Onde subscrever a ILC: Universidade Sénior, Oeiras

A partir de agora também pode subscrever a ILC pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico” na secretaria da Universidade Sénior de Oeiras (USO), cuja sede fica no centro da vila, na chamada “zona antiga” de Oeiras.

Os nossos agradecimentos à Direcção da USO pela disponibilidade e pela simpatia.

Ver Mapa dos Locais de Recolha.

[Imagem do logótipo copiada do “site” RUTIS.]

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3 comentários

    • Hugo X. Paiva on 2 Dezembro, 2012 at 8:04
    • Responder

    Varias pessoas têm-me perguntado porque é que só agora nos lembra-mos de alertar acerca desta enormidade imbecilizante que é o AO,e que os sucessivos governos nos estão a tentar impor.
    Cumpre-me informar que a ILC começou faz dois anos, como toda a gente poderá verificar
    aqui:
    http://ilcao.com/?p=239#comments

    Mais ainda, essas pessoas que passam a vida a queixar-se de tudo e todos, que perguntem a elas proprias o que é que fizeram em prol do mal que as apoquenta, e o que é que já fizeram para o eleminar.PORTUGAL tem exactamente aquilo que merece,pois foi o povo e só o povo,que elegeu e continua a eleger a canalha que trouxe o país à situação em que se encontra hoje.Soares,Cavacos,Gueterres,Ferros,e Socrates, continuam exactamente no mesmo lugar, a fazer as mesmissimas canalhices, com diferentes nomes, mas ao serviço do mesmo concluio.
    Não há Tribunal que os alcance em matéria de direito.
    Sois vós o povo PORTUGUÊS,e mais ninguem, quem pode virar a situação ao contrario.E não vai a ser, a gritar na rua que o vão conseguir.Disso sabem eles muito bem como lidar com a situação.
    SE PORTUGAL PERDER A LÍNGUA, PERDERÁ A SUA IDENTIDADE.Portugal está a caminhar para ser uma colonia, de uma potência qualquer,aqui na abertura do século 21.Minado que foi ao longo das ultimos decadas,vai em passos rapidos a caminho da sua propria extinção.
    Eu jamais me hei-de acusar a mim proprio de ter contribuido para isso, antes pelo contrario.

  1. Reproduzo crônica do professor, jornalista e escritor Janer Cristaldo cujo teor, acredito, mui bem ilustra a opinião da maioria dos brasileiros. Vale repetir que aqui a tal reforma é defendida pelos semi-alfabetizados. Obrigado. Gilrikardo – Joinville SC Brasil

    *******************

    http://cristaldo.blogspot.com.br/2012/12/a-viuva-e-virgem-escreve-um-leitor-o.html

    segunda-feira, dezembro 03, 2012

    A VIÚVA E A VIRGEM

    Escreve um leitor: o “benfeito” devemos ao pandemônio causado pela última reforma ortográfica. Escreve um outro: “Você está dizendo que a regra é equivocada. Concordo com você. Recuso-me a escrever “benfeito” e outras coisas. Mas o fato é que a regra mudou. Caso uma pessoa escreva “bem-feito” em um concurso público, ao invés de “benfeito”, terá pontos descontados por erro de ortografia. A Veja não é uma instituição pública, contudo, e, por isso, a menos que tivesse tomado a bandeira da pureza gramatical – opondo-se a uma reforma colocada em vigor por um semi-analfabeto – não vejo por qual razão deveria ser criticada por seguir a norma atual”.

    Pode ser! Mas jornalista deveria raciocinar além dos gramáticos responsáveis pela reforma espúria. Se bem-feito deriva de bem-fazer, não pode ser benfeito. Ainda no ano passado, escrevia Thaís Nicoleti, no Uol:

    Num primeiro momento após a implantação do Novo Acordo Ortográfico, entendeu-se que a forma “benfeito” substituiria a grafia “bem-feito”, preservando o sentido de “feito com esmero, com cuidado”. De acordo com esse primeiro entendimento, a forma “bem-feito” deixaria de existir. Não foi o que ocorreu.

    A ideia era fazer a aglutinação tomando por base palavras da mesma família etimológica, como “benfeitor” e “benfeitoria”. Embora a mudança obedecesse a um critério lógico, a forma “benfeito” parece ter sido rejeitada pelos usuários. O fato concreto é que, na errata do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (e já na versão eletrônica), figura o verbo “bem-fazer”, com hífen, cujo particípio é a forma “bem-feito”.

    O “Vocabulário” não é um dicionário, portanto registra os vocábulos sem indicar suas possíveis diferenças semânticas. O dicionário “Houaiss” traz, no entanto, a informação precisa. Registra as duas formas, “benfeito” e “bem-feito”, indicando o sentido exato de cada uma delas.

    A distinção é simples: “bem-fazer”, com hífen, é fazer com esmero (“ trabalho bem-feito”, “corpo bem-feito”, “unhas bem-feitas” etc.) e “benfazer” é fazer o bem, fazer caridade (“Tinha benfeito aos pobres”, ou seja, “Tinha beneficiado os pobres”). O termo “benfeito” pode ainda ser um substantivo (sinônimo de “benefício” ou “benfeitoria”).

    Não por acaso o dicionário Houaiss admite benfeito, afinal Antonio Houaiss é o responsável por esta reforma esdrúxula. Seu dicionário é demagógico, aceita o errado para parecer popular. Um só verbete desqualifica todo o dicionário: Houaiss admite as formas “adéqua”, “adéquam”. Com isto, absolve milhões de analfabetos. A reforma teve por finalidade não simplificar a língua – em verdade a complica, por suas incoerências – mas sim facilitar a vida dos analfabetos.

    Fosse só isso não era nada. Uma reforma ortográfica é como a mudança da tomada de dois pinos para uma de três. Parece uma bagatela, mas rende milhões a vivaldinos que sabem que a mais eficaz forma de roubar não é roubar milhões de poucos, mas roubar centavos de milhões.

    Tudo parece tão inocente, não é verdade? Coisinhas banais, como tirar um hífen aqui, um acentinho lá. Mas pense no que vem embutido com a reforma: novas edições de dicionários, reedições de toda a literatura, incluindo nisto os livros escolares e os paradidáticos, a galinha dos ovos de ouro dos editores. Um acentinho aqui, um hifenzinho ali… e o movimento de milhões de reais na indústria do livro.

    Esse é o verdadeiro significado da reforma. A universidade e a imprensa brasileiras se renderam vilmente aos mercadores da língua. Não há sanções para quem não aceitar a reforma. Se não há sanções, pode-se continuar escrevendo como se escrevia. Se a universidade e os jornais – não falo dos editores, que são os principais beneficiados – continuassem grafando como sempre se grafou, o acordo espúrio iria águas abaixo.

    Penso, inclusive, que se um estudante seguisse a antiga grafia no vestibular, não poderia ser reprovado. Se o fosse, poderia muito bem recorrer na Justiça. Digamos que um vestibulando faça uma péssima redação segundo a nova ortografia. E outro produza um excelente texto utilizando a antiga? Terá melhor nota o que usou a reforma do Houaiss? Seria uma injustiça berrante.

    De minha parte, ignoro a tal de reforma. Sei que milhões de portugueses – isto é, os criadores da língua – fecham comigo. Que mais não seja,como dizia o saudoso Nestor de Hollanda, o acento diferencial é fundamental. Sem ele, não se consegue distinguir uma viúva de uma virgem.

    A virgem diz “ai”.

    – Enviado por Janer @ 6:02 PM

    1. Caro @Gilrikardo,

      Ora aqui está um texto a merecer reprodução no nosso “site”! Muito obrigado pelo alerta!

      Cumprimentos.

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