Isabel Osório apoia a ILC

Isabel Osório

Isabel Osório, moçambicana, é professora de Português na Capital de Moçambique, Maputo.

Dedica-se à escrita desde sempre, com um gosto especial pela poesia, pelo que a sua ligação à Língua Portuguesa é não apenas profissional como, e sobretudo, emocional.

Acompanha desde o início a luta contra o acordo ortográfico e participa nela activamente, defendendo, como diz com exactidão e lucidez:

[citação]
As diferentes matizes nacionais da matriz comum do Português, ou seja, o primado da diversidade natural sobre a uniformização forçada”
[/citação]

Não subscreveu, por não ter nacionalidade portuguesa, mas apoia convicta e militantemente a ILC contra o AO90.

Nota: esta publicação foi autorizada pela pessoa visada.

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14 comentários

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    • marceano on 6 Fevereiro, 2011 at 20:31
    • Responder

    Claro!! Uma Língua nunca será mudada por decretos leis, muito menos por políticos transitórios… Uma língua que se vai transformando naturalmente nas regiões onde é falada deverá sempre ser seguida de acordo com os usos, culturas e costumes tradicionais, locais.!

  1. Concordo com o desacordo ortográfico…
    Digo, por que pasteurizar o que se pode beber direto na fonte com naturalidade?!
    Por favor autoridades nexo-lexo-leteraturográficas,
    não amputem a rica diversidade e as contribuições locais que
    iluminam nossa Língua!!!!!

    • Prof. Machado on 7 Fevereiro, 2011 at 14:10
    • Responder

    Prezada Isabel, é lamentável ler algo assim escrito por uma pessoa tão culta e que nem portuguesa é. Em principio deves lembrar de que o que mais os portugueses detestam na língua portuguesa brasileira são os vocábulos de origem africana (VEJA EXEMPLOS -> http://www.geledes.org.br/planos-de-aula/palavras-de-origem-africana-usadas-em-nosso-vocabulario-07/11/2010.html). Quantas palavras africanas estão contidas no vocabulário oficial português? Vivem a desdenhar tais vocábulos. Podes ter certeza de que a antiga metrópole não se orgulha das palavras africanas que usas (para eles tais palavras “contaminam” o idioma) e tampouco das religiões africanas e pratos típicos. No Brasil, vivemos a falar e defender esses vocábulos e a praticar as religiões africanas de teus antepassados que aos milhares foram nossos também. Não há o que defenderes, nobre colega, não estás a defender a maneira de Moçambique escrever, estás a defender a maneira de Portugal escrever. Se fores pesquisar a fundo o assunto verás que o maior medo de Portugal é a perda da exclusividade de venda de material didático e demais impressos a África lusófona, conforme apontado por Carlos Reis. Declaras de maneira errônea que o A.O fará uma uniformização forçada. Forçada em que aspecto? O acordo passa a reconhecer que poderás grafar as palavras com o “c” ou “p” caso essas letras sejam pronunciadas sem medo de errar. Isso é forçar? Óbvio que não. Ao contrário, pois dizer que determinada palavra deve ser escrita com determinada letra que naquela região/território/país é muda só por que em outro ela é lida é que uma imposição. No plano político se diz que o Brasil impôs a Portugal o Acordo, o que não é verdadeiro e sabes por quê? Porque o Brasil estava a esperar desde 1990 por uma decisão de Portugal. Quem impõe não espera, muda e pronto. Há quem diga que o Brasil quer usar o português para fins financeiros, outra falácia, pois o fato de ter a uma escrita oficial divergente de Portugal é hoje a 8ª economia do Mundo. E, para finalizar, se ouvires dizer que no Brasil a intelectualidade não existe ou é rara, faça o favor de consultar o “World Ranking of Universities (em http://www.webometrics.info/). Sabes qual a primeira e melhor Universidade lusófona no mundo? A Universidade de São Paulo na posição de número 114. E a segunda? A Universidade de Campinas na posição de número 197. Quanto às portuguesas? A primeira instituição portuguesa (a Universidade Técnica de Lisboa), surge num honroso 300.º lugar, e a Universidade de Coimbra, no 375.º lugar. É preciso dizer mais?

    A menos que Moçambique queira continuar a ser “colonizado” e cliente (sem opção de escolha) de Portugal no que se refere a impressos, deve aceitar o acordo e incluir suas palavras no Vocábulo Internacional da língua Portuguesa e dessa forma parar de fingir que seus cidadãos falam “exaCtamente” como os cidadãos de Lisboa. Orgulhem-se de seu país, sua gente e de seu modo de falar. Sintam-se como Fernando Pessoa que pouco interessava a pátria em que estivesse, pois a sua era a língua Portuguesa.
    Abraço apertado a todos os meus irmãos africanos bem como aos portugueses que amam essa NOSSA língua e, é claro, a todos os demais lusófonos em qualquer lugar do mundo.

  2. A ‘defender a maneira de Portugal escrever’? Evidentemente. Porque razão iria de defender a brasileira?
    Cumpts.

  3. Lá está mais um inculto – o Prof. Machado – a falar da pátria do Fernando Pessoa… Será que leu o livro todo ou só conhece a frase da “pátria da língua”?

    • Prof. Machado on 8 Fevereiro, 2011 at 13:43
    • Responder

    JRD. Podes ter certeza de que a UNIVERSIDADE de SÃO PAULO forma profissionais melhores do que tu, criatura ignorante e retrógrada. Espero que entendas que ao apoiar a NOVA ORTOGRAFIA, penso da MESMA FORMA que o PRESIDENTE de teu país e os demais LEGISLADORES PORTUGUESES que aprovaram tal documento. Ah já sei, SOMOS todos incultos, não é? Se assim for, como podem eleger legisladores tão “incultos”?
    Há quem diga que se desejas conhecer um povo e sua maneira de pensar dever olhar para seu(s) líder(es)! Abraço a ti, “O último Culto”!

  4. NOTA: Minha opinião expressa acima não se aplica a Portugal e tampouco a todos os cidadãos portugueses e sim a “JRD” em seu comentário infeliz e preconceituoso. Sou filho de portugueses e, consequentemente, detentor do direito a nacionalidade portuguesa (jus saguinis) e nada tenho contra a pátria de meus pais, terra de Luís Vaz de Camões, Fernando Pessoa, Fernão Mendes Pinto, Gil Vicente, Saramago e muitos outros grandes nomes literários. Orgulho-me do nome e sobrenome (apelido) que carrego. Amo o país onde nasci, minha pátria-lar e sinto orgulho de minhas origens… Como lusófono não vejo nem aceito barreira política no que se refere à língua. Prova de que falamos a mesma língua é o fato de que aqui estamos a discutir tal assunto usando NOSSA língua comum.

    Abraço

  5. Este Machado é um assanhado. Aquele título académico expresso é para se equivaler ao Bechara e ao Malaca?
    ‘Tampouco’ é mau fato e ‘facto’ tão pouco se escreve assim.
    Cumpts.

  6. hehe Bic, tenho de admitir que gostei do termo “assanhado'”, juro! Quanto ao advérbio “tampouco” trata-se do equivalente a “também não” (Ex. de colocação: “também não das religiões africanas e pratos típicos”) quanto a “fato”, é escrito e falado no Brasil por uma comunidade mínima de quase 200 milhões de brasileiros e agora RECONHECIDO internacionalmente pelo ACORDO ORTOGRÁFICO da LÍNGUA PORTUGUESA, acordo este RATIFICADO, ANALISADO por quase duas décadas, e APROVADO pelos legisladores portugueses e feito lei a partir da assinatura do presidente de teu país (reeleito, diga-se de passagem) e publicado no Diário da República/Resolução nº 8/2011 do Conselho de Ministros e estará a ser ensinado ainda esse ano nas escolas portuguesas. Aliás, já podes te acostumar a ler a nova ortografia visitando o site/sitio da RTP, da agência de notícias Lusa, Jornal Record, Jornal do Fundão… Enfim, todos genuinamente portugueses, todos patrícios teus.

    Abraço para ti, BIC Laranja – “A Assanhada”

  7. Não se assanhe a tutear-me. Não lhe dei essa confiança.
    Quanto às lições de português, não me faça rir.

  8. Está rolando um clima?? nem o #AO acaba com o charme luso-brasileiro.

  9. É deprimente ver alguém encurralado num canto e chocado ao ver que não é a pessoa mais inteligente do mundo e que nem mesmo a maioria de seus compatriotas concorda com suas ideias fúteis! Mas fazer o quê?
    Saudações, bem vindo a realidade e não esqueça de se atualizar… Aliás, o governo de vocês criou um site/sitio para informá-los: http://portaldalinguaportuguesa.org/

    • Joaquim Rodriques on 20 Dezembro, 2011 at 13:17
    • Responder

    Desculpem-me, mas desconsidero qualquer comentário sobre a língua portuguesa que venham de países que façam parte da COMMONWEALTH britânica ou de qualquer outra comunidade que não reconheça a língua que se defende nesse espaço.
    Aliás, nunca entendi o que faz Moçambique na comunidade britânica.

    Cumpts

    • Joaquim Rodriques on 20 Dezembro, 2011 at 18:38
    • Responder

    Em tempo: ….que venha de países…

    Desculpem-me e obrigado!

  1. […] This post was mentioned on Twitter by JPG, M. M. Soriano. M. M. Soriano said: RT @Apdeites: Isabel Osório apoia a ILC http://ff.im/-xsO4b […]

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