Confuso? Nada!

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[Digitalização de página do Jornal de Notícias (JN) de hoje, 12.09.11. Recebida por email.]

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11 comentários

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  1. Agora é que eles descobriram.

    • Miguel Rodrigues on 12 Setembro, 2011 at 23:28
    • Responder

    Na minha escola estão a tentar obrigar todos os professores a aplicar “isto”. Eu vou recusar-me, mas já prevejo muitos e muito sérios problemas. A esmagadora maioria das pessoas também está contra, mas está tudo a tentar aprender as regrazinhas todas para passar a aplicar “isto”.

    Eu recuso-me a a assassinar a minha língua (e a ensinar aos meus alunos como fazê-lo). Mas, completamente sozinho num agrupamento inteiro, não sei até quando poderei resistir. O mais certo é ter um processo disciplinar por me recusa a catar ordens.

    1. Pode contar connosco para denunciar, expor, divulgar qualquer situação desse género. Infelizmente, não podemos fazer mais do que isto. E note que não estamos a incentivar coisa nenhuma. A decisão é sua, evidentemente, se bem que desde já seja de manifestar admiração pela sua abnegação!

  2. @ Miguel Rodrigues.
    Louvo-lhe a coragem e a honradez. Porém é melhor não pôr o pé em ramo verde sozinho. Faça o que tiver de fazer mas sobretudo não se exponha. Enganos na escrita todos podemos cometer, de mais a mais quando o aborto é uma confusão pegada; fazer finca-pé e correr de peito feito ás balas quando haja P.I.D.E. à espreita, melhor é estar quieto.
    Cumpts.

    • Alexandre on 13 Setembro, 2011 at 6:20
    • Responder

    Ainda não começou e já está a gerar uma confusão desgraçada. Só neste país. Eu recuso-me a escrever dessa maneira. Não faz sentido nenhum e até tenho alguma dificuldade em ler coisas escritas com o aborto ortográfico. Se este ano na faculdade for obrigatório, escrevo na grafia correcta ou em inglês e eles que desemerdem-se.

  3. MG, subscrevo o que diz a Bic Laranja. Louvo a Sua coragem. Eu farei o mesmo. Mas não condeno quem o não faça, porque a nova PIDE anda à solta e não falta quem aproveite a dignidade alheia para obter vantagens. Mas, pessoalmente, vou resistir. Estamos cá para ver se conseguem obrigar-nos. Não há fundamento jurídico para um processo disciplinar. Mas, note-se, essa é uma guerra que, ainda que seja ganha por cada um de nós, pode ter custos pesados, dada a morosidade (e a má qualidade) da Justiça.
    Um abraço

    • PROTERVO/LISBOA on 13 Setembro, 2011 at 19:01
    • Responder

    Quando leio justiça,pergunto-me,que justiça? Onde está essa dita senhora, de olhos vendados?A justiça agora além de cega,é surda também. O caso do AO é a maior vergonha pela qual estão a querer fazer-nos passar.Desculpem qualquer erro que posso ter cometido,”só” tenho a 4ª classe antiga dos anos 50/60,tem mais valor que o 10º actual.

    1. Muito obrigado pelas suas (emocionantes) palavras, que são além do mais um grande incentivo para quem anda nesta luta que é de todos.

      Caso, como presumimos, tenha subscrito a ILC, teríamos muita honra em que aceitasse fazer parte da “galeria” de subscritores, apoiantes e militantes da ILC. Basta enviar-nos uma mensagem de email para que entremos em contacto directo consigo.

      Calorosas saudações.

  4. Ora boas tardes, eu apoio a iniciativa de quem tenta lutar contra esse acordo que nos foi imposto, aprendi a escrever português, levei muitas vezes nas “orelhas” por dar erros e agora ao 33 anos querem-me obrigar a esquecer tudo o que aprendi para começar a escrever com erros cometidos no passado em que me era descontado pontos??? Este governo só pode andar maluco. Vou continuar a escrever como sempre escrevi!! Não sou professora mas louvo a sua atitude de resistir a ensinar os seus alunos a escrever desta forma bizarra!!! Tomara que todos os professores, alunos e demais portugueses se unissem na luta contra este acordo absurdo, porque não serem os brasileiros a adoptar a nossa ortografia, não fomos nós que os descobrimos??

  5. No tempo em se podia verificar se a língua portuguesa se encontrava BEM ou MAL escrita, o eduquês impediu-me de corrigir os alunos, dizendo que a correcção ortográfica não figurava nos critérios de correcção da minha disciplina.
    Agora, que já não se pode verificar se língua portuguesa se encontra escrita bem ou mal, mas apenas ASSIM-ASSIM ou ASSIM-ASSADO, não contem comigo para servir de bufo se os alunos andam ou não a observar o cumprimento do acordo ortográfico.
    (Do meu mural no FB)

    • Paulo Rato on 14 Setembro, 2011 at 4:18
    • Responder

    A propósito do artigo do “JN”: uma das coisas que jamais farei é “implementar” seja o que for. Tal como jamais direi “chamar à atenção”, apesar de constar já de vários dicionários, incluindo o do Houaiss; nem “ir de encontro a”.
    Não sou contra o uso de estrangeirismos, quando, em absoluto, a sua tradução não é viável, por não permitir conservar o sentido da palavra original. Não é, porém, o que se passa com “implementar”, palavra sem qualquer justificação de uso em português, pois é substituível por outras, portuguesíssimas e com significado muito mais explícito e rigoroso. Quando me falam em implementar, não sei se ainda estão a pensar no assunto ou se já estão a usufuir da coisa… O mesmo não se passa, se me disserem que estão a planear, esboçar, esquematizar, estruturar, construir, aplicar, pôr em prática, etc. etc. e etc.
    Quanto aos outros (ab)usos que refiro, não sei se se justifica que os dicionários acolham o que a comunicação de massas vai incutindo nas suas “audiências”, com a cumplicidade de entidades por elas responsáveis, pela ignorância, irresponsabilidade e indiferença que arvoram.
    A transmissão do conhecimento, bem como o seu suporte linguístico, alterou-se drástica e dramaticamente, sobretudo com a televisão e a internet que, por sua vez, passaram a influenciar negativamente a rádio e a imprensa escrita, que as precederam. Os regionalismos estão a desaparecer, os “desvios” localizados de uma “norma” aceite, que não eram suficientes para alterar a fala ou a escrita de quem possuisse um pouco mais de conhecimento, são pecadilhos curiosos e, até, engraçados, face ao rolo compressor em que se transformaram os “media”.
    Já quase não me atrevo a emendar “chamadas à atenção (senhora ou local que não tenho o prazer de conhecer)” ou os tais “encontrões”. Porque me respodem, com surpresa inocência: “sempre ouvi dizer assim”! Retenha-se o “ouvi”: porque LER (livros, de autores fiáveis e de prosa ou verso sedutor) é algo que não se pratica.
    Oiço os “locutores” (agora, parece que “ex”) dos documentários de “Discoveries”, “National Geographics”, “Odisseias” e outros que tais e as criaturas (que, com os empregos em perigo, clamam pelos interesses das criancinhas) empenham-se em dizer uma quantidade inacreditável de disparates, com erros sortidos, pronunciando mal os textos pessimamente traduzidos que vamos passar a apreciar, agora só em “legendas”… Se os textos incluem nomes de escritores ou artistas estrangeiros (e alguns portugueses!) bem conhecidos, passamos a admirar o notável fenómeno da iliteracia em várias línguas – também detectável nas legendas, pois continuar-se-á a traduzir “eventually”, em inglês, por “eventualmente”, em burrês (há muitos mais exemplos).
    E pergunto: não é a capacidade de expressão escorreita, escrita ou oral, importante no desenvolvimento de uma sociedade? As entidades, públicas e privadas, que participam neste regabofe da asneira, não deveriam ser objecto de alguma verificação, quanto ao modo como desempenham as tarefas que se propõem realizar? A qualidade aqui não conta?
    Tudo isto é um tanto á margem da questão que é, aqui, central: o Aborto Ortofágico. Mas o desleixo que foi alastrando por estes terrenos não terá deixado de influenciar a lucidez de alguns espíritos, ao mesmo tempo que forjava a opacidade de muitos outros?

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