Declaração [de Pedro Barroso, Facebook, 25.05.15]


Facebook_iconDeclaração –

Eu, Pedro Barroso, autor, compositor, músico, poeta e homem de cultura, declaro não me responsabilizar pelas dívidas e prejuízos contraídos à minha revelia pelos criadores de um dito Acordo Ortográfico, que anda por aí a circular, cujo me repugna, insulta e maltrata diariamente e para o qual não contribui nem fui ouvido.

Mais declaro comparar este AO e os seus autores ao mesmo acto de vandalismo que os jhiadistas estão a perpetrar contra todo o Património cultural da Humanidade momentaneamente sob sua jurisdição.

Isto em nome de uma barbárie sem justificação nem consciência . Do mesmo modo sinto que um bando de fanáticos e tresloucados estão a matar a Língua Portuguesa, sentindo-me gravemente ofendido e insultado.

Mais entendo e defendo que a nossa Língua mãe é – ou era..- o nosso maior, o mais valioso, mais espalhado e valioso monumento cultural e está a ser dinamitado sem justificação!

Pelo acima exposto peço deferimento urgente e protecção às autoridades competentes.

(assinatura reconhecida)

Transcrição de: Pedro Barroso – Declaração – Eu, Pedro Barroso, autor, compositor,…

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5 comentários

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  1. Grande Pedro Barroso! E quando digo grande não me refiro só à voz (saída de um corpo digno de respeito), mas também à grandeza de chamar os bois pelos nomes. O “bando de fanáticos e tresloucados” que está a matar a Língua Portuguesa, comporta-se da mesmíssima maneira que os bandos de fanáticos que, do Afeganistão à Síria, dinamitam estátuas, saqueiam museus e pilham propriedades particulares. A mesma prepotência, o mesmo desrespeito pelo património colectivo e individual.
    Não interessa se são doutores ou engenheiros, não interessa se são de direita ou de esquerda, não interessa se são do Norte ou do Sul , o que interessa saber é que essa gente não é patriótica – no sentido mais nobre do termo. Essa gente não ama a Língua mãe, essa gente está a borrifar-se para a Língua, do mesmo modo que se borrifa para a maioria dos portugueses.

    Pelo acima exposto aplaudo a coragem de Pedro Barroso, como já antes o fazia em relação à sua música. A próxima vez que nos cruzarmos em Lagos vou convidá-lo para uma garrafa de bom vinho português!

    • María Oliveira on 29 Maio, 2015 at 20:13
    • Responder

    Eu, por mim, coíbo-me de convidar o Pedro Barroso para um copo, até porque Lagos é “bué, bué, longe”, mas caramba, o que eu gostava de ter escrito não só o que ele escreveu (e renunciarei sempre ao Facecoiso) ou, por outro lado, escrever o comentário do José! E como me sinto imediatamente melhor por haver gente como “ambos os dois”! Aplaudo!

  2. «(e renunciarei sempre ao Facecoiso)»

    Pois, exactamente, esse é um dos “ossos do ofício” mais dificilmente trituráveis, salvo seja. Trazer daquele ambiente tóxico (por vezes absolutamente infecto) cá “para fora” o que de aproveitável ali se vai publicando, bem, devo confessar, não é tarefa fácil.

  3. Embora com algum atraso… Maria Oliveira, obrigado pelo seu amável comentário. Na verdade existem muitos como nós – barafustando contra o ‘Açoite Ortográfico’ – só que as suas vozes não se fazem ouvir. Por enquanto.
    Quanto a Lagos ficar “bué, bué, longe”, não é bem assim. Fica um pouco antes de Marrocos e apesar de por vezes parecer terra estrangeira, ela é bem portuguesa. Com gente que se orgulha da sua cultura e da sua língua.

    • Manuel Silva on 7 Junho, 2015 at 23:28
    • Responder

    O uso e abuso de palavras e ortografias inglesas em textos portugueses é também uma forma de jiadismo e um insulto.

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