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Imagem publicada na página Facebook “Facetoons” em 23.04.15.
“Blog” do autor: Anterozóide
Abr 29 2015
Facetoons: Cultura Hortográfica [“cartoon” de Antero]
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Abr 28 2015
Prémio de Poesia Vasco Graça Moura 2015 [notícia “Público”, 28.04.15]
Modo de Ler lança Prémio Vasco Graça Moura
PÚBLICO
28/04/2015 – 14:54Novo prémio literário dedicado à poesia
O nome do escritor portuense Vasco Graça Moura, desaparecido fez esta semana um ano, vai apadrinhar um novo prémio literário expressamente dedicado à poesia.
É uma iniciativa da editora Modo de Ler, de José da Cruz Santos, que vai contar com os apoios dos bancos BPI e BCP, da Fundação Gulbenkian e das Edições Afrontamento. E propõe-se “promover novos autores de poesia e estimular a criação poética”, diz o comunicado de lançamento.
Certamente para honrar a luta que Vasco Graça Moura acerrimamente desenvolveu contra o Acordo Ortográfico, os promotores do prémio estipulam que os textos originais dos candidatos “não poderão estar escritos segundo o chamado novo acordo ortográfico”.
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Abr 28 2015
«Um des-Acordo Ortográfico» [José Manuel de Sousa, “diárionline”, 27.04.15]
Amiúde pela imprensa diária de todos os quadrantes lemos comentários de quem defendendo a unidade ortográfica da Língua portuguesa, se posiciona contra um sentimento nacional romântico, digno dos melhores compêndios de Garrett ou de Raúl Brandão, nossos inefáveis mestres, na arte de bem-escrever a nossa Língua, e através dela, a exultação dos índices de felicidade demonstrada.
Os mais trágicos defensores do Acordo Ortográfico de 1990, propugnam que, se nós portugueses não abraçarmos essa convergência, tornar-nos-emos num país com uma Língua divergente do Português do Brasil. Mas o paradoxo é que isso mesmo desde há muito está a acontecer, com a Língua a espelhar as suas próprias e idiossincráticas dinâmicas locais, regionais, e nacionais, de cada país de Língua Oficial Portuguesa a seguirem caminhos linguísticos separados.
Observemos determinados dados concretos acerca da realidade da nossa Língua:
Português de Portugal, somos 10 milhões de falantes; Português do Brasil, 200 milhões; Português ao redor do mundo, serão aproximadamente 40 milhões.
Amostragem comparativa aproximada de países conhecidos com elevados níveis de felicidade existencial, falando várias Línguas:
1.º Suíça, 8 milhões, 4 Línguas; 2.º Islândia, aproximadamente 900 mil; 3.º Dinamarca, 5 milhões; 4.º Noruega, 5 milhões, 3 Línguas (norueguês com 2 variantes); 5.º Finlândia, 5 milhões, 2 Línguas; 6.º Holanda, 17 milhões; 7.º Suécia, 9 milhões, 1 Língua e mais 6 minoritárias.
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Abr 24 2015
A opinião de Henrique Neto sobre o AO90
Nesta gravação, Henrique Neto diz aquilo que pensa sobre o AO90. Se bem que refira também a tese da “revisão” do acordo como sendo algo de plausível, estamos sem qualquer dúvida perante um depoimento de inegável relevância política, visto tratar-se de um candidato à mais alta magistratura da Nação, a Presidência da República Portuguesa.
Esperemos que outros candidatos às próximas eleições presidenciais lhe sigam o exemplo e digam igualmente de sua justiça sobre um assunto que deverá, com toda a certeza, ser “de relevante interesse nacional” também para eles.
«O Acordo Ortográfico é um tema controverso e Henrique Neto tem também as suas dúvidas sobre a eficácia do mesmo!»
[transcrição]
A minha opinião relativamente ao acordo ortográfico nunca foi muito favorável. Porque a Língua, que deve unir as pessoas e os povos, no caso do acordo ortográfico contribuiu para alguma desunião que tem prevalecido e que tem sobrevivido na sociedade portuguesa e presumo também que noutros países de língua oficial portuguesa. Pela importância do tema, eu resolvi aproveitar este Dia Mundial do Livro para ler uma declaração que é a forma mais rigorosa de expressar a minha opinião sobre o acordo ortográfico. E portanto passaria a ler.
‘Neste Dia Mundial do Livro, quero chamar a atenção do país para a importância política, social, cultural e geo-estratégica da Língua Portuguesa. Trata-se de um património insubstituível, que não pode correr riscos experimentalistas ou facultativos como os que estão previstos no chamado “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990”. Acordo que continua a merecer críticas generalizadas da comunidade científica e dos mais qualificados utentes do nosso idioma, incluindo poetas, escritores, professores, jornalistas e tradutores. E não apenas em Portugal; as reservas ao acordo multiplicam-se também nos diversos países e territórios onde o Português funciona como língua oficial e veicular.
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Abr 24 2015
AO90 obrigatório nos exames nacionais (IV)
“Há resistências de algumas pessoas, e não são muitas, que têm uma relação emocional, clássica, física e sensorial com a Língua. Mas ninguém será abatido, preso ou punido se não aderir às novas normas. O Acordo é uma simplificação da Língua.”
José António Pinto Ribeiro, ex-Ministro da Cultura, in semanário “Expresso“, 19.08.08.
Acordo Ortográfico dá “probabilidade” de perda de um valor nos exames
Nova nota do Iave reitera que houve um período de transição, mas também não nega que regras admitem uma penalização que pode chegar aos quatro valores em 20.
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O Instituto de Avaliação Educativa (Iave) reitera que o acordo ortográfico é mesmo para ser respeitado nas provas e exames nacionais deste ano lectivo. No entanto, o organismo que sucedeu ao Gabinete de Avaliação Educacional (Gave) assegura que quem não respeite as novas regras apenas incorre numa “probabilidade de desvalorização por erros ortográficos devido ao uso da antiga grafia” de um valor em 20 – mas não nega que está prevista uma desvalorização que pode chegar aos quatro valores.
Numa nota intitulada “Acordo Ortográfico e Avaliação Externa”, o Iave sublinha que o acordo ortográfico “se constitui como norma para o Governo e para todos os serviços, organismos e entidades sujeitos aos poderes de direcção, superintendência e tutela do Governo” e lembra que uma resolução do Conselho de Ministros de 21 de Janeiro de 2011 “determinou a sua aplicação ao sistema educativo no ano lectivo de 2011/2012”.
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