O caso do juiz Rui Teixeira, novo desenvolvimento

armasRP11-11-2013 | Aditamento ao Comunicado

Actualização: Com referência ao objecto infra enunciado, dá-se conhecimento que na sequência do ofício remetido pela Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, o Plenário do Conselho Superior da Magistratura, na sua sessão de 05-11-2013, deliberou instaurar inquérito em que é visado o Exmo. Senhor Juiz de Direito Dr. Rui Miguel Teixeira, do 2.º Juízo do Tribunal Judicial de Torres Vedras.

Esclarece-se, no entanto, que o objecto do inquérito não tem qualquer qualquer relação sobre a interpretação da aplicação da nova grafia ortográfica e que o Conselho Superior da Magistratura, na sua Sessão Plenária de 23 de Abril de 2012, já deliberou que “não podem os Exmos. Srs. Juízes indicar aos intervenientes processuais quais as normas ortográficas a aplicar”.

[Transcrição de (aditamento ao) comunicado do Conselho Superior da Magistratura. “Links” adicionados por nós.]

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«Padronização das normas do Brasil nos demais países [lusófonos]» (!!!)

Ainda sobre a notícia «Senado prepara a reforma do novo acordo ortográfico»…

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Conselheiro seccional da OAB-GO vai compor Centro de Estudos Linguísticos da Língua Portuguesa

O conselheiro seccional e presidente da Comissão de Ensino Jurídico da OAB-GO, Carlos André Pereira Nunes, toma posse nesta sexta-feira (8), às 14 horas, no Centro de Estudos Linguísticos da Língua Portuguesa do Senado, ao lado dos professores Pasquale Cipro Neto e Ernani Figueiras Pimentel.

A finalidade é criar uma padronização da nomenclatura da gramática normativa, bem como simplificar a ortografia da Língua Portuguesa. Para 2014 já está marcada uma reunião internacional para discutir se a essa padronização das normas do Brasil deverá ser aplicada nos demais países que falam o idioma português.

Entre outros educadores que assumem a função, a escolha de um professor de Goiânia dá destaque para o ensino no Estado. A educação goiana tem sido reconhecida no País em razão dos grandes profissionais que temos, avalia Carlos André.

[Texto transcrito do “site” “JusBrasil”, 08.11.13. Destaques e sublinhados nossos. Via Luís Canau (Facebook).]

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Ernani dis k preciza simplifiká u akordu ortugráfiku

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Senado prepara a reforma do novo acordo ortográfico

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal instala, nesta sexta-feira (08), às 14h, o Centro de Estudos Linguísticos de Língua Portuguesa (Cellp). O Objetivo é reunir sugestões para a simplificação da ortografia, uma luta a fim de fortalecer a inclusão social e tornar a Língua Portuguesa no Brasil e nos países que a adotam como língua oficial, mais democrática.

Em julho deste ano, o professor e filólogo, Ernani Pimentel, foi empossado pela Academia de Letras de Brasília – ABL – como presidente do Centro de Estudos Linguísticos da Língua Portuguesa. O objetivo do Centro é a reunião de acadêmicos e estudiosos para que possam debater e buscar soluções para tornar o ensino mais acessível.

O Acordo Ortográfico e suas alterações firmadas em 16 de dezembro de 1990 suscitam forte debate na sociedade e entre países de Língua Portuguesa, como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Com seu adiamento para 31 de dezembro de 2015, por meio do Decreto Presidencial n° 7.875, especialistas da Língua Portuguesa têm trabalhado pelo adiamento do uso obrigatório das novas regras e a reformulação das normas aplicadas.

Por isso, no dia 1° de outubro de 2013, a Comissão de Educação do Senado Federal tornou possível a criação do grupo de trabalho para simplificar e aperfeiçoar o acordo ortográfico. A primeira reunião do grupo aconteceu no mesmo mês, no dia 17 de outubro, com o objetivo de apresentar até março de 2015 uma nova proposta à Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

Para o Professor de Língua Portuguesa, Ernani Pimentel, o Acordo foi elaborado na década de 1990, fruto de uma educação baseada essencialmente na velha “decoreba”, sem seguir lógicas objetivas e claras. O professor defende a simplificação da ortografia para que todos a dominem, sem precisar recorrer a dicionários e manuais.

(NM3 Consultoria)

[Texto transcrito (mantendo a ortografia original brasileira) do “blog” “Do Plenário, notícias de Brasília, por Marcos Machado”, 07.11.13. Destaques e sublinhados nossos. Imagem de Digital Productions (GlobeRed). ]

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O caso do juiz Rui Teixeira, desenvolvimento

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Comunicado do CSM – Notícias da comunicação social

Tendo sido veiculadas por alguns órgãos de comunicação social notícias que referem ter sido deliberado pelo Conselho Superior da Magistratura na passada terça-feira a instauração de um processo disciplinar ao Exmo. Senhor Juiz de Direito, Dr. Rui Teixeira, o Conselho Superior da Magistratura informa que a todos os Senhores Jornalistas que contactaram este órgão apenas foi prestada a informação de que havia sido tomada uma deliberação cujo teor somente seria tornado público após ser dado conhecimento da mesma aos interessados, lamentando o conteúdo de notícias que extrapolam o teor da informação prestada.

Mais informa que tal comunicação foi hoje enviada, podendo o seu teor ser tornado público na próxima segunda-feira, dia 11-11-2013.

Considerando o interesse revelado pela comunicação social na obtenção de tal informação, nesse dia será emitido pelo CSM novo comunicado informando do teor da deliberação tomada pelo Plenário.

Lisboa, 07 de Novembro de 2013. A Chefe de Gabinete de Apoio do Vice-Presidente do CSM, Albertina Pedroso.

[Transcrição de comunicado do Conselho Superior da Magistratura.]
[Imagem de RTCV.]
[Conhecimento deste comunicado via Francisco Miguel Valada.]

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CSM instaura processo disciplinar ao juiz Rui Teixeira

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Conselho Superior da Magistratura abre processo disciplinar a juiz Rui Teixeira

MARIANA OLIVEIRA 06/11/2013 – 17:11

Processo não é justificado pela recusa do juiz em aplicar o novo Acordo Ortográfico mas por causa das consequências processuais decorrentes do despacho do magistrado, que obrigou os serviços prisionais a reescrever relatório. Caso também foi participado ao Ministério Público.

O Conselho Superior de Magistratura decidiu nesta terça-feira abrir um processo disciplinar ao juiz Rui Teixeira, que dirigiu a instrução do processo Casa Pia e agora se encontra colocado no Tribunal de Torres Vedras. Em causa está um despacho em que o magistrado obriga os serviços prisionais a reescrever um relatório social de um recluso que estava escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico, atrasando o processo.

A informação foi confirmada ao PÚBLICO por duas fontes, apesar de oficialmente o Conselho Superior de Magistratura só adiantar que na terça-feira foi tomada uma deliberação sobre o caso. Esta, explicou uma porta-voz da instituição, só deverá ser divulgada pelo órgão que tutela os juízes quando os intervenientes forem notificados da decisão.

As duas fontes explicaram ao PÚBLICO que o processo foi aberto não por causa da recusa do juiz em aplicar o novo Acordo Ortográfico mas por causa das consequências processuais decorrentes do despacho do magistrado que, sob a ameaça de aplicação de uma multa, obrigou os serviços prisionais a reescrever um relatório obrigatório, o que terá atrasado uma decisão judicial num caso com arguidos detidos.

Aliás, o CSM já emitiu uma deliberação no sentido de os tribunais não estarem, por enquanto, vinculados à aplicação das novas regras de escrita.

Defendendo que os tribunais não estão obrigados a cumprir a resolução do Conselho de Ministros que determina a adopção das novas regras em todos os serviços da administração pública, Rui Teixeira escreveu na altura: “Nos tribunais, pelo menos neste, os factos não são fatos, as actas não são uma forma do verbo atar, os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso, e a língua portuguesa permanece inalterada até ordem em contrário.”

Quem não gostou do despacho foi o director-geral de Reinserção e Serviços Prisionais, Rui Sá Gomes, que participou o caso ao órgão disciplinar dos juízes e ao Ministério Público, imputando três crimes ao magistrado: denegação de justiça, abuso de poder e coacção de funcionário. Sá Gomes lembrou que os seus funcionários foram coagidos a desobedecer à lei que os obriga a aplicar o novo Acordo Ortográfico.

O PÚBLICO tentou, sem sucesso, contactar Rui Teixeira, que há dias se escusou a falar sobre o assunto.

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[Transcrição integral de notícia do jornal “Público” de 06.11.13, da autoria da jornalista Mariana Oliveira. “Links”, destaques a “bold” e sublinhados adicionados por nós. Foto de jornal “Público”.]

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