Duas consoantes seguidas?! Não pode. Corta.

sentido proibido ex...

Placa de trânsito colocada perto da Faculdade de Ciências, nas traseiras da Faculdade de Letras de Lisboa.

[Esta fotografia (tirada muito recentemente), da autoria de Jorge Buescu, foi-nos enviada por email por Ana Isabel Buescu. ]

Actualização em 07.11.13, 12:46.

Uma página criada no Facebook, precisamente com o nome de “Exeto Universidade“, acaba de publicar a fotografia que se segue.

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Para ver o mesmo local (aproximadamente) fotografado pelo serviço de localização “Google Street View” em Maio de 2009, “click” AQUI.

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CSM recusa divulgar decisão sobre o caso do Juiz Rui Teixeira [SIC N, vídeo]

Juiz Rui Teixeira recusa documentos escritos com o acordo ortográfico

Rui Teixeira, o juiz que conduziu a instrução do processo Casa Pia, não reconhece o acordo ortográfico e recusou um relatório social escrito na nova ortografia. O caso deu origem a uma participação no Conselho Superior da Magistratura que já tomou uma decisão mas que, por enquanto, recusa divulgá-la.

[Notícia em vídeo divulgada pelo canal de televisão “SIC Notícias” no noticiário das zero horas do dia 06.11.13. A citação é da sinopse da notícia.]

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O caso do juiz Rui Teixeira já chegou ao Brasil

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Juiz de Portugal não aceita documentos escritos com base no novo acordo ortográfico e provoca polêmica 
Edição 2000 de 3 a 9 de novembro de 2013
Euler de França Belém

O acordo ortográfico entre os países de Língua Portuguesa pode fazer a “primeira” vítima em Portugal. O jornal “Público” divulgou com destaque na edição de terça-feira, 5, o título “No Tribunal de Torres Vedras um cágado não é algo malcheiroso embora haja quem conteste isso”. O texto é da repórter Ana Henriques. O Conselho Superior da Magistratura (espécie de Conselho Nacional de Justiça) vai discutir a conduta do juiz Rui Teixeira na lida “com documentos escritos ao abrigo do acordo ortográfico”. O magistrado recusa-se a aceitar documentos escritos com base no acordo ortográfico.

O “Público” relata que, em abril, o juiz Rui Teixeira “obrigou os serviços do Ministério da Justiça a reescreverem o relatório social de um detido, de forma a expurgá-lo das alterações introduzidas pelo acordo, sob pena de multa. Defendendo que os tribunais não estão obrigados a cumprir a resolução do Conselho de Ministros que determina a adopção das novas regras em todos os serviços da administração pública, Rui Teixeira escreveu na altura: ‘Nos tribunais, pelo menos neste, os factos não são fatos, as actas não são uma forma do verbo atar, os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso e a Língua Portuguesa permanece inalterada até ordem em contrário’”.

As palavras do juiz Rui Teixeira irritaram o diretor-geral de Reinserção e Serviços Prisionais, Rui Sá Gomes. Ele denunciou o magistrado ao Conselho Superior da Magistratura, acusando-o de ter cometido três crimes: “denegação de justiça, abuso de poder e coacção de funcionário”. Mesmo sob pressão, “o juiz recusou-se a apreciar o relatório social enquanto os ‘erros ortográficos’, como lhes chamou, não fosse emendados e ameaçou aplicar uma coima [multa]”, relata o “Público”.

Segundo o jornal, “Sá Gomes alega ainda que os seus funcionários foram coagidos a desobedecer à lei que os obriga a usar o português na sua nova forma”.

O Conselho Superior de Magistratura provavelmente não irá penalizar o juiz Rui Teixeira, pois, de acordo com o “Público”, seu “entendimento tem sido no sentido de os tribunais não estarem, por enquanto, vinculados à aplicação do acordo”. O jornal ironiza: “A ser aplicada uma pena de advertência ao juiz, resta saber se será no velho ou no novo português — se Rui Teixeira acederá a tomar dela conhecimento, caso lhe apareça escrita ao abrigo do acordo, uma vez que os conselheiros gozam de liberdade nessa matéria”.

Curiosamente, o jornal que revela e comenta a polêmica não aderiu ao acordo ortográfico.

[Transcrição integral (respeitando, evidentemente, a ortografia brasileira original), de notícia do “Jornal Opção”, do Brasil, de 05.11.13. “Links” adicionados por nós.]

Ver “post” inicial sobre este assunto.

[Imagem de http://www. brasilportugal.org.br]

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Juiz Rui Teixeira acusado de três crimes por recusar AO90

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No Tribunal de Torres Vedras um cágado não é algo malcheiroso embora haja quem conteste isso

ANA HENRIQUES 05/11/2013 – 00:00
Ministério da Justiça assaca três crimes ao juiz Rui Teixeira por causa das regras de português. Órgão disciplinar decide hoje

O Conselho Superior de Magistratura tem na agenda de trabalhos de hoje a recusa do juiz Rui Teixeira, que dirigiu a instrução do processo Casa Pia, em lidar com documentos escritos ao abrigo do acordo ortográfico.

Colocado no tribunal de Torres Vedras, o magistrado obrigou em Abril os serviços do Ministério da Justiça a reescreverem o relatório social de um detido, de forma a expurgá-lo das alterações introduzidas pelo acordo, sob pena de multa. Defendendo que os tribunais não estão obrigados a cumprir a resolução do Conselho de Ministros que determina a adopção das novas regras em todos os serviços da administração pública, Rui Teixeira escreveu na altura: “Nos tribunais, pelo menos neste, os factos não são fatos, as actas não são uma forma do verbo atar, os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso e a Língua Portuguesa permanece inalterada até ordem em contrário”.

Quem não achou piada ao discurso antiacordo ortográfico foi o director-geral de Reinserção e Serviços Prisionais, Rui Sá Gomes, que participou ao órgão disciplinar dos juízes três crimes alegadamente cometidos pelo magistrado: denegação de justiça, abuso de poder e coacção de funcionário. Em suma: o juiz recusou-se a apreciar o relatório social enquanto os “erros ortográficos”, como lhes chamou, não fossem emendados e ameaçou aplicar uma coima. Sá Gomes alega ainda que os seus funcionários foram coagidos a desobedecer à lei que os obriga a usar o português na sua nova forma.

Contactado pelo PÚBLICO, Rui Teixeira escusou-se a falar sobre o assunto, que remeteu para o Conselho Superior de Magistratura, cujo entendimento tem sido no sentido de os tribunais não estarem, por enquanto, vinculados à aplicação do acordo.

O problema pode ser, neste caso, a recusa em apreciar um documento só por estar escrito da nova forma. A ser aplicada uma pena de advertência ao juiz, resta saber se será no velho ou no novo português – e se Rui Teixeira acederá a tomar dela conhecimento, caso lhe apareça escrita ao abrigo do acordo, uma vez que os conselheiros gozam de liberdade nessa matéria.

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[Transcrição integral de notícia do jornal “Público” de 05.11.13, da autoria da jornalista Ana Henriques. “Links” e destaques a “bold” adicionados por nós. Foto de “Correio da Manhã“.]

Nota: também o Sr. Dr. Juiz Rui Estrela de Oliveira, de Viana do Castelo, tomou uma posição pública semelhante à do Sr. Dr. Juiz Rui Teixeira quanto a esta mesma matéria.

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«A questão galega» [Renato Epifânio, “Público”, 03.11.13]

publico
A situação que vou descrever passou-se na II Conferência sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, que decorreu na Universidade de Lisboa, no final do mês de Outubro. Não vou mencionar nomes, porque o que mais importa são os argumentos. Ou a falta deles. Em todo o caso, a situação que vou descrever teve várias dezenas de testemunhas.

No âmbito desse evento, houve uma mesa específica sobre “A questão galega”. O que importa desde logo salientar é que todos os oradores dessa mesa eram galegos, falaram em galego para a assistência maioritariamente portuguesa e ninguém se queixou de não ter percebido o que quer que fosse.

Simplesmente, alguns oradores defenderam que a língua galega era realmente uma “língua independente da língua portuguesa” (uma “língua românica autónoma”, como foi frisado), enquanto os outros (entre os quais me incluo – dado que participei no aceso debate que se seguiu às diversas comunicações) defenderam o óbvio: que entre a língua que se fala na Galiza e em Portugal há tantas diferenças quanto, por exemplo, a língua que se fala em Portugal e no Brasil.

Bem sei que, lá e cá, há quem considere que, no Brasil, também existe realmente uma “língua independente da língua portuguesa” (talvez mesmo uma outra “língua românica autónoma”). O que até se compreende, para quem tem uma visão estrita, para não dizer estreita, do que é a Lusofonia – necessariamente, uma realidade plural e polifónica. De resto, a essa luz, até se pode questionar se em todo o território português se fala realmente a “mesma” língua.

Fácil é de perceber que o que esteve em causa, nesse debate, foram duas vias possíveis para a resolução da questão galega: uma insistindo numa via isolacionista, que não levará senão, a curto-médio prazo, à completa extinção dessa singularidade linguístico-cultural; a outra, apostando antes numa crescente convergência com o espaço lusófono (não apenas com Portugal), sem qualquer fantasma de dissolução. A língua que se fala na Galiza será sempre uma variante singular da língua portuguesa, nessa acepção mais ampla e mais profunda do que é a Lusofonia, enquanto realidade plural e polifónica.

Obviamente, a questão galega padece do fantasma político – sobretudo numa altura em que o todo espanhol ameaça desagregar-se. Por isso, compreende-se um especial cuidado por parte das autoridades portuguesas: decerto, ninguém pretende gerar um conflito político-diplomático com Espanha. Simplesmente, por muitos cuidados que se tenham, a verdade é que existe uma singularidade linguístico-cultural na Galiza que, por direito próprio, integra essa realidade plural e polifónica que é a Lusofonia. Com todos os cuidados político-diplomáticos que se devem ter, aja-se, pois, em consequência. A Pátria Lusófona assim o exige.

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono.
www.movimentolusofono.org

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[Transcrição integral de texto, da autoria de Renato Epifânio, publicado no jornal “PÚBLICO” de 03.11.13. Destaques e “links” adicionados por nós.]

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