Angola e a Perspectiva de adoptar o Acordo Ortográfico
Nota prévia: nada tenho contra a harmonização da escrita da língua portuguesa entre os diferentes países que a usam como sua língua oficial desde que as especificidades de cada cultura sejam ressalvadas e guardadas. Por isso, não tenho qualquer distinção contra o Acordo Ortográfico (AO), em si, mas não acredito nas bondades tão evidenciadas por certos linguistas quanto à sua total inserção impositiva nos fóruns nacionais e internacionais, sendo o contrário visto não como um arcaísmo, mas sim como um enorme erro, fortemente penalizado nos órgãos institucionais e de ensino.
por: Eugénio Costa Almeida©
Como já devem ter reparado, todas as minhas crónicas, ensaios, e outros tipos de obras são escritas, sempre – apesar de aceitar a tal harmonização linguística, leia-se o AO – escritas na versão antiga, aquela que nós ainda usamos e escrevemos.
Posto esta nota prévia, vamos ao que interessa. Recentemente, li um artigo no Jornal de Angola (versão online) que o AO está em desenvolvimento, “bem encaminhado”, segundo o título do artigo, com Moçambique a já ter aprovado, a nível de Conselho de Ministros a entrada em vigor do AO, aguardando a ratificação pelo Parlamento, e que Angola já está em discussão para a sua implementação.
Como disse no início, nada tenho contra o AO, mas há situações que se tornam insustentáveis com o AO, devido aos homónimos que se vão criar com evidentes lapsos semânticos e de sintaxe que os mesmos vão fomentar.
Jun 08 2015
«Angola e a Perspectiva de adoptar o AO90» [E. C. Almeida, “Pravda” (Rússia), 08.06.15]
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Jun 07 2015
«PT ou BR» [José Horta Manzano, “Correio Braziliense”, 06.06.15]
PT ou BR
José Horta Manzano
Artigo publicado pelo Correio Braziliense em 6 jun 2015
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Dia 13 de maio, comemoramos a Lei Áurea, que pôs fim à escravidão oficial e entrou para a hagiologia nacional. Em Portugal, o 13 de maio celebra a Virgem de Fátima. Este ano, porém, um clamor quase empanou o fervor. É que, justamente nesse dia, entrou oficialmente em vigor, em terras lusas, a grafia determinada pelo Acordo Ortográfico alinhavado em 1990 pelos integrantes do clube lusófono.
No Brasil, a resistência ao AO90 foi pouca, não passou de protestos frouxos. O adiamento da entrada em vigor, programada agora para o fim deste ano, nem tinha razão de ser. Na prática, Inês é morta: a nova grafia já mandou a antiga às favas.
Mais do que pelo sol tropical, o brasileiro tem o couro curtido pelas lambadas que levou ao longo dos séculos. Revoluções, golpes de Estado, implantação e supressão súbita de leis, reviravoltas políticas repentinas e constantes, insegurança jurídica causam aflição crônica. Com paciência beneditina e resignação bovina, aprendemos a engolir pronunciamientos e a lidar com eles. Dançar conforme a música não é, entre nós, mera figura de estilo.
Calejados por sucessivas reformas ortográficas, não opusemos grande resistência a essa enésima modificação. O que mais nos incomoda é o pouco tempo que tem decorrido entre remodelações. Pessoas que, em 1990, tinham 55 anos ou mais viram-se obrigadas a aprender a escrever pela quarta vez! Alfabetizadas pela antiga grafia pseudoetimológica, já tinham sido forçadas a se adaptar à reforma de 1943 e à de 1971. A de 1990 amolava, sim, ainda que o desconforto não se tenha convertido em rebelião.
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Jun 06 2015
Manifesto Anti-Guilherme
Este “post” fica arquivado na categoria “Opinião”.
De facto, o texto de Guilherme D’Oliveira Martins publicado há dias na revista “Visão” é de tal forma revoltante, parece-me, é tão desonesto – para não dizer miserável -, intelectualmente falando, acho eu, que apenas como simples “opinião” me permito reproduzi-lo aqui… devidamente “guarnecido” com aquilo que eu penso do texto e do seu autor.
É também esta a única forma de que disponho, se bem que modesta, de ao menos deixar “lavrado” algures o meu protesto, veemente, enérgico e “ligeiramente” enraivecido, quanto a mais uma ridícula tentativa de reescrita da História.
Parafraseando o que escreveu Maria do Carmo Vieira sobre a acordização selvagem da obra do Padre António Vieira, não merecia Graça Moura este tratamento. Escrever sobre ele um texto encomiástico em acordês já seria suficientemente mau; mas citá-lo e, pior ainda, usando dele citações textuais “convertidas” para o português estropiado “segundo as regras” do AO90, bem, isso então é absolutamente intolerável, nojento, abjecto. Uma canalhice sem nome.
E assim como aqui deixo esta adjectivação, pela qual assumo evidentemente – e com imensa honra – toda a responsabilidade, aqui deixo também a transcrição do dito texto, da autoria de Guilherme D’Oliveira Martins, devidamente corrigido, transposto, “traduzido” para Português legítimo; e não apenas nas citações de Vasco Graça Moura que se atreveu a estropiar, mas na íntegra, todo o seu próprio arrazoado.
Se fizerem o favor de me permitir outra citação “ligeiramente” adaptada, a terminar, aqui fica também a referência (com a devida vénia ao autor, está bem de ver) a Almada Negreiros e ao seu intemporal, genial, maravilhoso ‘Manifesto Anti-Dantas’.
E FIQUE SABENDO O GUILHERME QUE SE TODOS FÔSSEM COMO EU, HAVERIA TAES MUNIÇÕES DE MANGUITOS QUE LEVARIAM DOIS SÉCULOS A GASTAR.
O lugar da cultura
Guilherme D’Oliveira Martins
13:00 Segunda feira, 1 de Junho de 2015A cultura é uma realidade transversal, que não se dá bem com o isolamento e o sentimento de auto-suficiência. Daí não bastarem as boas intenções nem os ingénuos desígnios. Os investimentos nas pessoas, para serem reprodutivos e terem efeitos em mais desenvolvimento, têm de se articular com as prioridades na criação e sustentabilidade dos recursos disponíveis, a começar no factor humano.
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Jun 06 2015
Assim “assimtota” é “bisseção” do “copiloto” da “subaceção”
«atingir uma linearização numa assimtota horizontal»
Instituto Politécnico de Setúbal (Tese de Mestrado)
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PT ou BR
