Onde assinar a ILC: Igreja de São Vicente, Évora

IMG_7636A Colecção B é uma associação cultural com sede em Évora, cidade onde desenvolve programação regular na Igreja de São Vicente. Organiza desde 2004 o Festival Escrita na Paisagem.

Desde Outubro de 2011 é a entidade residente na Igreja de São Vicente, depois de ter naquele espaço produzido espectáculos, encontros, debates, lançamentos e exposições, integrados no Escrita 2011. Com os Ciclos de Sâo Vicente, programa actividades de formação, espectáculos, exposições, encontros, cinema, dança, música e o mais que se vai proporcionando.

Em todas as suas publicações a Colecção B tem o cuidado de sublinhar expressamente que não segue o Acordo Ortográfico.

IMG_7644A Colecção B é uma estrutura financiada pela Presidência do Conselho de Ministros / Secretaria de Estado da Cultura / Direcção-Geral das Artes, promotora e produtora do Festival Escrita na Paisagem desde 2004.

A funcionar já desde há algum tempo, a Igreja de São Vicente é mais um local onde poderá assinar a ILC – Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico. Se passar por lá até ao dia 10 de Março, junte o útil ao agradável assistindo à exposição de fotografia de Paulo Alegria, “Cultura Magra” (de quarta a domingo, das 14:00h às 19:39h).

Fotografias de Márcio Pereira, gentilmente cedidas pela Associação para esta publicação.

Ver Mapa de Locais de recolha de assinaturas para a nossa ILC.

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O Manifesto de Girona e os “fatos com-seus-medos” [Teresa Cadete, PÚBLICO, 21.02.2013]

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Em Maio de 2011, os participantes do encontro anual do Comité de Tradução e Direitos Linguísticos do PEN Internacional, reunidos na cidade catalã de Girona, terminavam de redigir um pequeno manifesto que sintetizava em dez pontos o documento muito mais extenso, até então em vigor, de defesa dos direitos das línguas, sobretudo minoritárias, em particular daquelas que estavam – e estão – ameaçadas de extinção. Pela sua importância, transcrevemos aqui este texto, que condensa as preocupações de todos os que cuidam do tecido que nos conecta quando pensamos, comunicamos, criamos, sonhamos:

1. A diversidade linguística é um património da humanidade que deve ser valorizado e protegido.

2. O respeito por todas as línguas e culturas é fundamental no processo de construção e manutenção do diálogo e da paz no mundo.

3. Cada pessoa aprende a falar no seio de uma comunidade que lhe dá vida, língua, cultura e identidade.

4. As diversas línguas e os diversos falares não são só instrumentos de comunicação; são também o meio em que os seres humanos crescem e as culturas se constroem.

5. Qualquer comunidade linguística tem direito a que a sua língua seja utilizada oficialmente no seu território.

6. O ensino escolar deve contribuir para prestigiar a língua falada pela comunidade linguística do território.

7. O conhecimento generalizado de diversas línguas por parte dos cidadãos é um objectivo desejável, porque favorece a empatia e a abertura intelectual, ao mesmo tempo que contribui para um conhecimento profundo da língua própria.

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«Uma aventura desastrosa» [João Fabião, “Ponto Crítico”, Fev. 2013]

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A decisão da Presidente do Brasil Dilma Roussef de adiar a entrada em vigor do Acordo Ortográfico para 1 de Janeiro de 2016 deu mais uma razão a todos os que se opõem a este Acordo.

Na verdade, trata-se de uma decisão que nada tem de original. É o mesmo procedimento seguido pelo Brasil em 1945, na sequência de um Acordo Ortográfico negociado, aprovado e assinado pelos dois países. Na altura, o Brasil adiou sucessivamente a sua aplicação, até o renegar 10 anos depois, considerando-o inaceitável. Segundo as notícias do outro lado do Atlântico, tudo indica que a história se vai repetir.

Encontramo-nos assim numa situação bizarra e absolutamente paradoxal. Um Acordo que supostamente serviria para unificar a grafia em todo o espaço lusófono conduzirá, ao que tudo indica, a um cenário com três ortografias distintas: o Brasil manterá a norma brasileira; Angola seguirá a grafia anterior ao Acordo; e, se nada for feito, Portugal persistirá no pobre “Acordês”, cheio de facultatividades e inconsistências, em que se suprimem algumas consoantes (aspecto/aspeto, recepção/receção) e outras não (facto, contacto), ao arrepio de qualquer critério lógico.

Está visto que este Acordo Ortográfico foi uma aventura desastrosa, para a qual só há uma solução à vista: a sua suspensão imediata.

João Fabião
Porta-voz do Desacordo Técnico

[Transcrição integral de texto da autoria de João Fabião no “Ponto Crítico” (publicação da AEIST) n.º 13, de Fevereiro de 2013.]

MDT0213[“Recorte“, da publicação referida, sobre o Movimento Desacordo Técnico.]

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Jorge Buescu subscreveu a ILC

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Jorge Buescu é matemático e Professor Associado na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Licenciado em Física pela FCUL, Doutorado em Matemática pela Univ. Warwick, Agregado em Matemática pelo IST, é autor de uma dezena de livros e de cerca de duas centenas de artigos científicos e de divulgação, nacional e internacionalmente publicados.

O Acordo Ortográfico que se pretende administrativamente impôr é absurdo sob qualquer dos pontos de vista que se aborde. Seria uma aberração linguística: a etimologia latina do vocabulário português é ofuscada, e deixa de haver normas claras para o que é um erro ortográfico (quem tem crianças em idade escolar pode verificá-lo nos manuais, em que chega a haver duas grafias para o mesmo termo). Seria um atentado cultural: naturalmente a língua evoluiu de formas diferentes no espaço da lusofonia. Negar essa evolução quase darwiniana é anti-natural; tentar anulá-la por decreto um atentado cultural. Chega a ser provinciano: quem, como eu, viveu anos em Inglaterra sabe bem como no espaço da Anglofonia as diferenças gráficas são um não-problema quase risível. Ninguém sente necessidade de que nos E.U.A., no Reino Unido ou na Austrália a grafia, ou mesmo a terminologia, sejam idênticas. Pelo contrário: a diferença é respeitada e até apreciada, por vezes com muito bom humor.

Por vezes é brandido o argumento “científico”: os linguistas são as únicas pessoas cientificamente qualificadas para se pronunciar sobre a discussão. Enquanto físico, cientista, e também escritor e cidadão, este argumento de autoridade deixa-me extraordinariamente incomodado. Seria como se, na discussão sobre se Portugal deve ou não adoptar a energia nuclear, se viesse defender que só os físicos têm direito a pronunciar-se. Não achariam os linguistas ter o direito de se pronunciar se estivesse em causa viver perto de uma central nuclear? Pois enquanto utilizador da língua portuguesa é exactamente o que sinto com este AO90.

E finalmente, o facto que me parece definitivo sobre esta questão. O AO90, longe de unificar grafias, provoca exactamente o oposto. A pulverização de grafias admissíveis, dentro do mesmo país ou cidade, gera o caos e contraria qualquer veleidade a uma intenção unificadora, actual ou futura, no espaço da Lusofonia.

Por estas razões, nunca como autor adoptarei esta grafia. Pelo que verifico, estou felizmente muito longe de ser o único.

Jorge Buescu

Jorge Buescu subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico”.

Veja a nossa “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes.

[Nota: esta publicação foi autorizada pelo subscritor, que nos enviou – expressamente para o efeito – as respectivas nota biográfica e fotografia para utilização neste “post” e ainda o texto original transcrito .]

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“Afetivamente” a RTP é um “espetáculo”

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[Fotografia da autoria de Manuel Araújo. Publicada no Facebook em 17.02.13.]

«O autor goza durante toda a vida do direito de assegurar a genuinidade e integridade da sua obra, opondo-se à sua destruição, a toda e qualquer mutilação, deformação ou outra modificação da mesma, e, de um modo geral, a todo e qualquer acto que a desvirtue.»
António de Macedo, “Os direitos de autor e o AO90“

gnrafectivamente

[Imagem copiada do “site” Mapa Música.]

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