«Universitários dizem que AO90 “não é uma questão de elites”» [Público, 24.05.13]

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Universitários dizem que Acordo Ortográfico “não é uma questão de elites”

Rita da Nova | 24/05/2013 – 16:28
Alunos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, querem associações de estudantes a discutir tema.

Na FCSH, os alunos ainda não são penalizados se se recusarem a escrever teses com o novo acordo
Nuno Ferreira Santos

A Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (AEFCSH) da Universidade Nova de Lisboa apresentou, quinta-feira, uma moção contra a utilização do Acordo Ortográfico de 1990. Entre outras acções, os estudantes pretendem tirar a discussão “às elites” e levá-la a todos.

“Queremos promover sessões de esclarecimento, debates e tentar chegar a outras associações de estudantes. Esta discussão não é uma questão das elites, queremos torná-la num debate transversal”, disse ao PÚBLICO a presidente da AEFCSH, Sofia Lisboa.

De acordo com a estudante, pelo menos naquela instituição, para muitos docentes ainda é indiferente que os alunos usem ou não o novo Acordo Ortográfico. “As teses têm de ser escritas com as novas regras, mas não há penalizações caso os alunos se recusem a fazê-lo. Os professores que exigem que os alunos usem o acordo são a excepção à regra, até porque nesta faculdade há muitos activistas contra”, informa.

A moção acrescenta que o Acordo Ortográfico de 1990 “não respeita a origem nem a evolução natural da língua portuguesa” e que, embora seja imposto em vários serviços públicos, incluindo o ensino, ainda não está em vigor.

[Transcrição integral de artigo do jornal “Público” de 24.05.13. “Links inseridos por nós.]

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5 comentários

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    • Ricardo Morais on 24 Maio, 2013 at 23:01
    • Responder

    O grande problema com as pessoas neste momento é a ignorância relativamente ao assunto. Pensam que o acordo ortográfico já está definitivamente em utilização no país todo e por isso dizem que já não se pode voltar atrás e depois ficam espantadas quando lhes é dito que o Brasil e os outros países da CPLP ainda não adoptaram o acordo.
    Se existisse um referendo sobre a adopção do AO, como houve sobre o aborto, há muito que este já tinha ido ao charco.

  1. Só se fazem referendos quando se tem a certeza de que ganha a facção apoiada por quem propõe o referendo e, portanto, não se referenda o AO, nem o euro, nem o tratado de Lisboa…

    Mas um referendo implicava uma grande dúvida. Em que ortografia viriam os boletins? Na preferida pelos acorditas ou pela única em vigor? Tenho as minhas suspeitas sobre qual seria usada para influenciar o voto.

    • Gonçalo P on 25 Maio, 2013 at 17:18
    • Responder

    Para o senhor Malaca Casteleiro e para o senhor Carlos Reis, foi uma questão de elites…

    • Jorge Pacheco de Oliveira on 26 Maio, 2013 at 6:52
    • Responder

    O juiz Rui Teixeira (conhecido pelo processo da Casa Pia) proibiu a aplicação do acordo ortográfico nos pareceres do Tribunal de Torres Vedras, onde está colocado. Tanto quanto se depreende, trata-se de mais uma prova de que o AO não tem força de lei.

    • Regina - Évora on 4 Setembro, 2013 at 12:23
    • Responder

    Senhor Eng. Jorge P. de Oliveira, preciso falar-lhe. Pode contactar-me s.f.f.?

    Sobre o AO creio que todo o processo foi mal construído e, agora, fica muito mais difícil a cooperação e um final feliz.

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