Um acto político de empobrecimento cultural

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Debate Novo Acordo Ortográfico

Um acto político de empobrecimento cultural
A imposição do novo Acordo Ortográfico (AO), à margem do quadro legal vigente que prevê um período de não obrigatoriedade da sua utilização até 2015, tem suscitado um debate público interessante que só tem reforçado as razões dos que se lhe opõem.

Na verdade, as mais relevantes manifestações de apoio ao AO traduzem-se pelo “aproveitar do momento” para que a sua aplicação seja um negócio e pela sua imposição nas escolas portuguesas. Para milhares de professores, esta determinação, adoptada por aproveitamento do desconhecimento dos contornos de uma simples resolução da Assembleia da República, transformada em instrumento de revogação de um decreto-lei, é uma violência. Os últimos Governos correram a transformar em norma imediata o conteúdo desta resolução, quando fazem tábua rasa de outras resoluções que têm o mesmo peso político e que são, social, económica e politicamente, muito mais relevantes e importantes. Esta pressa reforça a defesa de que a decisão tomada pelos órgãos de soberania, mais do que científica, socialmente relevante ou culturalmente interessante, é meramente política.

É o interesse económico que prevalece e, mais uma vez, a perda de soberania que sobressai.
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Deputados do PSD questionam Paulo Portas

Deputados do PSD enviam pergunta a Paulo Portas
Mota Amaral quer saber se o Governo admite suspender de imediato o acordo

Mota Amaral e dois outros deputados do PSD eleitos pelo círculo dos Açores, Joaquim Ponte e Lídia Bulcão, apresentaram no Parlamento uma pergunta dirigida ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, solicitando que este esclareça se o Governo, “de imediato, encara a possibilidade de suspender a aplicação do Acordo Ortográfico [AO] em Portugal”. O ex-presidente do Governo Regional dos Açores e os restantes signatários do documento — datado desta terça-feira e intitulado Acordo Ortográfico repudiado e em crise — defendem que “a entrada em vigor do AO foi apressada” e que “a fúria para a aplicação à força dos devaneios de alguns teóricos é mais uma marca negativa da desgraçada governação socratiana”.

Os subscritores perguntam ainda ao Governo, através do ministro Paulo Portas, “que vantagens para Portugal decorreram até agora da aplicação do acordo, nas relações com outros países lusófonos”.

Os deputados defendem ainda que “se nota já um movimento de revolta contra o AO” e que “a generalidade dos colunistas residentes da imprensa de referência recusa ostensivamente escrever segundo as suas estultas prescrições”.

Observando que o governo de Passos Coelho tem “provas dadas na correcção de erros de palmatória da governação” anterior, pedem ao Executivo que “não se coíba” de suspender o AO.

“Já recebi centenas de e-mails de apoio a esta iniciativa”, afirmou Mota Amaral ao PÚBLICO.

“Caixa” de Luís Miguel Queirós no PÚBLICO de hoje, 3 de Fevereiro de 2012 (link disponível para assinantes)
Nota: artigo publicado tendo em conta o seu manifesto interesse público

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Vasco Graça Moura revoga AO no CCB

Língua portuguesa: Presidente do CCB afirma que acordo viola Constituição

Graça Moura dá ordem aos serviços do CCB para não aplicarem Acordo Ortográfico

Opositor declarado do AO, o antigo eurodeputado do PSD mandou retirar dos computadores
a ferramenta informática que adapta os textos às normas do novo acordo ortográfico

Luís Miguel Queirós

O recém-empossado presidente do Centro Cultural de Belém (CCB), Vasco Graça Moura, fez distribuir ontem à tarde uma circular interna, na qual dá instruções aos serviços do CCB para não aplicarem o Acordo Ortográfico (AO) e para que os conversores — ferramenta informática que adapta os textos ao AO — sejam desinstalados de todos os computadores da instituição.

Nomeado para a presidência do CCB em circunstâncias que levantaram polémica — o seu nome foi anunciado a 20 de Janeiro, poucos dias depois de o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, ter assegurado ao anterior presidente, António Mega Ferreira, que pretendia reconduzi-lo —, Graça Moura começa o seu mandato com uma decisão que dificilmente deixará de provocar controvérsia.

Numa directiva datada de Setembro de 2011, o anterior conselho de administração do CCB adoptara o acordo em toda a documentação produzida pela instituição. Uma decisão que o novo presidente agora revogou com o apoio da nova administração, que inclui Dalila Rodrigues e Miguel Leal Coelho. “Levei a questão à reunião do Conselho, expus a minha fundamentação, e a proposta foi aprovada por unanimidade”, disse Vasco Graça Moura ao PÚBLICO.
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Rui Madeira subscreveu a ILC

Rui MadeiraRui Madeira

Encenador/Actor.

Nasceu em Santarém, em 1955.

Director artístico da Companhia de Teatro de Braga.

Administrador Executivo do Teatro Circo de Braga desde 1988.

Actor profissional desde 1975.

Encenador desde 1981.

Em 1980 funda no Porto, com outros elementos, a CENA, desde 1984 Companhia de Teatro de Braga, residente no Teatro Circo de Braga.

Participou como actor em peças de Brecht, Marivaux, Kateb Yacine, Shakespeare, B. Santareno, Garrett, Gunter Grass, Karl Valentin, Musset, Albee, Buchner, J. P. Sarrazac, Corneille, Gil Vicente, Strindberg, A. Patrício, M. Teixeira Gomes, Claudel, John Arden, Osborne, Ibsen, McEwan, Barrie Keefe, Tchekov, Nelson Rodrigues, Alexej Schipenko, entre outros.

Encenou Musset, Tourgueniev, Gil Vicente, A. Patrício, Marivaux, Garrett, K. Valentin, Robert Pinget, Paul Claudel, Almeida Garrett, John Osborne, Ibsen, Botho Strauss, Camilo Castelo Branco, Thomas Bernhard, Ian McEwan, Bertolt Brecht, Federico Garcia Lorca, Tchekov, Alexej Schipenko, Nelson Rodrigues, Franz Xaver Kroetz, Manoel Teixeira-Gomes, entre outros.

Trabalhou no teatro com encenadores como Mário Barradas, Luis Varela, Júlio Cardoso, Stefan Stroux, Jean Piertre Sarrazac, Robert Pinget, Manoel Guede-Oliva, Anna Langhoff, Georg Astalos, Alexej Schipenko, entre outras personalidades nacionais e estrangeiras. Tem trabalhado no âmbito do teatro em Espanha, Brasil, Moçambique, Itália, Roménia, Alemanha e São Tomé e Príncipe.

É membro da direcção da Cena Lusófona – Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral entre países de língua oficial portuguesa.

É professor responsável da disciplina: “ O Corpo e a Vontade” no Curso de Estudos Artísticos e Culturais da Universidade Católica / Braga.

Integrou o Secretariado Organizador do 1º FITEI (Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica).

A convite do Ministério da Cultura, integrou em 1996, um Grupo de Trabalho para estudar a situação do Teatro em Portugal.

Foi presidente do Secretariado da A.T.A.D.T. – Associação Técnica e Artística da Descentralização Teatral, em 1983/84, estrutura que englobava as 12 Companhias da descentralização.

Participa como actor em cinema (Ao Longo da Estrada de Rui Ramos, longa metragem para a RTP em 1981; Vertige de Christine Laurent; Passagem ou a Meio Caminho de Jorge Silva Melo e em televisão, depois de algumas peças e séries para a RTP no início dos anos oitenta, voltou mais recentemente a participar nas telenovelas “Mistura Fina”; “Tempo de Viver”, e na série juvenil “Morangos com Açúcar”. Acaba de participar no telefilme “Superiores Interesses” na série Casos da Vida e no filme de Francisco Manso: Aristides Sousa Mendes.

Foi Director do Jornal diário Correio do Minho, durante 1991.

Integrou o Comité de Leitura para Portugal do projecto internacional “Pretexte”, de L’Association Française Action Artistique (A.F.A.A.).

Foi membro do Conselho de Administração da Associação Internacional “Villes et Cinemas en Europe”.

É Presidente do Conselho de Administração da Fundação Cultural Bracara Augusta, entidade que reúne as Universidades do Minho e Católica, Câmara Municipal de Braga e Cabido da Sé de Braga.

Subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Este é mais um perfil publicado na “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes da ILC pela revogação do “acordo ortográfico”.

Nota: esta publicação foi expressamente autorizada pelo subscritor.

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Gentil Martins subscreveu a ILC

A. Gentil MartinsAntónio Gentil da Silva Martins nasceu em Lisboa em 10 de Julho de 1930.

É um conceituado cirurgião plástico e cirurgião pediatra, celebrizado pelas várias operações de separação de gémeos siameses que liderou. É licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa desde 1953, onde integrou a Direcção da Associação de Estudantes.

Foi Director do Departamento de Cirurgia do Hospital de D. Estefânia durante 14 anos, Bastonário da Ordem dos Médicos de 1977 a 1986, e Presidente da Associação Médica Mundial de 1981 a 1983. Em 2009 recebeu a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique e é Sócio Honorário do MIL: Movimento Internacional Lusófono.

Tocou violino, foi campeão de Portugal de Voleibol e de Ténis e participou nos Jogos Olímpicos de 1960, em Roma, na modalidade de tiro com pistola automática, sendo fundador e actual Presidente da Associação dos Atletas Olímpicos Portugueses. É filho de António Silva Martins, cirurgião, atirador olímpico e o mais completo atleta Português de todos os tempos, e neto de Francisco Gentil, fundador do Instituto Português de Oncologia.

Subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico”.

Este é mais um perfil publicado na “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes da ILC pela revogação do “acordo ortográfico”.

Nota: esta publicação foi autorizada pela subscritor, que reviu connosco os dados constantes na nota biográfica.

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