Desidério Murcho subscreveu a ILC

fotoDMDesidério Murcho

Nasci em 1965 em Portugal e sou professor de filosofia na Universidade Federal de Ouro Preto, no Brasil, desde 2007. Em 1992 terminei a graduação em filosofia na Universidade de Lisboa, e no ano 2000, na mesma instituição, terminei o mestrado. Nesse mesmo ano mudei-me para o King’s College London para os meus estudos de doutoramento.

Servi publicamente o ensino e a divulgação da filosofia desde 1995, quando fundei a colecção Filosofia Aberta, na Gradiva, com o objectivo de publicar livros de filosofia importantes para uma formação de qualidade de professores e estudantes. Com o mesmo objectivo, fundei em 2007 a colecção Filosoficamente, na Bizâncio. Nestes dois casos, enquanto dirigi as colecções, fui responsável pela selecção de títulos e pela revisão das traduções. Com o mesmo objectivo, fundei em 1997 o que se tornou depois a revista Crítica.

Em 1996 ajudei a fundar a revista Disputatio, tendo sido responsável até 2008 pelo processo de submissão anónima, pela paginação e capa da revista, pelo site, pelas normas tipográficas e de referências bibliográficas e por todos os contactos com os autores, tendo ainda, brevemente, servido como editor das recensões.

Em 2000 co-fundei o Centro para o Ensino da Filosofia da Sociedade Portuguesa de Filosofia e em 2003 publiquei, com outros autores, o livro A Arte de Pensar, o primeiro de dois manuais escolares de filosofia, para estudantes do ensino secundário.

Quando era estudante de mestrado, na Universidade de Lisboa, co-organizei os Encontros de Filosofia Analítica, que, em colaboração com diversas entidades, promoveu conferências de João Branquinho, Rudolf Haller, John Campbell, M. S. Lourenço, António Franco Alexandre, Carmo d’Orey, David Fate Norton, João Paulo Monteiro, José Trindade Santos, Timothy Williamson, Paul Horwich, Charles Travis, Kit Fine, Christopher Cherniak, Christopher Peacocke, Mark Sainsbury, Daniel C. Dennett, Simon Blackburn e Jerry Fodor, entre outros.

De 2001 a 2005 fui tutor de Lógica Filosófica, Ética e Filosofia da Religião no King’s College London.

Fui membro da Sociedade Portuguesa de Filosofia e da também portuguesa Associação de Professores de Filosofia. Sou membro fundador da Sociedade Portuguesa de Filosofia Analítica, fundada em 2004, da Sociedade Brasileira de Filosofia Analítica, fundada em 2008, e do Advanced Reasoning Forum, fundado em 1999.

Divulguei a filosofia junto do grande público português nas revistas Livros e Os Meus Livros, e no jornal Público.

[Transcrição integral (incluindo código-fonte) da página “Sobre mim” do “site” do próprio.]

Desidério Murcho subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico”.

Veja a nossa “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes.

[Nota: esta publicação foi autorizada pelo subscritor, que nos indicou as respectivas nota biográfica e fotografia para utilização neste “post”.]

«Apesar de estar no Brasil, já imprimi e assinei a Iniciativa Legislativa de Cidadãos e enviei pelo correio.

Vale a pena acrescentar o seguinte: caso se quisesse genuinamente, e não mentirosamente, harmonizar ortografias, a via a seguir seria comparar as diferenças e eliminá-las quando isso é razoável. Assim, os brasileiros poderiam perder o trema de “conseqüente” sem prejuízo de maior, ficando como nós; e nós poderíamos perder algumas consoantes mudas, como “a(c)tual”, ficando como eles. Mas nós manteríamos a “perspectiva”, porque 1) os brasileiros também usam o c e 2) o c para nós é crucial para ler a palavra correctamente. Um acordo feito nesta base seria realmente unificador, e seria mais parecido ao que os países de língua castelhana conseguiram fazer, harmonizando e integrando as variantes de maneira inteligente. O que fez o Malaca Casteleiro e o António Houaiss foi um erro colossal, tanto do ponto de vista técnico-linguístico, como do ponto de vista histórico e, sobretudo, do ponto de vista moral: mentiram aos governantes e fizeram uma fraude com a qual tentaram enganar todos os cidadãos da língua portuguesa. Uma vergonha
Desidério Murcho (em comentário publicado no “blog” De Rerum Natura)

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4 comentários

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    • teresa nobre on 17 Fevereiro, 2013 at 16:05
    • Responder

    Abaixo este AO, sem nexo

    • Isabel Diaz Gonçalves on 17 Fevereiro, 2013 at 17:42
    • Responder

    Subscrevo na totalidade. E a tal harmonizaçâo possivel teria que realmente se cingir ao que pode ser harmonizado sem prejuizo para os falantes portugueses e brasileiros (e para os outros, claro). O “razoàvel” aplicado à eliminaçâo das diferenças diz tudo.

    • Ana Isabel Buescu on 17 Fevereiro, 2013 at 19:12
    • Responder

    Lembro-me de já em 2008, ler artigos muito inteligentes e arrasadores de Desidério Murcho contra o AO. Obrigada por ter subscrito a ILC! A luta continua!

    • Elmiro Ferreira on 17 Fevereiro, 2013 at 19:27
    • Responder

    Muito obrigado, caro Professor Desidério Murcho!

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