Grupos anónimos corrigem ortografia de graffitis na rua
Quem os divulgou foi a circunspecta BBC Brasil: nas ruas de Quito e de Madrid há grupos organizados que corrigem a ortografia e a gramática escritas nas paredes. A eles não lhes interessa a orientação política, nem discutem o conteúdo das pintadas, apenas velam para que estejam bem escritas.
O grupo equatoriano é misterioso: há alguns meses, surgiram inscrições corrigidas em tinta spray vermelha no bairro de La Floresta, em Quito.
A BBC Brasil consultou autores das fotos dos murais, jornais locais e até um organizador de eventos para graffitis para saber se alguém conhecia a “Acção Ortográfica Quito”. Nada.
“Parece que eles (o grupo)se espalharam bastante é ninguém assumiu (a autoria)”, diz uma das autoras das fotos divulgadas no Twitter.
Como as frases de diferentes muros” são escritas em letras parecidas, grafiteiros suspeitam que a mesma pessoa que faz as inscrições faça, em seguida, as correções.
Fev 02 2015
«Grupos anónimos corrigem ortografia» [jornal “i”, 02.02.15]
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Fev 01 2015
Os “carateres” do “manífico” pavilhão “ginodesportivo”
«Isto significa que os anúncios para dispositivos móveis devem dar importância a todos os carateres.»
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Fev 01 2015
“FAQ” 35, “FAQ” 36, “FAQ” 37
Em acréscimo ao esclarecimento aqui recentemente prestado, dirigido aos nossos subscritores, voluntários e apoiantes, ficarão doravante de forma permanente, na nossa página “FAQ” (acrónimo em Inglês que significa “Perguntas Frequentes”), mais três perguntas e respostas.
35. A ILC-AO tem alguma fonte de financiamento?
Não. Nenhuma fonte de financiamento. Todo o trabalho que a iniciativa envolve é executado de forma totalmente voluntária, na medida das disponibilidades de cada qual. As despesas inerentes são suportadas pelos próprios voluntários na medida das suas possibilidades. Excepcionalmente, alguns voluntários combinam dividir entre si um ou outro encargo.
36. A ILC-AO abriu alguma conta bancária para recolha de fundos?
Não. Nem para esse nem para qualquer outro efeito. Não abrimos nem abriremos qualquer conta bancária, não temos NIB (Número de Identificação Bancária) nem qualquer outro mecanismo de recolha de fundos, donativos ou seja o que for de ordem monetária.
37. A ILC-AO tem alguma página na “rede social” Facebook?
Sim, temos três páginas:
– um “mural” específico e preferencial, fundado em 2010, com a designação “ILC Contra o Acordo Ortográfico” (no endereço https://www.facebook.com/ILCAO90);
– uma página na aplicação “Causes”, fundada em 2010, com a designação “Não queremos o Acordo Ortográfico (no endereço https://www.causes.com/causes/220084-nao-queremos-o-acordo-ortografico);
– uma página genérica, fundada em 2009, com a designação “Língua Portuguesa no Mundo” (no endereço https://www.facebook.com/LPNoMundo)
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Fev 01 2015
«Uma chacina familiar» [Nuno Pacheco, “Público”, 01.02.15]
Quando há tantos problemas pelo mundo, pode parecer estranho voltar à língua, em particular a língua escrita, mas este ano é apropriado. É que, embora tenham espalhado que só em 2016 é que o acordo ortográfico (AO) de 1990 entra em vigor em todo o país, a data é uma falácia. Na verdade, o dito AO já contamina quase tudo: escolas, meios de comunicação social (exceptuando alguns heróicos resistentes), instituições estatais e privadas e um sem-número de alegres seguidores da coisa. Dir-se-ia portanto que, tal como pagamos a dívida pública a juros mais altos do que os outros e ainda louvamos tal solução, nos embrenhámos na novidade ortográfica desejosos de colher os seus tão apregoados benefícios. Mas, se já tantos o aplicam e tão afincadamente, não deveriam esses benefícios ser visíveis? Não deveríamos ter já a tão apregoada “ortografia comum” nos países onde o português é usado como língua oficial ou de trabalho? Teoricamente sim, na prática… Não. Ainda agora se anunciou que a (excelente) Companhia das Letras brasileira vai começar a ter edições portuguesas. Pergunta: para quê? Por que não vender em Portugal as edições brasileiras a preços normais? Não é, afinal, a mesma língua? A mesma ortografia?
Vejamos um exemplo. Ainda há dias, o ciclo do cinema de expressão alemã em Lisboa abriu com um filme, As Irmãs Amadas, baseado no trio amoroso que teve como centro o poeta Friedrich Schiller. Era legendado em português, sim, mas do Brasil. A dada altura, uma das irmãs pergunta à outra (em alemão, naturalmente) o que foi traduzido deste modo: “E já falou pra mamãe?” Se a tradução fosse em português europeu, seria: “E já contaste à mãe?” Ou: “E já disseste à mamã?” Claro que no Brasil estas últimas expressões soariam ridículas. É por isso que, no capítulo das traduções, tal como sempre sucedeu, há e continuará a haver versões diferentes consoante os países. Apesar da língua. O problema é que Portugal, no seu afã de eterno subserviente, há-de dispensar a pouco e pouco as traduções e legendagens próprias (e isso, infelizmente, já está a suceder no mercado videográfico) a pretexto, estúpido pretexto, de que falamos a mesma língua, logo entendemos tudo o que está escrito. Entendemos, claro, tal como os brasileiros entendem o português europeu grafado, mas estaremos assim a minar de forma irreversível a nossa cultura porque abdicaremos de uma expressão própria que nos acompanha, evoluindo, há séculos.
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Jan 31 2015
Uma “tumefação” pode ser “infeciosa”?
«A mononucleose infeciosa é uma doença caracterizada por febre, dor de garganta e tumefação dos gânglios linfáticos, causada pelo vírus de Epstein-Barr (um herpesvírus).»
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