«nós é que agradecemos» [Fernando Alberto, “Facebook”]

ACORDO ORTOGRÁFICO» (1990) – ANÁLISE DA DISCÓRDIA ( 76 )
(Perverso Desastre Histórico-Cultural e Linguístico)

Vasta associação de ciências do conhecimento, todas elas intimamente ligadas à LINGUÍSTICA, COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA, FILOSOFIA, RELIGIÃO ou ARTE, as quais foram sucessiva e reiteradamente desrespeitadas, desprezadas, ofendidas e deveras maltratadas no mesmo «Acordo Ortográfico» de 1990. (Continuado)

Cativar cidadãos para a causa anti-acordista ou, anti «Acordo Ortográfico», de 1990, torna-se, quase sempre, tarefa simples pois, a maior parte dos cidadãos comuns portugueses, jovens e adultos, estudantes, tanto do ensino secundário como do ensino superior, além da maior variedade de trabalhadores em que se incluem funcionários públicos, professores, funcionários das autarquias e juntas de freguesia, etc…, etc.., etc……. desejam, veementemente, continuar a respeitar, venerar e preservar a ortografia vernácula portuguesa, ou seja, a preservar, sem qualquer mácula, o enorme tesouro linguístico-ortográfico e cultural herdado dos nossos antepassados, pais e avós, os quais se sacrificaram ao longo de séculos e séculos, para nos legarem, sem mácula, este incalculável tesouro linguístico-cultural de que muito nos orgulhamos.

No entanto, nem todos os cidadãos aceitam subscrever e assinar o conhecido requerimento da «Iniciativa Legislativa de Cidadãos», com o qual se pretende obter a revogação da «Resolução da Assembleia da República, nº. 35/2008, que aprovou a implementação deste criminoso e destruidor «Acordo Ortográfico», de 1990», a qual se encontra, infelizmente, para mal da cultura de Portugal e dos Portugueses, em vigor sobretudo no ensino básico, nos serviços públicos e na imprensa, estando previstas sanções pecuniárias para quem prevaricar e não aplicar o referido acordo. No entanto, o mesmo, poderá sofrer alterações e rectificações até ao ano de 2015. A verdade é que, apenas Portugal e o Brasil, têm em curso a experiência da aplicação deste execrável «Acordo Ortográfico», de 1990» pois, todos os outros países da CPLP, com especial realce para Angola e Moçambique, que não ratificaram e, muito bem, o mesmo acordo, não o estão a aplicar pois, segundo eles, preferem continuar a falar e a escrever a língua portuguesa vernácula que lhes ensinaram e sem máculas. Este paradigma de amor à erudição linguística é que, como Português, me deixa profundamente envergonhado. Custa-me a ter de aceitar, esta verdade insofismável que é, o facto de os países da CPLP, exceptuando Portugal e o Brasil, venerarem mais a língua portuguesa do que os próprios portugueses de Portugal. Claro que, sabemos muito bem que, estes portugueses a que me refiro são, essencialmente políticos e linguístas frustrados pois, a grande maioria do povo português abomina este maquiavélico «Acordo Ortográfico», de 1990.

Segundo dados estatísticos apurados na minha campanha de recolha de assinaturas, a esmagadora maioria dos cidadãos portugueses, mais de 80%, aceitam logo assinar, sem qualquer hesitação mas, há outros, cerca de 5% que, apesar de opositores, não querem maçar-se pois, segundo eles de nada adianta a sua assinatura pois, o «Acordo Ortográfico», de 1990, já se encontra em vigor e nada deterá os governantes mesmo que o povo seja opositor; Outros referem que têm assuntos mais importantes com que se preocupar, e há, entre 5% e 10% de cidadãos que concordam com este «Acordo Ortográfico», de 1990 que, por isso mesmo, como é natural, se recusam a assinar esta petição.

Da minha análise estatística, o mais imparcial possível, sobre este «Acordo Ortográfico», de 1990, resulta o seguinte: 5% a 10% das pessoas interpeladas, são totalmente favoráveis ao «Acordo Ortográfico», de 1990; 5%, são indiferentes ou sem qualquer opinião; 5%, são opositores desinteressados em se manifestarem e mais de 80% são fervorosos opositores e recusam-se à aplicação da ortografia imposta por este selvático acordo, portanto são uma esmagadora maioria os opositores deste criminoso «Acordo Ortográfico», de 1990.

Portanto, atingi a conclusão estatística de que, mais de 80% do povo Português, a esmagadora maioria, rejeita totalmente este selvático e abominável «Acordo Ortográfico», de 1990.

Os comentários dos que não aceitam assinar este requerimento, entre os indiferentes e sem opinião, são diversos mas, memorizei alguns que me parecem os mais esclarecedores, que são: «Este «Acordo Ortográfico», de 1990, até me vem facilitar a vida Fernando e, além disso, o computador tem um corrector ortográfico que verifica logo todos os eventuais erros e fico descansado»; «Não estou para me maçar Fernando pois, não me interessa reclamar até porque, já tenho muito com que me preocupar»; O mais espantoso comentário, para mim foi este: «Caro Fernando, há muitos anos que não acentuo as palavras e, confesso que nem sei como acentuá-las. Por isso mesmo, este «Acordo Ortográfico», de 1990, até veio mesmo a calhar, em boa hora, para mim». Respondi-lhe que, essa era a prova, mais do que evidente, de que, este «Acordo Ortográfico», era mesmo bom para os analfabetos, ao que o mesmo me respondeu: «Mas eu sou como um analfabeto». Claro que sei que não é bem verdade mas, foi uma resposta mesmo de conveniência.

Há muitos cidadãos que me têm apoiado e incentivado mesmo para continuar a trabalhar nesta causa e a recolher o máximo possível de assinaturas com o objectivo positivo de se conseguir revogar a Resolução da Assembleia da República, nº. 35/2008 e assim, anular a implementação deste acordo absurdo. Acontece mesmo até que, agradeço sempre todas as assinaturas enfatizando que, fico feliz por essas pessoas se preocuparem com a preservação da independência e erudição da língua portuguesa mas, a verdade é que, muitos e muitos dos assinantes respondem-me sempre, nós é que agradecemos a sua preocupação pela preservação da vernaculidade linguística portuguesa, o que me deixa muito feliz e me reforça o alento para prosseguir.

(A língua e a ortografia de Portugal, com mais de 3.000 anos, é sagrada, a melhor identidade do povo português e não pode ser alterada, de forma radical, iníqua e arbitrária, por uma espécie de vassalagem, através de um desastroso, dúbio, inculto, demagógico, abominável, subjectivo e corporativo Tratado Político/ Mercantilista/Comercial/Económico.) (Continua)

Fernando Alberto (em “notes”, Facebook, 11.05.12.)

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4 comentários

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  1. Muito bem. Não consigo ver o resto do texto porque não vou nessas modernices do livro dos caras, que ainda por cima me soa a brasileirês. Por isso agradecia que colocassem o resto neste blog.
    Tenho esperança que com a recolha de assinaturas na Feira do Livro tenha sido possível superar ou pelo menos ter ficado muito perto do nosso objectivo.

  2. «(…) em vigor sobretudo no ensino básico, nos serviços públicos e na imprensa, estando previstas sanções pecuniárias para quem prevaricar e não aplicar o referido acordo. »

    Caro Sr. Fernando Alberto, como certamente saberá não estão efectivamente previstas na lei (qualquer que ela seja) quaisquer “sanções pecuniárias” para quem não “adotar” o AO90. Neste aspecto a sua frase pode induzir algumas pessoas menos avisadas em confusão e daí a necessidade desta nota.

    Porém, e suponho ser a isso que se referia, não estando as ditas “sanções pecuniárias” previstas na lei geral estão-no implicitamente dos diversos regulamentos disciplinares de entidades e empresas, sob diversas formas. Nesta acepção já será de considerar a expressão que refere.

  3. Amigo Fernando,
    Tu podias informar-me quem provocou esse processo reformista? Faço-te essa pergunta devido ao que sempre escutei aqui no Brasil quanto o interesse imperativo de estudiosos e literatos portugueses em determinar tais reformas. Porém, pelo que percebi neste blog, o povo português é deverasmente contrário (paroxítona terminada em ditongo crescente?) à malfazeja reforma.

    • Fernando Ferreira on 22 Maio, 2012 at 14:52
    • Responder

    Concordo com a cruzada da Srª.Drª.Maria do Carmo Vieira, bem assim de todos os que se indignaram com o famigerado AO porque em Portugal deverá escrever-se e falar Português e não brasileiro de telenovelas.
    Pela minha parte continuarei a escrever conforme aprendi e estou-me nas tintas para o dito acordo bem como para os imbecis que o subscreveram e para os que querem implementá-lo.
    Com os meus cumprimentos,
    Fernando Ferreira

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