music.]

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A iniciativa dos cidadãos

No Facebook, a partir de uma ideia original de Teresa Araújo, uma iniciativa a que se juntou de imediato Madalena Homem Cardoso e que integra agora também Pedro Callado, Elsa Maurício Childs e Manuel Pessôa-Lopes.

Objectivo: recolher assinaturas para a ILC pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico”.

Quando: agora!

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A militância em imagens

De Rui Valente, o relato de uma noite passada a distribuir folhetos de subscrição da ILC pela cidade de Coimbra e arredores. Em forma de reportagem fotográfica, aqui fica uma homenagem singela a todos os voluntários desta causa nacional.


«Fiz hoje uma primeira ronda pelas caixas de correio. Digo primeira porque não consegui despachar os cinco mil folhetos. Fiquei-me pelos três mil. Mesmo assim, tendo em conta a dificuldade da empresa, acho que não foi mau.»

«[Aqui] Vê-se a mesinha onde comecei a dobrá-los, uma mesa maior com tudo pronto, a pesagem e medição do “monte” e os folhetos dentro do carrinho, enchendo-o mesmo até ao cimo.»

«Alguns números: cinco mil folhetos empilhados fazem 1,10m de altura e pesam 27 quilos. Custaram 90 Euros, preço de amigo do [proprietário da Tipografia] Damasceno. Impressos em offset, tem uma qualidade melhor que fotocópia e sai a menos de dois cêntimos por folheto… tendo em conta que é impresso nos dois lados, não é nada mau. […]. Bom, neste caso, santa paciência! Já basta os nossos políticos terem provocado toda esta situação, era o que faltava o Estado ainda ir lucrar com a nossa militância.»

«Na verdade, não tinha uma ideia precisa do que me esperava. Imaginei que isto não ia ser fácil, mas também podia correr bem e, à cautela, saí para a rua com todos os folhetos no carrinho.»

«Aumentei a dificuldade da coisa, porque o carrinho cheio é difícil de rebocar (e até de governar), mas não quis correr o risco de ficar sem folhetos. Claro que, à medida que o carrinho vai ficando vazio, este problema vai desaparecendo… 🙂»

«Mais números: saí de casa às 22:39h de ontem e andei durante 11 horas 10 minutos e 17 segundos… foi a noite toda e parte da manhã.»

«Pedi ao [proprietário da Tipografia] Damasceno para guardar o fotolito e a chapa do offset… se houver mais candidatos…»

«Hoje vou deitar-me mais cedo. Estou *ligeiramente* cansado mas, se alguns destes folhetos fizerem o seu caminho até Carcavelos, já terá valido a pena.»

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O "critério fonético" da "dublagem"

«O Acordo Ortográfico é um acto colonial do Brasil sobre Portugal» [Miguel Sousa Tavares, 20 de Setembro de 2009]

Recorte de imagem: notícia DN online.
Vídeo via Manuela Carneiro, do Brasil.

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