
«De acordo com A Bola, o médio egício, tido como o maior craque recente do seu país, é alvo do Benfica para 2013/14.»
Jan 21 2015
Os habitantes do “Egito” são os “egícios”
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Jan 21 2015
«Meus queridos analfabetos» [José Fanha, “Público”, 20.01.15]
Meus queridos analfabetos
José Fanha
«A figura que há tempo domina a cena social é a do “analfabeto secundário”. Pode ser um ministro, um gestor, uma empregada de caixa de supermercado.»
Sorrio sempre que alguém diz: “Não gosto de ler.”
Todo o homem é um leitor. Lê imagens, sinais, signos e palavras. Lê a linguagem das nuvens e sabe que vai chover. Lê a linguagem dos pássaros, a das cabras, a das águas, lê todas as linguagens da natureza. Lê as linguagens que se lêem com a vista, com o olfacto, com o sabor, com o ouvido, com a pele. Para sobreviver na selva ou na tundra, os nossos antepassados dos tempos pré-históricos tinham que ser muito bons leitores.
A esta capacidade original de ler veio juntar-se a capacidade de nomear através da palavra. Esse foi um primeiríssimo acto mágico e maravilhoso, fundador da história da humanidade.
O próprio mundo na tradição judaico-cristã é criado pela palavra. Segundo o Génesis:
“No princípio, Deus criou os céus e a terra.
A terra era informe e vazia. As trevas cobriam o abismo, e o Espírito de Deus movia-Se sobre a superfície das águas.
Deus disse: ‘Faça-se luz’. E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. Deus chamou dia à luz e noite às trevas.”
O criador do Homem e do Mundo disse: “Faça-se luz”. Isto é, a palavra gerou a coisa. Mais do que isso, a palavra e a coisa ficaram indissoluvelmente ligadas. A coisa contém a palavra. Melhor, contém o nome. E o nome convoca a coisa.
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Jan 21 2015
A ‘co-adopção’ e as outras
Esse Acordo Ortográfico foi votado por unanimidade, nesta Câmara, em 1991 — aliás, privilégio que o Bloco de Esquerda não teve porque não existia à época.
***
Neste preciso momento, estará a ser debatido, na Assembleia da República, um projecto de lei do Bloco de Esquerda sobre a eliminação da impossibilidade legal de adopção por casais do mesmo sexo. Na Exposição de Motivos, pode ler-se “debate promovido na sociedade e na Assembleia da República em torno do projeto [sic] de lei da co adoção [??]” e “o radicalismo da maioria de direita e as manobras que descambaram numa proposta infundada de referendo (…) visaram bloquear o processo legislativo em curso relativo à co adoção [??]”.
Isto é, quase dois anos depois da anómala ‘co-adoção’ – e apesar da coadoção –, o Bloco de Esquerda consegue matar dois coelhos de uma cajadada: conjuntamente com um projecto de lei sobre a eliminação da impossibilidade legal de adopção por casais do mesmo sexo, apresenta uma proposta de aditamento ao disposto no texto do Acordo Ortográfico de 1990.
Efectivamente, o deputado Luís Fazenda tinha razão: com estas ocorrências (‘co adoção’, ‘co-adoção’ e ‘coadoção’) ficamos “com três grafias”. É “absolutamente insustentável, não faz sentido nenhum, é de uma ilogicidade total”? A deputada Isabel Moreira pode escrever que “nada mudou desde o chumbo da co-adoção [?]“. Mudou para (muito) pior. Mas a culpa não é minha. É vossa. Assumam-na. E retractem-se. Com cê, sff.
Francisco Miguel Valada
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Jan 20 2015
“conveção iônica bateriana crônica”
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Jan 20 2015
A “inteletualidade” da “inteletual” Natália Correia
«Inteletual, poetisa e ativista social, autora de extensa e variada obra publicada, com predominância para a poesia, Natália Correia (Natália de Oliveira Correia) nasceu a 13 de setembro de 1923, na Fajã de Baixo, ilha de S. Miguel –Açores. »
«Fundou em 1971, com Isabel Meireles, Júlia Marenha e Helena Roseta, o bar “Botequim”, onde durante as décadas de 1970 e 1980 se reuniu grande parte da inteletualidade portuguesa.»
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