«Um breve testemunho» [Fernando Paulo Baptista, “Facebook”, 25.09.14]

unipiagetangolaIII CONGRESSO INTERNACIONAL DE LÍNGUA PORTUGUESA
UNIVERSIDADE JEAN PIAGET DE LUANDA, 18, 19 E 20 DE SETEMBRO DE 2014
— UM BREVE TESTEMUNHO —

1. Este Magno Congresso Lusíada Universalista, destinado a todos os Povos e Países que integram a CPLP e a Diáspora, deixou-me super-motivado para continuar, com mais força ainda, o combate por essa Causa e Condição Maior da nossa identidade multicultural e intercultural que é a Língua Portuguesa.

2. Tratou-se, na verdade, de um Evento e de um Contributo notável, pelo alto nível e exemplaridade com que foi concebido, planeado, organizado, promovido e concretizado pela prestigiada e belíssima Universidade Jean Piaget de Angola. Parabéns, portanto, e antes de mais, ao seu Magnífico Reitor — Prof. Doutor Pedro Domingos Peterson —, pela sua humaníssima Sabedoria e Afectividade.

Parabéns, igualmente, a todos os seus Competentíssimos Colaboradores, representados na Pessoa da dedicadíssima e dinâmica Coordenadora do Congresso — Prof. Doutora Helena Maria José —, com todas as suas prestimosas e irrepreensíveis Comissões e Equipas de Apoio, aos diversos níveis.

A todos quero saudar, com profunda gratidão, admiração, emoção, afecto e memória… para sempre!…

3. Regressei a casa com a fundada e esperançosa convicção de que, em Angola e em vários outros Países de Língua Portuguesa, o inqualificável “regulamento da expressão grafémica da comunicação escrita em Português” (mais vulgarmente conhecido pela aberrante designação de “AO” / 1990) vai ser definitivamente rejeitado.

4. Na parte que mais directamente me diz respeito, o modo como fui acolhido e acarinhado, tanto no plano académico-intelectual, como no plano humano e afectivo, por todos os Intervenientes e Participantes, Estudantes e Prelectores Especialistas das várias Universidades (e seja-me permitida uma referência mais personalizada àquele que veio lá de mais longe, o afabilíssimo e sereníssimo Magnífico Reitor da Universidade Nacional de Timor e meu encantador “Irmão Lusíada”, Prof. Doutor Benjamim Corte Real…) encheu-me, em plenitude, a alma e o coração… Foi pura e simplesmente “arrasador” e inesquecível…

5. Fiquei imensamente feliz, na medida em que tentei fazer tudo para dar o melhor de mim mesmo no cumprimento do meu dever de gratidão para com a nossa planetária «Lingua Mater».

6. O lançamento do meu livro «Por Amor à Língua Portuguesa» constituiu um momento deveras singular, tal a adesão verificada, vinda de todos os lados e com tantos autógrafos e fotografias…

7. Fiquei particularmente maravilhado com a conduta exemplarmente interessada, curiosa e respeitosa dos nossos queridos Estudantes e com a competência sapiencial e comunicativa de todos os meus Colegas Palestrantes, todos eles de grande nível académico-intelectual e sofo-cientificamente muito bem preparados!… Quanto me não foi dado aprender com todos eles, Santo Deus!… Jamais esquecerei o modo tão carinhoso e academicamente tão motivador como fui tratado por todos, desde o nosso galaico-luso-brasileiro Xoán Logares, ao nosso moçambicano Francisco Noa e à nossa são-tomense Beatriz Afonso, que aqui representam, através de simbólica sinédoque e no mesmo nível de estima e gratidão, todos os outros nossos Colegas… Foram uns «exageradões» nos seus “mimos” superlativantes com que distinguiram este “veterano” eternamente aprendiz…

8. Enfim, só me resta uma escapatória: tudo continuar a fazer para ser digno das suas tão autênticas e tão comovedoras palavras de admiração e de afecto…

A todos os Congressistas, aos Ilustres Membros do Governo de Angola e demais Representantes Políticos a nível nacional, provincial e local, dedico, como memória viva, grata e afectuosa, o enunciado com que inaugurei a minha primeira intervenção e o enunciado com que encerrei a última:

a) «El hombre es un ente perfectible en continua búsqueda de la perfección inalcanzable» (Rafael Alvira / Kurt Spang: Humanidades para el siglo XXI», Pamplona, Ediciones Universidad de Navarra, SA, 2006, p. 127);

b) «Nós somos a luz que vê a luz que vemos.» (Fernando Paulo Baptista: Sob o signo da luz, ou a centelha de Zeus na palavra “teoria”», Ponta Delgada, Universidade dos Açores, 2008, p. 72).

Reafirmando a minha total disponibilidade colaborativa em prol da Língua Portuguesa, aqui fica o abraço lusíada «ex corde» do

Fernando Paulo Baptista

Viseu / Portugal, 2014.09.25.

[Transcrição de “post” público de Fernando Paulo Baptista na rede social “Facebook” em 25.09.14. “Links” (e destaque) nossos. Imagem de Portal Angop.]

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