O AO90 visto “de fora”

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O que se segue é a transcrição, no original em Inglês, de um comentário publicado num “site” sobre telemóveis e “smartphones”, em Windows Phone Central, com data de 8 de Maio de 2014, de autor que se identifica apenas pelas iniciais DJCBS.

Para ler em Português, coloque o “pointer” do seu “rato” em cima de cada parágrafo e verá o respectivo texto traduzido.

DJCBS says:

Well, first European Portuguese is spoken and written in Portugal, Angola, Mozambique, Guiné Bissau, Cape Verde, S. Tomé and Prince, Timor and Macau. That’s 7 countries and a special administrative region of CHINA. Also, Portugal has a ratio of 2 phones per inhabitant, which means there’s around 20 million cellphones in this country alone, half of which are Nokia.

Then you have Brazil, a country with 180 million people indeed, but where half of them can’t read nor write or suffer from functional illiteracy, let alone use a smartphone. And then you have the percentage of Brazilians that can afford a smartphone indeed…but rather go for Apple because it’s “fashionable”.

Yes, it is a big market that can be conquered, no it’s not much more important than the Portuguese market. Not if Microsoft has brains. If you had Brasil –  a country with tons of poor people that can’t afford a phone and tons of people who can but prefer apple – and Portugal – a country where there’s a ratio of 2 phones per inhabitant, where one of those phones is a Nokia (a company to whom you just bought a D&S division) – to which country would you look first?
The gigantic one where people are less inclined to join your offerings or to the smaller one where people are quite willing to accept your offerings and give you a chance?

At any rate, it’s not a question of “prioritizing Brasil”. It’s a question of Microsoft having both spellings and phrasings etc, and then deciding to abolish the correct way of spelling – the European way – and shoving the Brazilian way down the throats of the people of all the other countries around the World that speak Portuguese.

Posted on 

[Imagem de “Find Icons“]

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5 comentários

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    • María Oliveira on 1 Junho, 2014 at 21:45
    • Responder

    Ora, nem mais!
    Há muito que não lia algo tão lúcido!
    At last, one guy with a brain, God bless!

  1. Sim, um texto bastante lúcido, mas que não basta para mudar a opinão dos burros que se sentam na Assembleia da República. Portugal tem telemóveis a mais… e também o maior número de políticos sem cérebro por quilómetro quadrado.

    • María Oliveira on 4 Junho, 2014 at 18:37
    • Responder

    Sim, José, é um facto. Lamentavelmente, isto não muda nada…

    • Manuel Silva on 7 Junho, 2014 at 12:52
    • Responder

    Caro JPG,
    No seu texto introdutório assinalo em particular o «pointer», que sempre ouvi designar cursor no português europeu. Já não falo no «site», que no português europeu também se pode designar «sítio», nem no inglês e no português com maiúscula, por aparente decalque das regras ortográficas do inglês.
    Estranho estes deslizes num defensor da língua portuguesa.
    Cumprimentos
    Manuel

    • Jorge Teixeira on 20 Junho, 2014 at 11:02
    • Responder

    @Manuel Silva designar “site” por “sítio” é um neologismo completamente inestético que em Portugal tem um impacto muito reduzido. As pessoas normais dizem sempre “site” e isso não as torna inimigas da língua portuguesa, tal como os automobilistas não são inimigos da língua portuguesa por dizerem “tabliet”, “capot”, “chauffage”, etc., etc. Não são deslizes, são escolhas, em que quase todas as pessoas normais se revêem.

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