«Professor, jornalista, editor, produtor e argumentista de televisão, escritor (ficionista, poeta, dramaturgo, autor de manuais escolares), (…)»
Mar 02 2015
O “ficionista” deve “indenizar” por “putrefação”?
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Mar 02 2015
Mais 3 só em “E”: “espetacular”, “estupefação”, “expetorante”

«Satisfeito pelo “percurso espetacular do Benfica na Liga”, Jorge Jesus sublinhou a importância deste registo.»
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Mar 01 2015
«No tempo do beija-ditador» [Nuno Pacheco, “Público”, 01.03.15]
No tempo do beija-ditador
Teodoro e Teodorin estavam satisfeitíssimos. Ainda mal se atreviam a balbuciar “ôba” e já os imortalizavam em glória na Sapucaí. Não sabem? Pois conta-se depressa. Estavam os Teodoros, pai e filho, a jogar monopólio na mansão presidencial, quando Teodorin, distraído a folhear uma revista brasileira, gritou para o pai: “Regardez, padre, el bueno Mardi Gras brasileño!” Teodoro, resoluto, respondeu-lhe num castelhano babélico: “Compra!” Mas Teodorin explicou-lhe, com paciência, que não podia ser assim. Não era só comprar, era preciso conversa, diplomacia, essas coisas democráticas. Teodoro disse-lhe que de democracia não percebia nada mas, ainda assim, que comprasse. Foi o que bastou para que Teodorin, sagaz, se empenhasse na coisa. Era preciso um passo, mas qual? Foi ver a lista das escolas de samba e tropeçou numa com nome de pássaro: Beija-Flor. Servia perfeitamente. Fez contactos. E tratou do cheque, naturalmente. Se o Brasil andava a cortar nos apoios às escolas sambistas, por que razão não poderia a mais recente sócia da grande irmandade lusófona (que é uma coleccionadora compulsiva de línguas oficiais e não oficiais — a brincar, entre umas e outras, já juntou ao espanhol da colonização e ao fang tribal o inglês “pidgin”, o francês e o português) dar uma ajuda?
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Fev 28 2015
FLUP FLOP
A Faculdade de Letras da Universidade do Porto exige o AO90 nas teses e dissertações…
«Obrigatório o acordo ortográfico.»
Documento de Serviços de Gestão Académica
«A dissertação e o relatório de estágio terão ser redigidos de acordo com o novo acordo ortográfico.»
Documento: “Princípios Orientadores da Dissertação, Estágio e Relatório de Estágio (aplicável no ano letivo de 2014/2015)” do Mestrado em Sociologia na FLUP
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Então… e os direitos de autor não contam para nada? Mas isso é só na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, só na Universidade do Porto ou só no Porto? Ou afinal uma tese de mestrado, segundo os serviços administrativos da UP, já não é um trabalho de autor?
Então… e os pareceres jurídicos da própria FLUP não contam para nada? Estão já “ultrapassados”, será? Afinal, em 2008 o autor de uma tese tinha todos os direitos (de autor) sobre o seu trabalho mas agora, à conta do AO90, já não tem direito algum?
Então… afinal uma Universidade avalia o quê numa tese de mestrado ou de doutoramento? O mérito académico do trabalho ou o facto (ou o “fato”?) de ele estar redigido segundo ditames ortográficos arbitrários e pontuais, consoante a Universidade em que determinada tese for apresentada?
Mas então… já se a tese for apresentada na Universidade de Lisboa, por exemplo, não existirá qualquer dúvida sobre a quem pertencem os direitos de autor da tese!
«Retenho todos os direitos de autor relativos à tese ou dissertação, e o direito de a usar em trabalhos futuros.»
Documento: Universidade de Lisboa, “Projecto de Minutas de Declaração para as Teses e Dissertações Digitais”
Ora então… no fim de contas, um mestrando (ou doutorando) não passa, na Universidade do Porto, de um funcionário do Estado, algo entre um simples escriturário e um digno, porém obediente, passivo, venerador, atento e obrigado amanuense?
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