Da contradição

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1. «A existência de duas ortografias oficiais da língua portuguesa, a lusitana e a brasileira, tem sido considerada como largamente prejudicial para a unidade intercontinental do português e para o seu prestígio no Mundo.»
[Acordo Ortográfico de 1990 – Nota Explicativa, “Memória breve dos acordos ortográficos”, linhas 1 e 2.]

2. «Em segundo lugar, a harmonização ortográfica nos países da CPLP é fundamental para que os cerca de 250 milhões de falantes, presentes em comunidades portuguesas no estrangeiro, nos países de língua oficial portuguesa ou, ainda, integrados no crescente número de pessoas que procuram a língua portuguesa por outras razões, possam comunicar utilizando uma grafia comum.»
[Resolução do Conselho de Ministros (RCM) n.º 8/2011, página 1]

3. «Este acordo pretende pôr fim à existência de duas normas ortográficas divergentes, uma no Brasil e outra nos restantes países de língua portuguesa, contribuindo assim para o aumento do prestígio internacional do português e para a sua expansão e afirmação.»
[Porto Editora, “Sobre o Acordo Ortográfico”]

4. «O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, revela a sua “satisfação” pelo aumento significativo do número de pessoas que aprendem Língua Portuguesa na Venezuela e pela forte influência de Portugal, que faz com que a maior parte dos alunos sigam a norma europeia.»
[Notícia Lusa/Diário Digital/Port.com de 11 de Setembro de 2014]

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