José Ferrão subscreveu a ILC

Nasci em Angola, onde já tinha nascido o meu pai. Escapei à tropa, porque antes do 25/4 andava a estudar e depois já não tinha idade para entrar na confusão. Mas trabalhei na Angola independente durante dez anos, na qualidade de nacional, onde participei na instalação da rede pública interurbana de comunicações.

Vim viver para Portugal quando decidi que não tinha obrigação de viver a vida inteira num país em guerra.

Tive que repetir o curso no Técnico, onde me deram mais equivalências às cadeiras dos últimos anos do que às dos primeiros. Enquanto me barraram a entrada, trabalhei numa firma que fabricava e instalava emissores e antenas de Rádio para as rádios locais.

Depois de darem o trabalho final de curso como concluído, já não tinha idade para responder a anúncios e com o casamento ingressei no ensino público onde me encontro ainda.

Subscrevo a ILC porque não posso abdicar do meu idioma em resultado de acordos internacionais.

Os acordos internacionais servem para registar, normalizar e legalizar novas realidades, e não para modificá-las.

E o acordo ortográfico constitui uma clara agressão à língua portuguesa, tal como a conhecemos, ultrapassando as regras que conferem unidade à construção ortográfica e deixando ao dispor de cada um a sua ortografia pessoal, em prejuízo da sua função e inteligilidade social.

Não é a ortografia que está em causa com o acordo ortográfico, mas o seu relacionamento com as regras que conferem a integridade à ortografia e unidade à linguagem, e que permitem no fundo identificar um idioma perante os outros. Na falta dessa integridade, o idioma, por mais falantes que possua, tende a diluir-se perante a influência externa e a sucumbir aos restantes idiomas.

José Ferrão é um apoiante fervoroso e militante de sempre da nossa causa comum. Evidentemente, subscreveu também a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Nota: esta publicação foi autorizada pelo subscritor, que nos enviou, expressamente para o efeito, a respectiva súmula biográfica e o texto sobre o AO90.

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José Carlos Mota Torres subscreveu a ILC

José Carlos Mota Torres foi Deputado à Assembleia da República entre 1983 e 2002. Vive no Funchal, Madeira. Subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

• Nasci em 1950, no Porto, onde vivi até aos 21 anos;
• Fui incorporado em Outubro de 1971 e cumpri 37 meses de serviço militar – 13 meses em Portugal e 24 em Moçambique, no Niassa – durante os quais não vacilei nas minhas convicções, tendo aproveitado para, discretamente, fazer saber, a alguns, o que pensava sobre a ditadura, a guerra colonial, etc.
• Em Novembro de 1974 – Já tinha acontecido o 25 de Abril – regressei a Portugal onde comecei a acompanhar, empenhado, tudo o que ia acontecendo relacionado com os novos tempos que se viviam;
• Fui colocado na Madeira, como professor, na Escola Industrial e Comercial do Funchal, em Outubro de 1975. Para além da profissão, militava, nos tempos livres, no PS-Madeira;
• 1980-1982 Fiz o estágio pedagógico na Escola Preparatória de Gonçalves Zarco (2 anos de profissionalização em exercício);
• Fui eleito presidente do Conselho Directivo da escola onde leccionava, exercendo essas funções até Outubro de 1983;
• Dirigente regional do PS-M, fui candidato à Assembleia da República e acabei substituindo o candidato eleito. Em 1985 e 87 fui cabeça de lista tendo-me mantido no Parlamento até Outubro de 1991;
• Fui deputado na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa e da UEO durante 4 anos;
• Em 1992 fui eleito deputado na Assembleia Regional da Madeira;
• Em 1993 fui eleito Presidente do PS-M, função em que, por eleição, me mantive, com interrupção de um ano, até às eleições regionais de 2000;
• Fui candidato à Presidência da Câmara Municipal do Funchal em 1997;
• Fui eleito deputado na Assembleia da República, de novo, em 1999;
• Candidato à Presidência do Governo Regional da Madeira, fui eleito deputado na Assembleia Regional da Madeira em 2000

Nota: esta publicação foi autorizada pelo subscritor, que nos enviou, expressamente para o efeito, a respectiva nota biográfica.

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"As sondagens valem o que valem…"

Póvoa Semanário Online (a decorrer)

click na imagem para ampliar

BBC Brasil (19.03.09)

Guilherme Monteiro (sem data)

Lucky Polls (sem autor, sem data)

IOL (sem data)

Observatório do Algarve (12.02.10)

Correio da Manhã (citado por Blogtailors, 19.03.09)

Notas
1. Estes são apenas alguns exemplos de inquéritos e sondagens sobre o “acordo ortográfico” disponíveis na Internet. Foram verificados muitos outros e EM NENHUM os “SIM” ao dito “acordo” ultrapassam os “NÃO”.
2. Se houver UM ÚNICO inquérito minimamente credível em que a rejeição seja inferior à aceitação do “acordo”, pois com certeza, publicar-se-á também aqui mesmo.

Cá esperamos então por isso. Sentados.

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Onde assinar a ILC: Restaurante «A Padeira», Ponte de Lima

Restaurante “A Padeira”
Ponte de Lima

O Restaurante “A Padeira”, na belíssima região de Ponte de Lima, já consta do mapa dos locais de recolha de assinaturas. A partir de agora também neste estabelecimento poderá subscrever a ILC pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico”.

À proprietária deste restaurante, que por sua própria iniciativa se voluntariou para a recolha de assinaturas, além dos nossos sinceros agradecimentos, aqui fica uma citação de uma frase que nos escreveu e que, além de dizer muito a todos, diz tudo sobre a nossa causa comum:

«Sei que não posso mudar o mundo, mas sei que ao menos posso ajudar a mudar, e por isso quero fazer tudo o que estiver ao meu alcance para tentar parar esta estupidez.»

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«O Acordo Tortográfico» [Miguel Esteves Cardoso]

O Acordo Tortográfico

Como os filólogos da República da Guiné-Bissau não puderam estar presentes na recente reunião para o Novo Acordo Ortográfico, estamos todos à espera da sua ratificação para saber como é que nós, os Portugueses, vamos escrever a nossa própria língua. E esta? De qualquer modo, os grandes peritos de São Tomé e Princípe, de Angola, do Brasil, e dos outros países de «expressão oficial portuguesa» já se pronuciaram. A República da Guiné-Bissau, porém, também terá a sua palavra a dizer. Muito provavelmente, uma palavra escrita à maneira deles; mas não faz mal. Nas palavras de Fernando Cristovão, 1986 é o ano que marca a nascença da lusofonia. A grandiosa lusofonia está, obviamente, acima da mera língua portuguesa.

A lusofonia é uma espécie de estereofonia, só que é melhor. A estereofonia funciona com dois altifalantes, enquanto a a lusofonia funciona com mais de 100 milhões.” Para mais, os falantes da lusofonia têm a vantagem de ser feitos em África e na América do Sul, o que lhes confere uma sonoridade nova e exótica. Para instalar uma aparelhagem lusofónica devidamente apetrechada, são necessários complicados componentes tupis, quimhmoguenses, umbandinos e macuas, Enfim, coisas que não se fabricam na nossa terra. A partir de 1986, todos os povos a quem uma vez chegou a língua portuguesa podem contar com um lusofone em casa. Um lusofone é um aparelho que permite a qualquer indígena falar e escrever perfeitamente esta nova e
excitante língua, que passará a chamar-se o brutoguês.
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