Somos um grupo informal de cidadãos que se mobilizam, enquanto “sociedade civil”, na promoção e defesa da Língua Portuguesa em todas as suas cambiantes culturais nacionais. Tudo começou no dia 25 de Setembro de 2008, …
Nesta série de “Notas de apreço” merece especial destaque a divulgação levada a cabo pelo Teatro Aberto. O Novo Grupo não cede aos “encantos” da Nova Ortografia Unificada e nunca deixou de escrever em bom …
É no mínimo irónico que a Câmara Municipal do Porto tenha decidido homenagear um combatente da Liberdade na edição deste ano da Feira do Livro da “invicta”. Liberdade foi tudo o que não houve ontem, …
Não há tempestade que esmoreça a nossa luta: a vontade de vermos pelas costas o famigerado AO90 não é solúvel em água. Já os boletins de subscrição da ILC requerem um módico de bom tempo, …
A Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico chegou à meta das 20.000 assinaturas. Esta notícia já era esperada, a qualquer momento, e quem acompanha a tabela publicada nestas páginas sabia que este anúncio …
No passado dia 26 de Janeiro anunciámos a ultrapassagem da meta das 20.000 assinaturas. Era uma questão de tempo até a ILC contra o Acordo Ortográfico ser entregue na Assembleia da República. Aconteceu ontem, dia …
Menos de 24 horas depois da entrega da ILC-AO na Assembleia da República já a Divisão de Apoio ao Plenário havia atribuído um número à nossa Iniciativa Legislativa. A ILC-AO é agora o Projecto de …
Como vimos neste artigo, a Assembleia da República solicitou a entrega de mais 1.024 assinaturas para compensar igual número de subscrições com irregularidades — sendo que a maior parte se deve à falta do nº …
A ILC continua “na estrada”, em plena campanha de recolha de assinaturas. Quem passou pelo Cais do Sodré na semana passada talvez se tenha cruzado com um dos nossos pontos de recolha. Estas recolhas pontuais …
Por estes dias, a recolher assinaturas na Feira do Livro do Porto (à entrada, visto que a CMP nos proibiu dentro do recinto), ouvem-se comentários muito interessantes das várias pessoas que participam com a sua …
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Haverá coisas bem mais graves, a começar pela desigualdade real (e não semântica) entre géneros em Portugal, mas quando um governo faz questão de se empenhar tanto, a ponto de elaborar planos nacionais e encomendar um estudo a propósito, o mínimo que se lhe exige é que seja o primeiro a dar o exemplo. Ora não é isso que sucede nos textos dos próprios planos governamentais, quando o género feminino aparece não em pé de igualdade gráfica mas entre parênteses. Ou seja, em lugar de lermos “conselheiro/a”, lemos “conselheiro(a)”. Sendo que o parênteses remete para uma indicação acessória, enquanto a barra sugere uma representação simétrica. Tão empenhado nesse aleijão técnico que é o acordo ortográfico, o Governo podia, ao menos, esforçar-se por seguir as regras que ele próprio estabelece em matéria de “linguagem inclusiva”. Pelos vistos, é mais lesto a aceitar erros como lei de escrita do que a seguir regras de senso comum.
[Transcrição parcial de editorial do jornal “Público” de 22.01.14. Destaque nosso.]
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E, então, é isto. Poucas palavras porque muitas podem cansar.
Três obras para o teatro que tinha para edição com a Imprensa Nacional [em espera há dois anos e em parceria com a Sociedade Portuguesa de Autores] e vai a Imprensa do Estado e impede a publicação da ficção teatral porque não escrevo segundo o novo acordo ortográfico.
Dito de outro modo: a Imprensa Nacional publicaria os textos se eu escrevesse segundo o novo acordo ortográfico, ou autorizasse a formatação das obras ao novo regime.
Poucas palavras, pois.
Abel Neves
[Transcrição de “post” (público) de Abel Neves no Facebook em 21.01.14. “Links” inseridos por nós.]
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About
The Lusofonia Games (Portuguese: Jogos da Lusofonia) is a multinational multi-sport event organized by the ‘The Association of the Portuguese Speaking Olympic Committees’ (ACOLOP), which involves athletes coming from Lusophone (Portuguese-speaking) countries, namely those belonging to the CPLP (Community of Portuguese Language Countries), but also others where there are significant Portuguese communities or that have a common past with Portugal.
[Transcrição da página “About” (sobre) do “blog” oficial (or should we say “official blog”?) dos 3rd (terceiros) “lusofonia games” (jogos da “lusofonia”): http://lusofoniagamesgoa2014.wordpress.com/.
“Site” oficial (indiano): http://www.lusofoniagames2014.gov.in/.]
A terceira edição dos Jogos da Lusofonia, que decorrem em Goa até ao próximo dia 29, começou com muitas deficiências, o que fez Artur Moreira Lopes, chefe da missão portuguesa, tecer críticas. A mais gritante passa pelo facto de a organização indiana ter como língua oficial o inglês e só por vezes o português surgir nos comunicados oficiais.
Pode dizer-se que o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Depois de a periodicidade ter sido desrespeitada (o torneio devia ter sido em 2013) e de o país que o deveria organizar (Brasil) ter abdicado, concluiu-se que na Índia não se percebeu muito bem a razão dos Jogos da Lusofonia. Só assim se entende esta lacuna, a mais incómoda entre muitas.
O português devia ser a primeira língua. Tal como sucede com o inglês nos Jogos da Comunidade Inglesa e com o francês nos Jogos da Francofonia. Por isso, Artur Lopes reagiu: “Aqui é o inglês e, às vezes, existe uma tradução portuguesa. Eu bati o pé, acho mal, não estou nada satisfeito e, portanto, isso é bastante negativo”.
[Citação parcial de notícia “JN” de 21.01.14. “Links” adicionados por nós.]
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Já tive ocasião de saudar aqui o novo programa de português do ensino secundário. Penso que ele restitui a esta disciplina uma dignidade, uma qualidade e um sentido que ela tinha perdido com as inovações catastróficas preocupadas fundamentalmente com o “eduquês”, ou, como leio no último Expresso, com uma série de contorcionismos retóricos do género de ver os professores “a ter de debitar” as características de cada texto, “aulas reprodutivas”, “pedagogia burocrática”, baixa da “motivação dos alunos”, coisas assim, retumbantes e medonhas, que, além de assegurarem um acesso luminoso ao português, eram evitadas até agora pelo programa em vigor, em que o saber não precisava de ser construído sem um conjunto adequado de leituras ou, sabe-se lá!, não precisava de ser construído de todo, mesmo sem quaisquer leituras.
Ora, se pensarmos que não pode ensinar-se nem estudar-se a língua portuguesa sem um contacto elementar com os seus testemunhos literários principais produzidos ao longo da História, basta percorrer a lista de obras do novo programa para se ver que ele corresponde a um cânone mínimo, repito, mínimo, da nossa literatura e que, mesmo admitindo-se que poderia comportar alternativas, é pedagogicamente indispensável para o estudo em questão. Das críticas que lhe são feitas, de resto, fica-se com a sensação de que o problema está muito mais do lado dos professores do que do lado dos estudantes, estando aqueles, até agora, pelos vistos dispensados de “aulas reprodutivas” e de “pedagogias burocráticas” para atingirem o nível de ensino da língua a que se chegou nesta matéria.
Com estas questões do programa de português para o secundário cruza-se, mais uma vez e inevitavelmente, a do Acordo Ortográfico, objecto de um belo artigo de José Pacheco Pereira no Público de sábado. Em que ortografia vão os nossos grandes autores ser servidos nas escolas? Serão implacavelmente desfigurados pela aplicação dessa coisa sem nome? Ou virá o Governo a tomar providências rápidas para, pelo menos em parte, remediar a situação?
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É preciso recordar: o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 foi firmado por representantes oficiais de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe em Lisboa, em Dezembro de 1990. Em 1991 foi ratificado pela Assembleia da República, já com rectificações, tão científico tinha sido…
A decisão política teve como base um projecto de texto de ortografia unificada de língua portuguesa aprovado pela Academia das Ciências de Lisboa, Academia Brasileira de Letras e delegações de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e S. Tomé e Príncipe. A comunicação social portuguesa “entrou em parafuso” e a facilidade passou a ser “rainha”.
Na RAEM, só as instituições dependentes do Governo de Portugal aderiram ao Acordo. O Governo de Macau não se dispôs a isso, apesar da Língua Portuguesa ser também língua oficial da Administração.
Sendo uma decisão política para a qual não foi tido nem achado, o Governo da RAEM achou que havia questões mais prioritárias para resolver e a maior parte dos portugueses aqui residentes (incluindo todos os jornais) achou que fez bem.
Depois, as dúvidas aumentaram no Brasil, em Portugal, Angola, Cabo Verde, etc, sucedendo-se os políticos, os linguistas, os pensadores, os escritores e outros trabalhadores da palavra, que contestavam o acordo ou simplesmente se recusavam a utilizá-lo.
Em vários pontos da lusofonia cresceu a contestação e foi-se pedindo o fim do acordo. Na sua última crónica no “Público”, Pacheco Pereira põe a nu que a continuidade do acordo só existe pela inércia.
Pelo menos, desta vez, Macau pode orgulhar-se de não ter caído no equívoco.
[Transcrição integral de artigo publicado em 20.01.14, da autoria de José Rocha Dinis, director do jornal “Tribuna de Macau“. “Links” adicionados por nós. ]
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