Ernani dis k preciza simplifiká u akordu ortugráfiku

torredebabel

Senado prepara a reforma do novo acordo ortográfico

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal instala, nesta sexta-feira (08), às 14h, o Centro de Estudos Linguísticos de Língua Portuguesa (Cellp). O Objetivo é reunir sugestões para a simplificação da ortografia, uma luta a fim de fortalecer a inclusão social e tornar a Língua Portuguesa no Brasil e nos países que a adotam como língua oficial, mais democrática.

Em julho deste ano, o professor e filólogo, Ernani Pimentel, foi empossado pela Academia de Letras de Brasília – ABL – como presidente do Centro de Estudos Linguísticos da Língua Portuguesa. O objetivo do Centro é a reunião de acadêmicos e estudiosos para que possam debater e buscar soluções para tornar o ensino mais acessível.

O Acordo Ortográfico e suas alterações firmadas em 16 de dezembro de 1990 suscitam forte debate na sociedade e entre países de Língua Portuguesa, como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Com seu adiamento para 31 de dezembro de 2015, por meio do Decreto Presidencial n° 7.875, especialistas da Língua Portuguesa têm trabalhado pelo adiamento do uso obrigatório das novas regras e a reformulação das normas aplicadas.

Por isso, no dia 1° de outubro de 2013, a Comissão de Educação do Senado Federal tornou possível a criação do grupo de trabalho para simplificar e aperfeiçoar o acordo ortográfico. A primeira reunião do grupo aconteceu no mesmo mês, no dia 17 de outubro, com o objetivo de apresentar até março de 2015 uma nova proposta à Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

Para o Professor de Língua Portuguesa, Ernani Pimentel, o Acordo foi elaborado na década de 1990, fruto de uma educação baseada essencialmente na velha “decoreba”, sem seguir lógicas objetivas e claras. O professor defende a simplificação da ortografia para que todos a dominem, sem precisar recorrer a dicionários e manuais.

(NM3 Consultoria)

[Texto transcrito (mantendo a ortografia original brasileira) do “blog” “Do Plenário, notícias de Brasília, por Marcos Machado”, 07.11.13. Destaques e sublinhados nossos. Imagem de Digital Productions (GlobeRed). ]

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9 comentários

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  1. Não sejamos pessimistas!90%dos meus contactos querem que o acordo ortográfico se fique por quem o pariu e dizem-me que continuarão a escrever como aprenderam!!!!A culpa do problema foi do Pedro Alvares Cabral………………….

    • Maria do Carmo Vieira on 8 Novembro, 2013 at 19:02
    • Responder

    Fernando Pessoa escreveria: «Boa noite e MERDA!» (para o texto obviamente).
    Eis no seu máximo esplendor a qualidade intelectual destes militantes da «Novilíngua»! E os portugueses (não todos, claro!) contemplam-na extasiados por iniciativa tão louvável!
    Até quando!? Até quando!?
    Maria do Carmo Vieira

  2. Pois é, Nani, bora simplificar ainda mais a ortografia. Depois o Nani, abolidos dicionários e manuais, poderá finalmente dominar a cultura dos pimentos, actividade para a qual não é necessária qualquer “decoreba”.

    • Jorge Pacheco de Oliveira on 9 Novembro, 2013 at 4:23
    • Responder

    Já há muito tempo que os brasileiros não falam e muito menos escrevem português.

    É conveniente que as autoridades portuguesesa digam aos brasileiros que façam o que quiserem com a língua deles, na terra deles, sem se intrometerem naquilo que se passa no país de origem da língua portuguesa e também nos países que querem adoptar o português de Portugal e não a corruptela praticada no Brasil.

    Obviamente, Portugal tem que suspender de imediato o absurdo AO90.

  3. Enfim, a mediocridade intelectual é tanta que uma pessoa já nem se sente revoltada. Pena, é a palavra. Pena dos pobres de intelecto microscópico, pena de uma língua gradualmente assassinada. Pena.

  4. Confesso, no entanto, que estou curioso sobre o que o próximo capítulo desta comédia trará. Talvez “imbessis”, “omens” e “jirafas”; quiçá “qissá”! A imaginação não tem limites quando se olha para um assunto sério com os olhos de uma criança do infantário.

  5. Ernani Pimentel empossado na ABL?
    Acredito se tratar de uma notícia equivocada pois Evanildo Bechara, negociador brasileiro do Acordo Ortográfico junto à CPLP, está contrário à posição do professor Ernani Pimentel desde que este lançou o Movimento Acordar Melhor, no qual propõe a simplificação do Acordo. As notícias que podemos ter certeza nos trazem a criação de um grupo de trabalho na Comissão de Educação, Cultura e Esporte, do Senado Federal, contando com a participação do professor Pasquale Cipro Neto e Ernani Pimentel.

  6. A Academia de Letras de Brasília empossou o Prof. Erani Pimentel como Presidente do Centro de Linguística da Língua Portuguesa para estudar a revisão do Acordo Ortográfico. Como a Academia Brasileira de Letras tem agido sem consultar os especialistas e, não participou das audiências públicas na Comissão de Educação, Cultura e Esportes, do Senado Federal (embora houvesse sido convidada), a criação do Centro de Estudos Linguísticos da Língua Portuguesa, por parte da Academia de Letras de Brasília representa um avanço nas discussões sobre o Acordo Ortográfico. Ainda mais, quando a proposta é também contar com os especialistas dos países da CPLP. Diferente do que foi feito em 1990, quando um texto assinado por politicos, que em nome de seus países, e sem qualquer grupo de especialistas em língua portuguesa, adotaram o AO, agora deveremos ter especialistas em língua portuguesa trabalhando no texto com o objetivo de simplificá-lo.

    • Alexandra Costa on 17 Novembro, 2013 at 11:11
    • Responder

    Provado fica, por A+B, que foi, no mínimo, prematura, a imposição da aplicação do AO em Portugal. O impacto desta aplicação, entretanto, traduz-se já em prejuízos estrondosos (pelo dinheiro que foi mal gasto, pelas crianças que aprenderam um Português adulterado, pelos danos materiais e imateriais ao Português europeu). Não cumpre a utilidade que se propunha no que diz respeito à unificação da Língua. Ambição que, de resto, era e é irrealista. O facto de haver diferentes evoluções da Língua Portuguesa em diferentes países não deveria ser visto como algo negativo, mas sim como parte da sua riqueza e prova da sua vitalidade.

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