Miguel Graça Moura subscreveu a ILC

Miguel Graça Moura

Natural do Porto (1947), diplomou-se com os cursos superiores de Piano (1975) e de Composição (1981) no Conservatório de Música do Porto, e tornou-se professor de Composição neste Conservatório (1976-81). Paralelamente, cursou Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes do Porto (1974).

Foi autor e apresentador da série televisiva Pauta Livre (RTP, 1975-76).

Como compositor, estreou uma vintena de obras em Portugal e no estrangeiro, entre elas Mémoires para orquestra de cordas e o octeto Nada Se Sabe, Tudo Se Imagina sobre fragmentos de poesia de Fernando Pessoa, ambas encomendadas pelo Festival Internacional de Música Contemporânea “Musica” de Estrasburgo (1982 e 1984, respectivamente), e ainda Interrogations para piano, premiada no Festival de Nápoles “Novecento Musicale Europeo” (1986).

Foi assessor do ministro da Educação Roberto Carneiro (1987-91), tendo chefiado a comissão que então elaborou a primeira reforma do ensino artístico em Portugal pós-74.

Bolseiro do Ministério da Cultura, da Fundação Gulbenkian e do Governo Francês, estudou em Estrasburgo, Paris e Reims Direcção de Orquestra com Jean-Sébastien Béreau e Análise Musical com René Schmidt, tendo concluído ambos estes cursos (1984) com a classificação máxima (“premier prix”).

Foi Director Musical do Grupo “Música Viva” (1975-80), da Orquestra Universitária de Estrasburgo (1982-84), da Orquestra Sinfónica Universitária de Grenoble (1984-86), da Orquestra de Câmara “La Folia” (1987-92), da Orquestra Portuguesa da Juventude (1987-94) e da Orquestra Metropolitana de Lisboa (1992-2003), de que foi também fundador, tal como da Academia Nacional Superior de Orquestra, da Escola Metropolitana de Música de Lisboa, do Conservatório Metropolitano de Música de Lisboa e da Academia Metropolitana de Amadores de Música, todas integradas num modelo inovador e eficaz de gestão educativa e cultural (a Associação Música – Educação e Cultura).

Dirigiu quase todas as orquestras portuguesas e várias estrangeiras (nos seguintes países: Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Bulgária, Canadá, Cazaquistão, China, Coreia do Sul, Costa Rica, Cuba, Egipto, Eslováquia, Escócia, Estados Unidos, Filipinas, França, Hungria, Inglaterra, Itália, Japão, Macau, México, República Checa, República Dominicana, Roménia, Rússia, Singapura, Suécia, Suíça, Taiwan e Turquia).

Dirigiu solistas famosos como Maria João Pires, Augustin Dumay, Tatiana Nicolaeva, Pedro Burmester, Artur Pizarro, António Rosado, Gerardo Ribeiro, Ana Bela Chaves, Paulo Gaio Lima, Adylia Alieva, Lee-Chin Siow e muitos outros.

Membro, desde 2003, do júri do Concurso Internacional “Prokofiev” de Maestros de S. Petersburgo (Rússia).

Gravou uma vintena de discos, para as editoras EMI Classics, Philips Classics e RCA Classics, à frente das orquestras La Folia, Metropolitana de Lisboa, Sinfónica da Rádio de Berlim, Sinfónica da Rádio de Hannover e Sinfónica da Rádio Nacional Búlgara (Sófia).

Sobre o “acordo ortográfico”, o Maestro Miguel Graça Moura deixou a sua opinião expressa num comentário aqui mesmo, no site da ILC:

«Além de ilógico, com muitas irracionalidades e conduzindo a óbvias confusões, o Acordo Ortográfico parte de um pressuposto errado: o português de Portugal de o do Brasil são a mesma língua. (Já) não são. Todas as editoras o sabem, e os livros brasileiros têm de ser “vertidos” ou “adaptados” para português, e vice-versa. Por isso este acordo é estúpido e contraproducente: só servirá para ajudar as editoras brasileiras a tentarem “colonizar” linguisticamente Portugal.»

O Maestro Miguel Graça Moura subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Nota: esta publicação foi autorizada pelo subscritor, que nos enviou, para efeito, a respectiva nota biográfica.

[Foto copiada do blog Portuguese Music.]

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