O AO90 (de novo) no Senado brasileiro (2)

Bechara cita um texto de Monteiro Lobato como se fosse um documento científico. Não é, porém, lá muito científico: é uma “histórinha” para crianças, um livro infantil.

«Alguns críticos afirmam que o motivo para Lobato escrever este livro foi “vingança”, por ter sido reprovado aos quatorze anos de idade na prova de Português.»
http://pt.wikipedia.org/wiki/Em%C3%ADlia_no_Pa%C3%ADs_da_Gram%C3%A1tica

 

Bechara explica, sumariamente, como, quando e porquê o AO90 avançou a toda a pressa apenas a partir de  Setembro de 2008. Refere-se a certa hesitação (de brasileiros) sobre publicar a 5.ª edição do VOLP (brasileiro): “ou vamos fazer uma edição repetindo o anterior, a 4.ª edição, com melhoramentos, ou nós iríamos implementar o acordo de 90. E a decisão foi esta, tendo em vista que o acordo de 90 já estava com um decreto assinado pelo Presidente Lula.”

 

 

[Excertos vídeo da 2.ª sessão de audiência sobre o AO90 realizada no Senado Federal do Brasil em 22.10.14. 1.ª parte desta série de vídeos AQUI.]

Apresentamos uma citação por cada vídeo apenas a título de ilustração; qualquer dos excertos está recheado de igualmente verdadeiras “pérolas”, proferidas não apenas pelo Professor Doutor Evanildo Bechara como por outros que deste não desmerecem.

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2 comentários

    • Rui Valente on 3 Novembro, 2014 at 23:42
    • Responder

    Bechara parece não perceber que a sua argumentação para refutar a proposta de “acordar melhor” é válida para refutar o próprio AO90. Mas… talvez perceba… por alguma razão ele faz questão de dizer que não é o autor do Acordo Ortográfico. O AO “caiu-lhe no colo, sem que ele estivesse prevenido” [a partir dos 0:25 do segundo vídeo].

    • María Oliveira on 4 Novembro, 2014 at 11:38
    • Responder

    Este Professor Doutor Evanildo Cavalcante Bechara faz jus à sabedoria popular que reza “uma no cravo, outra na ferradura”… Mas que falta de coerência! Então agora o “acordo” de 90… caiu-lhe no colo?! Tanto como cai no colo de uma mamã o bebé que acabou de dar à luz! Mas então não foi ele que o engendrou? Revisionismo puro! Inenarrável.

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