Ricardo Pais e o “acordo ortográfico”

Depoimento do encenador Ricardo Pais sobre o “acordo ortográfico”, no âmbito desta Iniciativa Legislativa de Cidadãos, de que é subscritor.

Gravação e montagem de Luís Romero.

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O que é a ILC contra o AO90 [vídeo]

Montagem de Luís Romero.

Apresentação da Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico” de 1990.

Montagem de Luís Romero.

Música: Carlos Seixas Sonata in D minor No.24, Robert Woolley, Harpsichord

Imagens:
– Entrevista de Maria do Carmo Vieira, Sapo Notícias (27/04/2010)
– Entrevista de João Pedro Graça, Jornal das 9, Sic Notícias (15/04/2010)
– Depoimento de Ricardo Pais (30/05/2011)
– Depoimento de António Garcia Pereira (29/05/2011)

Citações:
– «Acordo Ortográfico: A Perspectiva do Desastre», de Vasco Graça Moura, ed. Aletheia, 2008
– Miguel Esteves Cardoso in «Apologia do Desacordo Ortográfico», de António Emiliano, ed. Verbo
– «DEMANDA, DERIVA, DESASTRE – Os três dês do Acordo Ortográfico», de Francisco Miguel Valada, ed. Textiverso, 2009
– Pessoa Inédito. Fernando Pessoa. (Orientação, coordenação e prefácio de Teresa Rita Lopes). Lisboa, Livros Horizonte, 1993

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A dignidade da Língua Portuguesa [MCV]

Fruto de uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos, independente de qualquer partido político e amplamente divulgada na internet, https://ilcao.com/, decorre ainda a recolha de assinaturas contra o novo Acordo Ortográfico (1990), sendo necessário reunir 35.000. Um número, a nosso ver, exorbitante e que reflecte a pretensa bondade democrática do Poder, ao oferecer aos cidadãos a possibilidade de se insurgirem e de se manifestarem criticamente contra uma dada situação. Um número que, afinal, subentende um convite à desistência, mas que põe à prova a nossa força de vontade. Com efeito, ainda que possa vir a ser alterada, esta lei acaba por constituir um desafio à nossa capacidade de intervir e de resistir, demonstrando que as dificuldades não assustam quando estamos convictos das causas que abraçamos. O que não é aceitável é que nos resignemos e nos demitamos das nossas convicções, abandonando a causa, lavando as mãos como Pilatos. Esta luta não pode perder o seu sentido, logo, teremos de continuar e conseguir as 35.000 assinaturas que permitirão que o tema seja de novo discutido pelos novos intervenientes, na Assembleia da República.

É interessante constatar, e sirvo-me do texto do jornalista Nuno Pacheco, «A ortografia não vai a votos», publicado no jornal Público de 30.05.2011, que os partidos políticos que na Assembleia da República aderiram sem reservas ao AO, e votaram a sua implementação, redigem em português «incorrecto» os seus programas, visando as próximas eleições de 5 de Junho. É obviamente irónico o adjectivo «incorrecto», e usei-o por me lembrar que em acções de formação, que pululam por empresas, escolas e centros, os participantes são convidados a aprender a escrever «o português correcto», ou seja, o que decorre do novo AO. E ainda que nessas acções, algumas pessoas argumentem, por exemplo, que sempre pronunciaram o c de «espectador», desejando mantê-lo, ficam a saber que isso é uma ilusão porque a palavra deverá ser «espetador» e, em caso de ambiguidade semântica, bastará o contexto para a decifração do sentido. Argumento também utilizado em relação à confusão que poderá advir do facto da 3ª pessoa do singular do verbo «parar», no Presente do Indicativo, perder o acento, ficando igual à preposição «para».
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Jorge Rabaça subscreveu a ILC

Jorge Rabaça

Jorge Rabaça, 46 anos, natural de Viseu, é empresário de restauração.

Completou o 9º Ano de escolaridade estudando à noite, com muito sacrifício e ainda mais determinação, já com família a cargo e tendo dois estabelecimentos comerciais para gerir em simultâneo.

Sobre o “acordo ortográfico” diz, certeira e cirurgicamente, que “temos de defender a nossa Língua, que não temos outra”. É já longa e muito empenhada a sua ligação à ILC, visto que foi dos primeiros empresários a disponibilizar-se para distribuir impressos de subscrição e folhetos, tanto no Café Esplanada (em S. Domingos de Rana) como no Jorge’s Bar (em Tires), ambos de sua propriedade; e nos dois locais não apenas recolhe assinaturas como incentiva os clientes a subscrever a iniciativa, esclarecendo-os sobre quaisquer dúvidas e mesmo ajudando-os a obter os seus dados de recenseamento eleitoral.

Evidentemente, subscreveu também a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Nota: esta publicação foi autorizada pelo subscritor.

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Políticos contra o “acordo ortográfico”

Como sabemos, António Garcia Pereira subscreveu a ILC pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico” de 1990.

Conforme está claramente expresso neste site e nos próprios pressupostos da ILC, a nossa iniciativa é independente de quaisquer Partidos ou organizações partidárias, sendo absolutamente transversal, em todos os aspectos, incluindo o político, a toda a sociedade portuguesa.

A nossa ILC conta entre os seus subscritores com pessoas que representam o espectro político nacional em toda a sua amplitude, desde a extrema-esquerda à extrema-direita, passando por todos os Partidos com (ou sem) representação parlamentar. Como ilustração desta absoluta abrangência, bastará porventura citar – apenas daqueles subscritores que aceitaram dar a cara por esta Causa – o caso de um fundador de um e de um dirigente de outro dos dois maiores partidos políticos nacionais.

Publicamos agora esta declaração política deste dirigente político em particular da mesma forma que publicaremos as de teor semelhante proferidas por quaisquer outros dirigentes de qualquer outra organização partidária. Assim nos façam – os próprios ou alguém por eles mandatado – chegar essas declarações, evidentemente.

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