Deputados do PSD questionam Paulo Portas

Deputados do PSD enviam pergunta a Paulo Portas
Mota Amaral quer saber se o Governo admite suspender de imediato o acordo

Mota Amaral e dois outros deputados do PSD eleitos pelo círculo dos Açores, Joaquim Ponte e Lídia Bulcão, apresentaram no Parlamento uma pergunta dirigida ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, solicitando que este esclareça se o Governo, “de imediato, encara a possibilidade de suspender a aplicação do Acordo Ortográfico [AO] em Portugal”. O ex-presidente do Governo Regional dos Açores e os restantes signatários do documento — datado desta terça-feira e intitulado Acordo Ortográfico repudiado e em crise — defendem que “a entrada em vigor do AO foi apressada” e que “a fúria para a aplicação à força dos devaneios de alguns teóricos é mais uma marca negativa da desgraçada governação socratiana”.

Os subscritores perguntam ainda ao Governo, através do ministro Paulo Portas, “que vantagens para Portugal decorreram até agora da aplicação do acordo, nas relações com outros países lusófonos”.

Os deputados defendem ainda que “se nota já um movimento de revolta contra o AO” e que “a generalidade dos colunistas residentes da imprensa de referência recusa ostensivamente escrever segundo as suas estultas prescrições”.

Observando que o governo de Passos Coelho tem “provas dadas na correcção de erros de palmatória da governação” anterior, pedem ao Executivo que “não se coíba” de suspender o AO.

“Já recebi centenas de e-mails de apoio a esta iniciativa”, afirmou Mota Amaral ao PÚBLICO.

“Caixa” de Luís Miguel Queirós no PÚBLICO de hoje, 3 de Fevereiro de 2012 (link disponível para assinantes)
Nota: artigo publicado tendo em conta o seu manifesto interesse público

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2 comentários

  1. Nunca pensei dizer isto mas: grandes deputados!

    • Ascensao Santos on 3 Fevereiro, 2012 at 23:30
    • Responder

    Os portugueses têm vindo a ser expoliados de muitas conquistas.
    A nossa maior riqueza é a nossa identidade cultural e linguística.
    Que nunca nos faltem os portugueses da gema que de coração aberto aceitam, convivem e compreendem o Mundo mas que jámais se vergarão à aceitação de ideias estéreis e de utilidade dúvidosa.

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