«O português degenerado» [por Fernando C. Kvistgaard]

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O português degenerado. Será para rir ou para chorar

Os médicos protologistas egícios chegaram num helicótero – a que chamavam Netuno – que tinha sido usado por um casal em segundas núcias, tendo pousado em terreno compatado, que não era elítico mas de forma otogonal e abruto, à sombra dos eucalitos. O fim era tratar os autótones otogenários que sofriam de ostipação, mas chegaram à conclusão de que o problema não era de origem da flora bateriana, mas que se tratava de uma erução cutânea provocada por um ezema devido à umidade, não havendo outra oção senão fricionar a pele com um líquido com base lática, o que se encontrava descrito no trítico de modo a evitar futuras infeções.

Os médicos da cidade invita estavam convitos, e era espetável, de que a encritação dos textos tenológicos apresentados se tinha elipsado com o passar dos tempos. Havia agora que conetar todas as informações e enviá-las aos ténicos de saúde, de maneira a que as crianças latentes, fossem protegidas da adoção indiscriminada, sendo por isso necessário contatar os elementos inteletuais ativistas que tivessem tido anistia por terem patuado com as autoridades. Houve assim que lançar um reto aos adetos das outras oções e fazer um pato com eles.

As provas otativas que foram levadas a cabo ininterrutamente em tubos de alumínio dútil, não tiveram impato no resultado sujacente, por não ter sido feita a sução dos tubos entupidos. Todo o restante material estava intato, apesar de não se ter adatado à temperatura das placas refratárias.

Na seção de urologia do hospital, o único ostáculo na receção das provas da mição do João (que é um nome fitício) foi provocado por alteração da próstata, o que também se podia verificar com a interrução do jato da urina. Para otimizar esta situação e não afetar os resultados devido à otimização da recessão das provas, houve que fazer adatação aos novos aparelhos.

Os interrutores dos aparelhos de otometria foram um ostáculo para um bom resultado para a avaliação pitórica dos quadros.

Fernando C. Kvistgaard

Texto de Fernando C. Kvistgaard, de Tranbjerg J (Aarhus), Dinamarca. Enviado pelo autor em 31.01.15.

Imagem de BookRiot

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2 comentários

  1. Muito bem Fernando! O humor é uma das armas (talvez a melhor) que podemos utilizar contra o AO e seus seguidores. Como essa gente é um pouco como os fundamentalistas (islâmicos ou outros), e gostam de impor aos outros a sua visão distorcida da língua, há que denunciá-los, ridicularizando-os. O seu texto é, nesse aspecto, um bom exemplo.
    Que o humor sob a forma de textos, ou de ‘cartoons’, invada as paredes e os orgãos de comunicação social até surtir o efeito que todos desejamos: a vergonha de quem se afirma acordista.

    • Maria José Abranches on 7 Fevereiro, 2015 at 0:18
    • Responder

    Uma excelente demonstração da ‘língua portuguesa’ ‘evoluída’, ‘simplificada’, ‘unificada’, enfim apta para a tão ambicionada ‘internacionalização’ que, dizem, só o AO90 pode proporcionar! Grande país o nosso, inventor da política de língua mais ‘moderna’, original, brilhante e eficaz alguma vez concebida à superfície do planeta!…

    E até quando vamos continuar a deixar os políticos brincar com a nossa língua? Já ouviram os que estão no poder ou na oposição mostrar alguma preocupação com o que está a acontecer com a língua de Portugal?

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