O AO90 (de novo) no Senado brasileiro (3)

Diz Pimentel: “comparar o Português com o Inglês e o Francês e o Alemão é como comparar formiga com elefante. São culturas muito diferentes. Essas línguas têm muito mais História.”

E mais adiante acrescenta: “eu considero a nossa língua em começo de expansão”.

 

[Excerto vídeo da 2.ª sessão de audiência sobre o AO90 realizada no Senado Federal do Brasil em 22.10.14. 1.ª parte desta série de vídeos AQUI e a 2.ª parte AQUI.]

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4 comentários

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  1. Muitíssimo mais história que a língua brasileira, isso sim.

    • Rui Valente on 5 Novembro, 2014 at 19:45
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    Citando Gina Cooke em “The True Story of True” (http://ilcao.com/?p=14833): “As palavras mais antigas no inglês actual são as que vieram do inglês arcaico, o antepassado do inglês moderno cujas primeiras sementes foram plantadas há cerca de 1500 anos. Em comparação com línguas como o grego ou o chinês, que tiveram origem há milhares de anos, o inglês não é mais do que um rebento na floresta lexical.” Ainda por cima o inglês, ao longo desses 1500 anos, acabou por trocar mais de metade do seu vocabulário por palavras neo-latinas. Donde se conclui que o professor Pimentel não sabe o que diz.

    • Rui Valente on 5 Novembro, 2014 at 19:52
    • Responder

    Quanto à simplificação da Língua, o professor Pimentel parece querer deduzir que os ingleses, coitados, já não puderam mexer na sua ortografia porque “daria muito prejuízo, devido ao alastramento da língua internacionalmente”. Eu também acho que dará muito prejuízo mexer no Português Europeu devido ao seu alastramento internacional — em especial quando os restantes países que o usam não parecem dar mostras de querer embarcar nessas mudanças.

    • Jorge Pacheco de Oliveira on 7 Novembro, 2014 at 3:15
    • Responder

    Ao quererem aproximar, o mais possível, a ortografia do português em todo o mundo lusófono à ortografia já praticada no Brasil, os académicos e políticos nacionais que nos meteram no imbróglio do AO esqueceram-se de um velho ditado português : Junta-te aos bons, serás como eles ; junta-te aos maus, serás pior do que eles.

    Este professor(?) Pimentel ilustra bem a segunda parte da asserção.

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