Mais uma etapa…

Já vimos que a admissão de uma ILC na Assembleia da República, mais do que um acto administrativo, é todo um processo. Depois de entregues as mais de 20.000 assinaturas desta ILC, a Assembleia da República solicitou-nos mais 1.024, para suprir igual número de subscrições que, no seu entender, não cumpriam todos os requisitos necessários. Nos termos da Lei, foi-nos dado um prazo de 30 dias úteis para formalizarmos essa entrega.

Metemos rapidamente mãos à obra, intensificando a campanha de recolha de assinaturas que, em boa verdade, nunca parou — e não parará enquanto a ILC não for votada em plenário.

No passado dia 1 de Julho entregámos em mão, na Divisão de Apoio ao Plenário, mais um dossier com 1.694 assinaturas. É um número que excede largamente o que nos foi pedido, com a particularidade de ter sido alcançado em cerca de metade do tempo disponível.

Para ultrapassarmos mais esta etapa contámos, em boa hora, com o empenho de vários militantes um pouco por todo o país e, em especial, na Feira do Livros de Lisboa, que decorreu recentemente no Parque Eduardo VII.

As Feiras do Livro, ponto de encontro da gente que se interessa pela palavra escrita, são sempre um espaço propício para a recolha de assinaturas contra o Acordo Ortográfico. Mas, mesmo quando não há essa envolvente, as recolhas correm geralmente bem. Foi o caso das campanhas no Porto e noutros pontos de Lisboa, em plena rua, ou na Feira de Artesanato de Lagos. Não há fotos do Porto mas, no dia 10 de Junho, regista-se a curiosidade de estarem a decorrer recolhas, em simultâneo, em três cidades do país.

É claro que, além da militância, temos também o outro lado desta campanha — os subscritores. Sem eles, sem a aversão que o AO continua a merecer-nos após anos de implementação forçada, nada disto seria possível. Sabemos que temos ainda um longo caminho a percorrer. A próxima etapa será a da validação das assinaturas em sede do Instituto de Registos e Notariado. É possível que, também aí, nos “sentenciem” a exigência de mais assinaturas.

Nada tememos, porém. Sabemos que, com ou sem Feiras do Livro, a ILC continuará a ser acolhida de braços abertos por todos quantos amam a Língua Portuguesa.

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2 comentários

    • João Afonso Bento Soares on 6 Julho, 2019 at 22:49
    • Responder

    A favor da Língua Portuguesa avancemos com a iniciativa em curso. Amo a minha Pátria e como dizia Pessoa: “A minha Pátria é a Língua Portuguesa”

    • António José Ferreira Simões Vieira on 7 Julho, 2019 at 12:35
    • Responder

    Bom dia a quantos se empenham nesta “cruzada” para devolver a dignidade à nossa Língua (PORTUGUÊS EUROPEU), Os argumentos que têm vindo a ser coligidos contra esta aberração são por demais conhecidos: negociatas obscuras, para favorecer editoras de dicionários e manuais escolares (fui professor do Ensino Secundário até Novembro de 2017, sei bem daquilo que estou a escrever), inconstitucionalidade flagrante (que leva a que se coloque a questão: será que estamos efectivamente num regime democrático?)- o Decreto-Lei que sustente o AO45 nunca foi revogado, logo o mesmo é o que SE ENCONTRA EM VIGOR, LEGALMENTE, etc., só que esta iniciativa, já a decorrer na A.R. pode não ser o suficiente (oxalá que o fosse, como é evidente).
    Penso que a nível autárquico, se alguns Presidentes de C. M .Municipais se recusassem a aceitar inscrições públicas subordinadas a esta aberração (e sei de alguns que de forma alguma a aceitam, já o manifestaram), numa atitude de DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA COLECTIVA, o caso mudaria de figura. Se algumas associações de Professores fizessem o mesmo também mais depressa o nosso objectivo seria mais facilmente atingido (muitos colegas meus não concordam, revoltam-se, só que “em silêncio” dado que a segurança do posto de trabalho “fala sempre mais alto” (não tendo alternativa senão terem que se vergar a essa chantagem); assim e partindo do princípio que a UNIÃO FAZ A FORÇA aqui ficam algumas possíveis “pistas” em prol desta nossa causa nobre. É só questão de começar a “agitar estas águas”. Com um abraço despeço-me
    António José F. S. Vieira

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