«Parabéns, juventude!» [comentário de “Acácia”]

Parabéns Juventude!

Aviva-se a confiança dos defensores de já tão penalizada Língua Portuguesa. São os estrangeirismos no sítio onde foi rejeitada uma palavra portuguesa. São os maneirismos, os trejeitos anedóticos, a afectação fonética.

Este é o tempo de revelar o que está escondido atrás da doença das palavras, que ditos negócios engendraram e, apressada e cegamente, porque estão cheios de medo, querem mutilar o mais possível, no menor tempo possível. Estão em todo lado. Impossível pesquisar na Internet!

É um cansaço ver a escrita cheia de erros patéticos. É patética a RTP, que diz ser pública. É ridícula a história do “bom português”. É já ridículo ouvir, e num colóquio: “interativo”, palavra várias vezes repetida. O “a” átono suando quase mudo. Uma lástima!

Mas deixemos estas evidências! Vamos em frente! Força! Não tenham medo! Neste sítio, e fora, há milhares de portugueses acordados à vossa espera. O mundo quer, aliás, precisa de gente que não se deixe corromper, que não aceite regalias que não mereça, só para ficar inerte. Isso foi/é ainda do mundo velho. Mostrem aos “decisores” eleitos que sabem ler, analisar, reflectir e prever o futuro – que já é presente.

Os mais velhos necessitam da vossa Energia. Os mais novos necessitam da Sabedoria dos mais velhos. Estamos unidos pelo Português.

Peçam ajuda para que nenhum dos argumentos vendidos no pacote, que iludiu os distraídos, os tire da vossa/nossa verdade e convicção.

Digam em alta voz que tiveram familiares e adultos que os fizeram entender que a maior riqueza é conhecer o passado para perceber o presente e antever o futuro.

Afirmem que leram os textos dos programas, aqueles que foram colocados como facultativos porque lê-los seria adquirir-se um saber mesmo inconveniente.

Proclamem que conseguiram escapar dos esquemas programáticos, desde os anos 80, que eram / são pautados pela política de “coitadinhos dos alunos. Eles não conseguem entender, têm que se descer o nível de exigência, outra vez”.

Estes estudantes, que não aceitaram ser tratados como deficientes, conforme intenções programadas, porque tiveram ajuda na hora certa, têm as mentes despertas e vão longe.

Basta assumirem a mais nobre atitude da actualidade: defender a pobre Língua Materna.

Entrem em cena, afirmem-se como personagens inteiras. Peçam apoio aos mais velhos, aos que conhecem, mais profundamente, causas e efeitos.

Votos de que estes alunos construam, com base na estrutura do efeito dominó, ou do efeito borboleta, a ponte que conduza à punição dos matricidas – os que mutilam a Língua Mãe.

A caneta que o Presidente da República usou para assinar o ilegítimo papel ainda será usada para repor a justiça – uma das funções.

Cumprimentos

Acácia
jbaritari@gmail.com

[Transcrição integral de comentário ao “post” «Estudantes de Engenharia Civil rejeitam (por maioria esmagadora) o AO90».]

[Imagem gerada em VistaPrint.]

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2 comentários

    • Hugo X. Paiva on 3 Novembro, 2012 at 8:02
    • Responder

    Eu gostaria de dizer que , mais do que um defensor da língua, eu sinto que tirarem-me a minha língua, é tirar-me uma parte integrante de mim, e não só de mim, como de todos que ao longo das vidas nasceram e morreram por mim.
    Começo por minha casa, e terminarei lá longe, onde ainda se faz fogo com pedra e pau. Mais ainda, sinto que me estão a decepar, parte do meu instrumento de pensar favorito.Isto sem falar em sentimentos profundos, do tamanho daquele …longe… da Sophia de Mello Breyner. Tinha eu 7 anos Quando li isto. Isto, é, o … longe … da Sophia.
    Por conseguinte, e se me permitem, antes de mais quero ser,e sou, um defensor de mim proprio. Não é egoismo; é que daqui d’onde estou, sinto-me em dever de estar companheiro daqueles que, para que eu esteja aqui deram o seu melhor.
    Pronto. A partir daqui quem que seja que atente contra a Familia Portuguesa,vai ter que levar comigo,qualquer que seja o numero de cães a ladrar que eu tenha que ouvir,até à hora da dentada final.
    ………………//………………

    Acácia, parabéns pelo texto!

    • Acácia on 3 Novembro, 2012 at 21:49
    • Responder

    (algumas ideias são reiteradas)

    Hugo X, quem nos dera que o espírito materno tivesse nascido e crescido, em todos os falantes portugueses, desde os primeiros palrares de cada um!
    Uma parte do respeito pelas coisas, físicas ou imateriais, é-nos transmitida pelos outros, uma outra parte vem de dentro de nós. Vem de um sítio de Mistério, podemos chamar-lhe ou áreas do cérebro, ou coração, ou todos os Sentidos, ou programa central… ou os 99 nomes de Deus. Não importa o nome desse sítio, que já a ciência tão bem explica. Mas eu também sinto que a linguagem – sistema de símbolos – virá de um movimento sagrado directamente para os receptáculos-vasos-taças, que o corpo humano tem, cujos nomes físicos estão nos livros.
    O Hugo X ama o Português porque respeita os sons com os quais começou a aprender a caminhar. A sua sensibilidade levou-o a sentir o som e o ritmo de cada palavra proferida e escutada.
    O seu campo de visão gravou um desenho ortográfico que dança uma música insubstituível! Por isso o Hugo é um falante grato! Tal cavaleiro que defende a honra da sua Dama!
    Um exemplo:
    Pitágoras (500? anos a.C.) reconhecia o poder terapêutico da fala humana. Ele tratava doenças lendo poesia. Ensinava aos seus discípulos que uma voz macia e bem modelada, palavras bonitas, a métrica e o ritmo devolviam o equilíbrio ao corpo e à alma.
    O sábio Pitágoras confere-nos que a fala é uma partitura celeste. E que os Idiomas são Organismos Imateriais e Energéticos. Que sempre que se apaga um som, ou uma letra, se abre uma porta para o desequilíbrio.
    Ora, no sentido de Pitágoras, um dos maiores Iniciados da Antiguidade, aprender a Língua Materna é aprender a construir Saúde e Humanidade!

    Isto tem muito sentido: a Humanidade ainda não ancorou no Planeta. Porque enquanto houver um ser humano sem ensino e sem condições, não há Humanidade.

    Bastaria, também, que os portugueses fossem conduzidos a respeitar a fala e a escrita, e aprendessem os significados das palavras, para não dependerem de antidepressivos.
    Temos aqui uma nota de análise que não traz nada de novo. Mas poderemos reflectir sobre razões que parecem ter afastado o ensino da sua mais nobre função.

    E também se diz que o Som se inventou ao 7º dia e que o número 7 é sagrado. E que o som é o Verbo. Então porque destruir as palavras? Eu que não professo nenhuma filosofia completa, assim o compreendo.
    Também se diz que a Linguagem é o primeiro e o maior sistema de símbolos e que a Humanidade nasceu com a Linguagem.
    Em síntese: Mexer nas palavras é estragar a sinfonias que vieram de algures para os Humanos usarem e amarem, comunicando e dançando como as nuvens.
    Nenhum falante tem legitimidade para operar palavras, que não lhe pertencem, e sobretudo as de boa saúde, sem saber o grau de dor que a intervenção vai provocar no próprio corpo da palavra e nos seus familiares.
    Há dor na comunidade dos sensíveis falantes portugueses. É esta dor que o Hugo também sente.

    Cumprimentos.

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