Um vírgula seis por cento?

Qual a percentagem de palavras afectadas?
Segundo os dados da Nota Explicativa que acompanha o documento oficial, as mudanças ortográficas afectam aproximadamente 1,6% do léxico da variedade europeia do português e 0,5% da variedade brasileira. Estes números baseiam-se numa lista de 110 000 palavras da Academia de Ciências de Lisboa.
“Guia do Acordo Ortográfico”, Porto Editora

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Cientistas portugueses observam diretamente pela primeira vez um exoplaneta

Uma equipa internacional, liderada pelo investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) Jorge Martins, conseguiu detetar diretamente o espetro da luz refletida pela atmosfera do exoplaneta 51 Pegasi b. Martins (IA & Universidade do Porto), o primeiro autor do artigo, explica que, “no ótico, a luz proveniente de um planeta é extremamente reduzida face à da estrela. É por isso que a maior parte dos planetas são detetados por métodos indiretos, isto é, medindo a influência da presença do planeta na luz da estrela”.

A novidade, segundo o investigador, é que, “neste caso, pensamos ter detetado luz da estrela refletida na superfície do planeta, ou seja, estamos a observar o planeta diretamente”.

Imagem e citação de Cientistas portugueses observam diretamente pela primeira vez um exoplaneta | Sul Informação

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5 comentários

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  1. O Acordo Ortográfico muda “1,6% do léxico da variedade europeia do português e 0,5% da variedade brasileira.”… Não haverá aqui uma gralha? Não será 16% do português europeu e 0,5% do português sul-americano? Então a Porto Editora, na sua prudente nota explicativa, não ‘deteta’ algo de suspeito? Os seus responsáveis não lêem jornais, não vêem televisão, não folheiam livros (provavelmente nem os da própria editora), não vão ao cinema? Salta à vista que o número real das palavras que mudam deve ser superior. Nem sequer é necessário equipamento ‘ótico’ para perceber isso.
    Uma sugestão: Não comprem nem ‘deem’ livros desta editora!

    • Jorge Pacheco de Oliveira on 6 Maio, 2015 at 4:35
    • Responder

    Seja qual for a percentagem de palavras afectadas, esse valor tem de ser ponderado pela frequência com que essas palavras são utilizadas.

    Em todo o caso, não faz sentido avaliar a maior ou menor bondade de uma mudança de regras ortográficas pela percentagem de palavras afectadas. Se uma qualquer alteração ortográfica se justificar e for aceite pela comunidade, tanto faz que afecte 1% como 10% das palavras.

  2. Caro Jorge Pacheco de Oliveira, é claro que tem (quase) toda a razão mas, absurdo por absurdo, que não seja à míngua de exemplos ou por falta de documentação que possa ainda subsistir em alguns espíritos a mais ínfima réstia de dúvida sobre todas e quaisquer falácias (vulgo, mentiras) dos acordistas.

    Aliás, fará (já agora) o favor de notar que há uma pergunta para a qual os ditos acordistas não conseguem inventar resposta alguma: se as alterações eram assim tão “insignificantes”, então porque diabo se deram à maçada de “reparar” as “insignificâncias”?

  3. Tal como noutras áreas, também aqui se verificou… uma derrapagem. Não duvido que no estudo ‘científico’ a percentagem de palavras alteradas fosse essa (1,6%). Mas uma coisa é a teoria e outra, como sabemos, é a prática – aquilo que realmente se passa. E o que realmente se passa é o cenário de caos que muitos previram. Nos jornais, na televisão, na publicidade, nos blogues, etc, as directivas do AO foram largamente ultrapassadas, surgindo palavras que nem os mais inventivos acorditas imaginariam. Será que “sutilmente”, “conitivo”, “eucalito”, “intercetar”, “contatologia”… não são um bom exemplo?

    Caro Jorge Pacheco de Oliveira, como diariamente se confirma, há sempre mais papistas do que o Papa.

    • Maria José Abranches on 6 Maio, 2015 at 23:50
    • Responder

    Malaca Casteleiro, que argumenta repetindo incansavelmente as enormidades que constam da “Nota explicativa” ao AO90 (que todos deveriam ler), disse em tempos que este não é uma questão linguística é uma questão política. Nesta conversa com Teolinda Gersão, na Antena 1 (ver ‘link’ abaixo) além da repetição já referida, acaba dizendo que ‘não há uma política de língua’!!! Então o AO90 não era justamente a concretização de uma política de língua? Afinal é uma política de quê? E quem é que votou no Senhor Malaca Casteleiro e ajudantes para nos imporem esta “política”?
    https://www.youtube.com/watch?v=IdmUj_VebLk

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