«E no acordo ortográfico, o Pedro… mexia?» [canal Q, vídeo]

DESCRIÇÃO O Inferno traz a estúdio um opositor ao novo acordo ortográfico e fala com um especialista em assuntos africanos.

68º programa de “Inferno”. Com Pedro Vieira. Emitido a 11/01/2012.
Convidado: Pedro Mexia

O “Inferno” vai para o ar de segunda a sexta-feira às 22h e repete à uma da manhã. No sábado e no domingo, há “Uma Semana de Inferno” às 22h, com os melhores momentos dos dias anteriores. Disponível no serviço on demand.

http://videos.sapo.pt/p8WRupwavmy66LI07Icf

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«Onde para o acento?» [Nuno Pacheco, PÚBLICO]

Artigo NP P2 23012012Onde para o acento?

Não estranhem o título. Se não lhe encontram sentido, saibam que, “agora”, é assim que se escreve. No tal “bom português” que por aí se vende como sabonetes. Um exemplo recente: na edição dos contos de juventude de John Cheever (Fall River e outros contos dispersos, Sextante, 2011), a mesma editora que dera à estampa os fulgurantes Contos Completos, em dois volumes e num português decente, cedeu à tentação da novilíngua. E o pobre Cheever é posto a “escrever” frases como esta (Pág. 134): “Oh, para com isso, Charles! — disse a Sra. Dexter, impaciente.” Para com isso… fazer o quê, alguém explica? Cheever não pode, que já morreu. O tradutor também não, porque “é a lei” e ele não tem culpa nenhuma. A editora dirá o mesmo. E, como a vida não “para”, temos que aturar isto.

Temos? Não é assim tão certo. A aplicação do acordo tem vindo a fazer-se, não por qualquer lógica ou aprendizagem mas por métodos mecânicos. Escreve-se um texto, enfia-se no Lince e já está. O Lince é uma espécie de Bimby para as letras, só que, em lugar de fazer bons cozinhados, produz péssimas mistelas. Há quem não se importe. O próprio José Saramago, em Junho de 2008, numa entrevista ao programa Diga Lá Excelência (do PÚBLICO, Rádio Renascença e RTP2), dizia: “Vou continuar a escrever como escrevo hoje. Não vou querer estar a ir constantemente ao dicionário ver se se escreve com ‘c’ ou não. Os revisores encarregam-se disso.” Mas aceitava o acordo como uma fatalidade: “Creio que temos de embarcar nesse comboio, mesmo que não gostemos muito. Não há outro remédio.” Haver havia, mas tanto insensato encolher de ombros ajudou a que não houvesse. Agora o negócio não “para”, como se vê.
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«A imprensa e o (des)Acordo Ortográfico» [“O Diabo”]

Editorial

O início deste ano foi marcado pela adopção do famigerado Acordo Ortográfico (AO) no ensino, nos textos oficiais e na Administração Pública. O Governo pretende, assim, dar a machadada final na ortografia nacional, esperando que todos se resignem. A maior parte das pessoas pouco ligou a esta questão até ver o AO a entrar-lhe, literalmente, em casa.

Como escreveu Miguel Esteves Cardoso, este Acordo foi “feito atrás das nossas costas, enquanto dormíamos, por quem estava sempre a acordar”. Mas, agora que está bem à nossa frente, não há desculpa para não o denunciarmos. Há mesmo a obrigação de o recusar de todas as formas ao nosso alcance. Uma delas é assinando a Iniciativa de Cidadãos Contra o Acordo Ortográfico (cedilha.net/ilcao).

No entanto, a imprensa tem neste caso um papel de especial importância. Mesmo nos órgãos que se apressaram no seguidismo ao AO, vários colunistas mantiveram o que agora se chama “a anterior ortografia”. Acontece que cada vez mais jornais começam a adoptar o AO, mesmo contrariados. É o caso do diário desportivo “A Bola”, um dos jornais mais vendidos em Portugal, que a partir de 2 de Janeiro último começou a escrever com as novas regras. Isto “apesar da divergência profunda e irremediável” e depois de “um tempo de silenciosa resistência a um acordo do qual profundamente discordamos”, nas palavras do seu director.

Foi uma triste notícia e um mau exemplo para todos os resistentes. Ainda assim, continuaremos a ter jornais escritos com duas ortografias. Foi esta a “unificação” que o AO trouxe, na prática.

Nós não adoptamos! (Escrito assim, correctamente, com o “p” que parece ser tão incómodo para alguns). Não é uma questão de teimosia, é por princípio e por dever enquanto portugueses.»
Duarte Branquinho

Editorial da edição desta semana de “O Diabo“.

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Ana Almeida subscreveu a ILC

Ana Almeida nasceu em Nelas, no distrito de Viseu, mas cedo se mudou para os arredores de Lisboa.

Concluiu o 10º Ano de escolaridade já enquanto trabalhava, tendo passado por diversos ofícios. Há 18 anos estabeleceu-se por conta própria com uma lavandaria, a AnaSec, na Quinta do Barão, em Carcavelos. Este estabelecimento faz parte do mapa de locais onde há impressos de subscrição da ILC, o que só por si já seria indício suficiente de que a proprietária é uma adversária convicta do “acordo ortográfico”.

E é uma activista, não apenas recolhendo assinaturas e distribuindo impressos como também esclarecendo os seus clientes sobre o assunto e ainda fazendo de tudo um pouco (ou tudo o que pode, o que já não é pouco) para que o nosso movimento cívico tenha sucesso.

Evidentemente, subscreveu também a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Este é mais um perfil publicado na “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes da ILC pela revogação do “acordo ortográfico”.

Nota: esta publicação foi expressamente autorizada.

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Onde assinar a ILC: restaurante “O António”, Lagos

Restaurante “O António”
Praia de Porto de Mós
8600 Lagos

Com autorização expressa do proprietário do estabelecimento para publicação. Cartão da casa e postal recebidos por carta. Existe um cartaz da ILC na porta do restaurante.

A partir de agora também ali poderá subscrever a ILC pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico”.

Mais um estabelecimento no mapa dos locais de recolha de assinaturas!

Se possui um estabelecimento e pretende apoiar a iniciativa, basta fazer download do cartaz e do impresso de subscrição para que os seus clientes possam subscrever a ILC. Depois remeta-nos um cartão-de-visita da casa para que ela apareça também neste mapa.

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